10 dezembro, 2018

Não é por engraxar Lisboa que nos afirmamos


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Intrigado pela actual letargia do Porto Canal - que parece já perturbar muitos portistas -, consultei o site do dito cujo para saber se teria havido alguma alteração na composição dos corpos sociais. Se houve, não dá essa impressão, porque o que lá está anotado, é o seguinte:




Conselho de Administração

  1. Presidente: Jorge Nuno Pinto da Costa
  2. Vogal: Adelino S. e Melo Caldeira
  3. Vogal: Fernando Manuel dos Santos Gomes
  4. Vogal: Francisco José De La Fuente Ruiz

Mesa da Assembleia Geral
  1.  Presidente: José Manuel de Matos Fernandes
  2.  Secretário: Rui Miguel de Sousa Simões

Tendo a sociedade comercial  FCP MEDIA,SA um capital social de € 4.050.000,00 e 82,40% de percentagem, torna-se algo confuso que a sócia minoritária MEDIAPRO PORTUGAL, SGPS, SA (sediada em Lisboa) com 17%  retenha um capital social de 7.200.000,00, superior ao do FCP MEDIA,SA!

Haverá, por casualidade engano, ou falta algum detalhe?

Equívocos à parte, como portista (e cidadão), gostaria de saber se há, ou houve, qualquer plano de reabilitação, ou remodelação estratégica para o Porto Canal entre accionistas e Directores do Porto Canal. Porque, pelo que é dado a observar ao grande público, a programação não só piorou como foi nitidamente mitigada. 

Não sendo perito na matéria, mas ciente de que o segredo é a alma do negócio, fica no ar a ideia de que as partes interessadas (accionistas e dirigentes do Porto Canal) não há a percepção correcta sobre as características próprias a um negócio difícil, como é o da televisão. Está intrinsecamente ligado à comunicação social, é um facto, e no caso em apreço com a particularidade de partilhar o negócio com um clube de futebol (O FCPorto), porventura o maior angariador de audiências ... 

Uma vez que nada de concreto podemos concluir, só podemos pensar uma coisa: algo de errado foi feito no Porto Canal.     



09 dezembro, 2018

E ninguém cora?

Domingos de Andrade

Não são polémicas menores. Como o Tribunal de Contas publicou esta semana, a falta de controlo no Parlamento faz com que haja risco de fraude fiscal nas deslocações, desatualizações de moradas com impacto nas ajudas de custo, ilegalidade no seguro de saúde de que os deputados beneficiam - cumulativamente com a ADSE. Reparos perante os quais nenhuma bancada pode sair descansada, porque é a imagem da Assembleia que sai beliscada.
Perante as sucessivas notícias e denúncias, o que fazem os deputados? A subcomissão de Ética propôs, no caso das viagens, uma alteração dos valores pagos. Mas como entretanto se aguardou uma posição do Conselho de Administração do Parlamento, só agora foi consensualizada a criação de um grupo de trabalho para essa alteração. Grupo que irá também propor mecanismos adicionais de controlo das presenças. Cá ficaremos à espera das ditas medidas. Já quanto a falsas moradas, nada foi dito. Portanto, continuaremos a aguardar as conclusões do inquérito em curso no Ministério Público.
É a bem da democracia que se devem criticar as benesses dos políticos ou apontar as suas falhas. Porque infelizmente documentos oficiais, como são os do Tribunal de Contas, demonstram que há problemas reais. É um direito dos cidadãos conhecerem os gastos dos eleitos e exigirem-lhes um comportamento ético irrepreensível. E um dever dos titulares de cargos públicos serem transparentes e prestarem contas.
*Diretor (JN)
Domingos de Andrade

06 dezembro, 2018

Mais do mesmo. Não vou desistir


A memória é curta.

Para quem aqui vem pela primeira vez, compreende-se que não me conheça minimamente, e que por essa razão acabe por ceder ao ímpeto do momento, consoante concorde ou discorde com o que escrevo no momento. É compreensível, mas também seria razoável que antes de aduzirem conclusões definitivas procurassem ler um pouco atrás o que aqui já foi escrito, para evitarem mal entendidos. 

Procuro explicar-me o melhor que posso e sei. Por vezes até acho que me explico mais do que o necessário, o que se torna algo cansativo, mas prefiro isso a ser mal entendido. Então, por que será que falo tantas vezes do mesmo assunto? O tema principal, é invariavelmente o Porto cidade, e o Porto Clube. Sou adepto dos dois, para mim são almas gémeas.  Por essa razão, gostaria muito que as nossas preferências fossem refinadas e esclarecidas para nos tornarmos mais fortes, mais pragmáticos e independentes. Assim, seríamos provavelmente mais profícuos, tanto para a cidade como para o clube. 

Uma das "ferramentas" que podia contribuir para atingir tal objectivo podia ser o Porto Canal. A avaliar pelo que vemos houve uma regressão. Foram já fechadas algumas delegações, contrariamente ao que Júlio Magalhães foi dizendo, a adesão foi fraca.  O desmesurado compasso de espera até à reabertura do pós-férias já enunciava alguma desorientação. Antagonicamente, continuam a privilegiar Lisboa e quem lá vive, coisa que para mim é estranho, e de um provincianismo bacoco.  São actores, políticos, fadistas, quase todos já conhecidos, e contudo são entrevistados como se fossem figuras de Hollyood... 

A ideia de se criar um canal misto (generalista/clube) só teria êxito se fizesse mesmo a diferença comparando-o com os canais da concorrência. Nunca foi devidamente assumido que se o objectivo essencial se desviasse da aposta na qualidade colocaria em risco os melhores programas até hoje realizados. Houve uma estagnação, de facto. Uma estagnação que foi acentuada pelo recurso abusivo às repetições. O mote foi: se não há programas novos, repetem-se os velhos! É uma asneira, um sinal de regressão! Repetições, de repetições não são a solução. Isto, só pode gerar descontentamento. Provocou um sentimento de desaforo, negligência evidenciada por uma total desinformação. Que querem, eu não posso olhar para o mau e dizer que é bom. Se o fizesse, estaria a contribuir para a incompetência. Eu quero o Porto Canal um canal de top, não uma emitação gerida por preguiçosos.

No início, ainda houve algumas tentativas para conquistar audiências com a abertura de delegações um pouco por todo o país, que não resultaram. O período de férias foi excessivo, e só terminou já no início do Inverno. Reduziram a uma única emissão a transmissão diária de notícias (às 20H00). A programação é indefinida, e oscilante. Enfim, nada avançou.

A ida da Maria Cerqueira Gomes para Lisboa (para a TVI, notem...) é bem evidente. Foi para lá olhar pela vida, o que é natural, mas mau sinal. Partiu para seu interesse pessoal. Saiu do Porto Canal para se juntar a um ambiente medíocre, onde desempenhará uma actividade brejeira, sem nível, nitidamente à procura da fama, igual às mais banais da televisão lisboeta (há gostos para tudo).

Está visto e revisto que o futuro já não se conquista no Porto, como mais uma vez se confirma. Os que ainda cá estão só vão permanecer se o dinheiro falar mais alto. A filha de Adelino Caldeira faz vida dupla. Tanto vive em Lisboa como no Porto. Óptimo (para ela)! Uma banalidade para o Porto Canal!  Se o Júlio  Magalhães um dia  se gabou de ter deixado Lisboa para vir trabalhar para o Porto foi porque lhe pagaram bem, agora inverteram-se os interesses com uma ex-colaboradora... Significativo, mas intelectualmente pouco edificante.  

Entretanto ouvímos no programa Universo Porto da Bancada o Francisco J.Marques a lamentar-se sobre a permissividade das arbitragens, com o futebol agressivo que alguns clubes continuam a praticar contra os nossos jogadores, voltando ao discurso de sempre ("isto não pode ser", "blábláblá").

Tudo bem, gosto deste programa e admiro o trabalho de FJMarques (já o disse repito!), mas a linguagem usada às vezes é demasiado contemplativa, quase submissa. Fica a sensação de súplica, e é inaceitável que depois de andarmos há tantos anos a ser ludibriados continuemos nesta onda de prece como se fossemos nós os pecadores. Por que raio não pedimos, exigimos mesmo, a demissão dos árbitros que se permitem estas provocações? Temos de ser mais afirmativos, elevar a voz até, porque a indignação não se revela com luvas de veludo. Falta-nos alma! Não devemos deixá-la reservada apenas aos atletas e aos treinadores! É que este discurso mole só pode dar mais lastro às vigarices. 

É que o tempo vai passando, e os jogos das várias modalidades continuam a ser marcados por arbitragens tendenciosas em que os lesados somos sempre nós. As queixas continuam mas não passam dos estúdios do Porto Canal... Não chega, podem ter a certeza. Terá mesmo de continuar assim? Onde estamos nós? No Burkina Faso? Que raio de país é este que se verga perante escumalha? Será que Portugal está mesmo na Europa? E nós portuenses sentir-nos-emos integrados na Europa? 

Este deixa andar, esta tendência para o fado, para o pedir em vez de exigir, é um problema dentro de outro problema. Fala-se muito da garra, exige-se tudo a jogadores e treinadores, elegem-se políticos traiçoeiros e depois andamos perdidos à procura de um salvador que não existe.

Em suma, conclui-se que muitos dos males que nos têm feito só acontecem porque temos tido vergonha de dizer basta, aqui não entram mais! Se entrarem, são corridos a pontapé! Se não há autoridade, nós fazêmo-la! 




03 dezembro, 2018

O Boavista-FCPorto foi uma vergonha para o Boavista


Assim que ouvi Jorge Simão, o treinador do Boavista, dizer pomposamente que para o Boavista ultrapassar o FCPorto era preciso jogar com muita coragem disse cá para mim: "vem aí porrada da grossa!". Pois foi isso mesmo que aconteceu! Só que a "coragem" não ficou por aqui. Como não podia deixar de ser quando há ameaças desta natureza é porque os "árbitros" sabiam ao que iam. E cumpriram. Devo dizer que um clube nascido no Porto pela (comunidade inglesa) fez uma figura triste, de futebol violento, destrutivo, e caceteiro. Antes de continuar quero dizer que não gosto dos comentários de Cândido Costa. Aquela mania de usar termos como prepotência, sangrar e agressivo,além de ridículos desvirtuam o bom futebol. Existem adjectivos mais apropriados. Por que é que não diz antes "um futebol vigoroso, ou dinâmico? Quem combate dá luta, não agride. Agredir é mesmo isso: causar danos físicos a outrem. Não me parece nada um termo adequado ao futebol. Só se aplica nas actividades de âmbito combativo, boxe e artes marciais, e mesmo estes obedecem a certas regras,não vale tudo! Então, se o FCPorto se queixa, e com razão, do modo violento como certos clubes jogam quando nos defrontam (em todas as modalidades), será indicado falar assim? Mesmo no sentido figurado são expressões a evitar... Adiante.

Assisti com prazer ao jantar na casa do FCPorto em Caldas da Rainha de Pinto da Costa. Esteve brilhante, fazendo lembrar tempos áureos em que não se poupava a tratar os governantes como merecem com a oportunidade sarcástica que lhe era peculiar e oportuna. Claro que para os pintistas incondicionais Pinto da Costa pode estar temporadas sem fazer tudo o que dele  se espera que umas "bocas" mais ousadas não façam esquecer. E logo os vemos a deitar foguetes do seu pintismo como se uma "boca" mais apimentada legitimasse as asneirolas dos últimos 4 anos. Isto revela a falta de sensoo crítico (na melhor acepção do termo). O Presidente portista fez muito bem dizer o que disse. Porque é verdade, e uma bofetada de luva branca ao Governo. Se disse que o FCPorto, só com o que paga ao Estado (dezenas de milhões de euros) contribui muito para pagar os salários dos políticos, disse muito bem. O Governo não deve ter achado muita gracinha, mas centralista como é já se esqueceu...

Só o resultado da Justiça devidamente resolvido (acusação)  do processo "BenficaGate" podemos descansar um pouco. Só assim ficará determinado o futuro do futebol português, e também se a punição fôr exemplar e influenciar uma renovação drástica no funcionamento legal da FPF e da Liga! Como ontem pudemos assistir, constatamos que o gang de cartilheiros continua activo e descarado, não dando nenhumas garantias visíveis de "cura". É bom não esquecer que o Benfica não está só neste escândalo, há outros clubes comprometidos. Portanto, isto não vai lá com ironias, Há uns anos que isto vai acontecendo sem que o FCPorto tenha apresentado um protesto firme ao Governo, ou na falta deste (como acontece) à UEFA.

Num país que se diz democrático (não é a minha opinião, com sabem) devia ser relativamente simples entregar uma participação ao maior organismo do futebol europeu. Não o fazendo, deixando o tempo correr, o FCPorto corre o risco de voltar a ser ludibriado. Não é impossível em Portugal, mas improvàvel para mim, apesar do meu cepticismo. 

Haja paciência para aturar este clima sufocante de marginalidade. Parece que os bandidos são os bons cidadãos e nós os caceteiros. Pergunto: que será feito dos descendentes da PIDE-DGS? Onde estarão integrados?

Repito, este deixar andar da carrugem do FCPorto pode-nos sair caro. Sei que se isto for resolvido na Justiça não vão faltar loas ao  Presidente PC mas se não fôr estarei aqui para ver as reacções. Custa-me tanto como se me estivessem a bater sem poder reagir. De facto a conclusão é sempre a mesma, Sérgio Conceição e o plantel têm sido os grandes heróis deste campeonato. Temos sempre de jogar contra vários adversários. Primeiro os legais, segundo as arbitragens, terceiro a comunicação social e por último o Governo.  

Não é justo para o FCPorto, não é justo para os jogadores, não é justo para Sérgio Conceição, nem é justo para os portistas (e aqui, não há bons e maus). Há coerência nuns e incoerência noutros. Não é um crime, mas emperra a máquina da lucidez.  


  

30 novembro, 2018

A miragem centralista

Rosário Gamboa

O estudo demonstra algumas evidências, já conhecidas, conferindo-lhes suporte com base em dados sólidos e avança com outras de enorme relevância, devolvendo-nos a imagem de um país centralizado e desigual.

Uma das dimensões analisadas no estudo é a relação entre economia, população e qualificações. Não há, como o sabemos, desenvolvimento económico e capacidade competitiva no seio de uma economia do conhecimento global sem gente qualificada, pessoal e profissionalmente, tal como não há democracia.

O país fez nas últimas décadas enormes progressos no domínio da educação e do Ensino Superior. Este é um facto que nos orgulha e deve ser reconhecido. Mas há, também, nesta dimensão, profundas assimetrias regionais que sinalizam um sintoma e prenunciam problemas.

Tomando por foco de análise as NUTS II - unidades territoriais (UT) -, durante o período de recessão pós-crise (2008-12) e o período de recuperação (2012-16), objetiva-se que a UT Norte apresenta o PIB per capita (pc) mais baixo face à média nacional. Numa focagem mais estreita (NUTS III), percebemos que a evolução entre 2008/16 foi desigual. A Área Metropolitana de Lisboa mantém, mesmo em queda, o PIB pc mais elevado a nível nacional, sendo 135% superior ao mais baixo, a UT Tâmega e Sousa.

Apesar do incremento significativo da Indústria transformadora (3.0º lugar nas NUTS III), do seu esforço e capacidade exportadora, o Tâmega e Sousa é a região que apresenta níveis de qualificação mais baixos nos trabalhadores - média de 8,2 anos de escolaridade vs. 10,2 média nacional (m.n.) e destes só 8,8% são diplomados (19% m.n.) - bem como nos gestores diplomados - 21% (47% m.n.). O Tâmega e Sousa perdeu população (-17%) e, tal como outras regiões, assistiu à fuga de recursos humanos para centros mais atrativos.

Há um ciclo trágico que se autoalimenta num país apertado pela miragem centralista.
*PROFESSORA COORDENADORA DO P. POR

29 novembro, 2018

FCPorto: professores e alunos estão sintonizados

Eder Militão não sabe jogar mal
e até já marca golos. E que golo!

Dizer que o jogo de ontem foi muito bom, não é nada de especial, ultimamente. Até o penalti cometido pelo Oliver foi algo duvidoso, apesar da excelente prestação do árbitro romeno. 

A primeira parte do FCPorto foi uma espécie de adaptação ao terreno e ao jogo do adversário. A segunda, foi jogar para ganhar. E ganhamos bem. Quem viu alguns destes jogadores no tempo de Lopetegui (e "sucessores") e os vê agora, é uma diferença da noite para o dia.

Antes, olhávamos para os jogadores e líamos -lhes tristeza no olhar, parecia que iam para um funeral, passe o exagero. Corona, Oliver, Herrera, Sérgio Oliveira por exemplo, não conseguiam afinar. O Brahimi apesar de habilidoso tecnicamente ainda não está totalmente "curado", mas parece ser do próprio temperamento. O caso mais estranho, e que parece estar a dar sinais evolutivos é o de Adrian Lopez, para mim. tecnicamente um dos melhores jogadores do FCPorto

Podemos dizer que a equipa ainda não está toda afinada, mas anda lá perto. Graças a quem? Graças ao extraordinário mestre Sérgio Conceição, à sua inteligência, e à sua enorme capacidade para lidar com os jogadores. Sabe comunicar, sabe transmitir-lhes confiança, enriquece-lhes a polivalência! Tornou-os, antes de tudo, mais fortes, física e psicologicamente. E e no aspecto técnico tornou-os mais hábeis e eficientes. Só falta acertar um pouco o remate para a baliza. Ontem, por exemplo, podiam ter goleado os alemães se as oportunidades de golo fossem bem aproveitadas (só o Danilo teve três oportunidades).

Enfim, estamos nos oitavos, e entrou mais uma "pastinha" nos cofres do clube. Esperemos que a saibam gerir com tininho...



28 novembro, 2018

Ainda o FCPorto


Suponhamos que a estrondosa vergonha que envolve o Benfica não vai dar em nada. Suponhamos que o clube não vai ser penalizado, e os dirigentes também. É uma hipótese remota, mas possível num país como Portugal. Se digo remota, não é porque confie no rigor da nossa Justiça, mas pelo excesso de confiança dos arguidos, assim como pelas provas inequívocas que deixaram. Já sabemos que estão protegidos por famosas equipas de advogados, mas custa-me a crer que perante factos tão evidentes não haja entre os juízes argumentação jurídica (e moral) para os vencer. A não ser que a Justiça portuguesa seja ainda mais medíocre do que pensamos.  

Mas, isto não é tudo. O FCPorto se quiser salvaguardar o futuro do clube dos seus inimigos, não pode
ficar por aqui. Tem de ser firme também com o Governo, exigindo, repito, exigindo, tratamento igual a qualquer outra clube, sobretudo da parte de instituições ligadas ao Estado, como é o caso da RTP e de todas as instituições desportivas. 

O FCPorto não precisa de pedir nada, tem direitos constitucionais que devem ser cumpridos para serem respeitados, e um deles é o próprio respeito. Pode por isso alegar que se continuar a não ser respeitado nada o obriga a cumprir.

O FCPorto foi (e ainda é) o clube mais lesado do futebol português. É a vítima, não pode continuar a ser tratado como arguido pelo próprio Estado. Há políticos de vários partidos que também deviam ser processados e banidos da política, quer por declarações que fazem em defesa do Benfica, o que é inédito para um país civilizado, quer pela indignidade como exercem o cargo e a naturalidade como abusam do poder. 

Há demasiados argumentos a nosso favor, nós não estamos a esconder nada, estamos a revelar comportamentos indecorosos de gente de todo tipo com poderes imerecidos e posturas pobres de integridade. Ninguém tem moral neste país para nos dar lições. Portam-se demasiado mal para lhes reconhecermos autoridade.   


27 novembro, 2018

Que Porto queremos ser? Bonzinho e permissivo? Será isso?


Tenham lá paciência, mas já começo a estar farto de me conter com a parcimónia dos dirigentes do FCPorto com as arbitragens indecorosas contra nós cometidas. Foi preciso desvendar a porcaria mafiosa do Benfica para percebermos que estávamos a ser ludibriados. E não importa saber se foi o Francisco J. Marques quem tomou a iniciativa, e se a SAD apenas se limitou a autorizar a sua divulgação. O que importa é saber se estão todos dispostos a ir até ao fim caso o processo em curso venha a ser adulterado. Pela parte da SAD continua a notar-se demasiado distanciamento com este assunto, postura quanto a mim antagónica com a sua gravidade. 

Isto preocupa-me sobremaneira quanto é certo que a alcateia vermelha continua muito activa nas modalidades. Escuso-me a citar os casos incontáveis em que temos sido prejudicados sem que as eventuais queixas do FCPorto tenham conseguido as respostas esperadas. Pelo contrário, em certos casos nem sequer obtemos respostas! E o grave é que tudo continua na mesma, continuamos a ser descaradamente lesados sobretudo quando vamos jogar contra os dois principais clubes de Lisboa (Sporting e Benfica). O que aconteceu no jogo Sporting-FCPorto, em hóquei, foi só mais um exemplo. Perdemos com a ajuda do "juiz"... 

Isto não é desculpa de calimero, é um facto, até porque acontece com muita frequência e porque em condições normais o FCPorto tem melhor equipa, e já o provou sem precisar de favores dos árbitros! O mesmo já não se pode dizer do basquete  (por enquanto) esta época que ainda não conseguiu afirmar-se, mas também não escapa à ladroagem. No andebol, idem, idem. Só a grande qualidade do plantel e do treinador, permitem superar o esforço dos árbitros mafiosos, mas já tivemos muitos problemas com as arbitragens.    

Constatar estas poucas vergonhas também eu as constato aqui no blogue, mas se pudesse faria muito mais, queixava-me às respectivas federações e se não obtivesse as respostas esperadas num prazo razoável, saltava logo para essa coisa chamada IPDJ e se a reacção fosse igual, ia até ao Presidente da República quanto mais não fosse para tomar conhecimento! O que não faria nunca, era engolir sapos, ficar à espera que a Justiça  caísse do céu, contribuindo assim para a engorda de adversários desleais. Se não é isso que os altos dirigentes do FCPorto estão a fazer, então que me digam o que é.

Não me vou repetir sobre o que penso do sr. Pinto da Costa actual, mas neste contexto também não tenho motivos para o elogiar. É ele quem manda, e se  assim é, que faça valer esse poder. Para ser Presidente activo não bastam  entregas de prémios, inaugurações, galas ou reuniões protocolares. Tudo isso é legítimo, mas não é urgente. Urgente é proteger o FCPorto de autênticos assaltos à mão armada, e se o(s) principais assaltante(s) são conhecidos, basta chamar a polícia, e se ela também não vier (ao que chegamos...), berre-se ao Presidente da República, e se este também não ouvir ofereçam-lhe um bom aparelho auditivo, e se mesmo assim não resultar, olhem, recorramos também à máfia, porque fazer o papel de meninos de coro e competir com mafiosos é uma indignidade, para não dizer cobardia.

Não chega o Universo Porto de Bancada. É útil, e um grande passo para a restauração do futebol português, mas cuidado, porque isto ainda vai levar o seu tempo até que os cartilheiros de campo (árbitros), se dêem ao respeito e deixem de nos roubar. É preciso provocar, mesmo. Não no sentido de desobedecer, mas no sentido cívico, que nada mais é que envergonhá-los, obrigá-los a cumprir os seus deveres, em vez de lhes legitimar os crimes com a nossa complacência.

O Somos Porto tem também de significar Revolta!  

26 novembro, 2018

Jovens com futuro e com muito talento

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Sub15 do FCP












É difícil ter uma opinião bem estruturada sobre um treinador sem acompanhar o trabalho que ele faz diariamente, e o modo como o faz. Só com o tempo podemos ter uma noção próxima do seu valor e, obviamente, com os resultados que vai conseguindo jornada após jornada. Como agora não há muitas oportunidades para assistirmos aos treinos diários torna-se complicado termos uma ideia completa das virtudes e defeitos de cada treinador (ninguém é perfeito). Assim, só podemos tirar conclusões através do que vamos vendo nos jogos e pelos resultados.

Sobre a equipa B, por exemplo, não temos razões para estar satisfeitos. Um antigo bom jogador não garante necessariamente um bom treinador. Em certos casos não quer dizer que não tenha jeito para treinar, de tácticas ou perfil para liderar. O pequeno Rui Barros foi um grande jogador. Tinha muita técnica, uma boa capacidade para rematar, e uma particular velocidade. Todos os que como eu o viram jogar gostavam dele certamente, da sua personalidade vincada por um bom carácter. Não foi por acaso que saiu do FCPorto para a Juventus de Itália, à época um clube ainda mais prestigiado que agora (apesar de lá estar o Ronaldo).

Algo de errado tem de estar a acontecer na equipa B, porque a verdade é que não consegue superar as dificuldades criadas pelos adversários. Além de que jogam mesmo mal, e sem grande confiança. É um facto. Portanto, ou Rui Barros não sabe passar aos jogadoresas as suas ideias de jogo, ou eles  não lhe obedecem. Algo tem de estar a correr mal, é óbvio! Este, é mais um problema que o FCPorto também tarda a resolver. Há uns anos atrás isto já estava resolvido, não estávamos tanto tempo a perder jogos.

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Sub17 do FCPorto


Já que estou a falar de (pós) formação, volto à carga com uma opinião que mantenho há muito e que já aqui também mantive e vou repetir. A preparação técnica dos nossos juniores tem pecado em dois ângulos particulares: chutam fraco e mal, e não ousam chutar de primeira, perdendo assim muitas oportunidades de golo. E é justamente nos escalões maiores que isso é notório.
Há felizmente umas boas excepções, entre os sub 15, sub 17  e sub 19 que me têm surpreendido pela positiva. Curiosamente a evolução da maturidade destaca-se numa escala de qualidade contrária à que seria normal, ou seja, os mais jovens parecem mais experientes.

São sobretudo os sub15 e os sub17 os escalões onde há melhor qualidade técnica, melhor domínio de bola, melhor sintonia nas desmarcações (quando um avança com bola, logo outros se desmarcam para a receber (e não o fazem à toa!). Saliente-se também que nestes escalões os movimentos são feitos de forma inteligente e muito bem treinada. Isto não pode acontecer por acaso, aliás já aqui louvei esses miúdos.  O treinador dos sub15 é Sérgio Ferreira, o dos  sub17  Tulipa, e o dos sub19  é Mário Silva. Dos três escalões, o dos sub19, sendo bom, é o tecnicamente mais errático.

Vê-se nestes jovens melhor futebol, mais intensidade e objectividade do que em muitas equipas seniores. Há também (salta aos olhos) um lote muito razoável (diria mesmo, todos) de jovens altamente talentosos e com futuro, sendo um deles filho de Sérgio Conceição (já nos sub17) que, se o FCPorto não se puser a pau, os "milhafres" ainda os levam para a pocilga (o que seria um crime de lesa majestade... Os treinadores também têm que ter o seu mérito, naturalmente.

Espero que os leitores acompanhem estes jovens porque vale a pena vê-los jogar. Nem sempre os jogos são iguais, uns são mais espectaculares que outros, mas a qualidade está toda lá. Até a rematar são fortes (para a idade) e revelam muita técnica, contrariamente ao que vejo na B. 

Posso vir a enganar-me, mas acredito que se com a idade estes jogadores evoluirem, irão dar em grandes craques. Nem sei se não seria possível manter todos estes jovens próximos do FCPorto quando forem mais velhos  de modo a acompanhar de perto a sua evolução para um dia (quem sabe) todos poderem vir a jogar juntos. Bem, se isto não fosse sempre falível, suponho que podíamos vir a ter um plantel de top. Barato, e 100% caseiro...

PS: É uma redundância objectiva, mas é redundância: 

o que aqui está escrito é a minha opinião, não a do meu vizinho. Só não resisto à redundância porque há sempre uns meninos que por aqui gostam de passar que têm um irresistível espírito de contradição mas depois são incapazes de explicar porque discordam... 


FC Porto eliminou o Magdeburgo e passou à fase de grupos da Taça EHF


Grande jogo de andebol! É em jogos desta categoria, e com árbitros desta categoria, que se vê a diferença que há entre a seriedade e o espírito desportivo dos países civilizados, e a tendência para a trafulhice de países como Portugal. Só com uma grande equipa, muita concentração, muita competência e uma grande vontade de vencer, é possível uma proeza como a conseguida ontem pelo FCPorto contra o Magdeburgo. Pena é que as modalidades não tenham por hábito um apoio tão grande como tem o futebol. Também é difícil, com tanto desemprego e salários tão baixos* como são os deste vergonhoso país.

Resultado: FCP-34-, Magdburgo-27




* Nem precisamos destas confirmações, mas nunca é demais travar o optimismo espertinho dos
governantes de estarem sempre a lançar-nos poeira para os olhos com uma melhoria de qualidade de vida falsa. No JN de hoje confirmava-se que os salários reais em Portugal continuam abaixo dos níveis do ano 2000. Em 18 anos só para os donos disto tudo a vida sorriu, mesmo para os que ganham a vida a roubar o país...

23 novembro, 2018

A camuflagem da verdade não dura sempre


É deplorável que os jornalistas a sério sejam incapazes de purgar a classe dos elementos perniciosos. Creio que não há profissão que necessite tanto de uma profunda "recauchutagem" como a de jornalista. Todos entendemos o que significa a expressão "a sério". Vale para todas as actividades e quer dizer: alguém que leva a sua profissão (ou compromisso) com dedicação e honestidade. Não é uma questão de competência, porque há quem seja "competente", enganando.  É exactamente isso que caracteriza a grande maioria dos jornalistas de hoje. Tenho respeito por um grupo restrito, mas são poucos para serem úteis ao público leitor. Este dilema pode aplicar-se perfeitamente a muitas outras actividades, não é exclusiva aos media.

Custa-me entender tanto acobardamento. Colocando-me no lugar dessa gente, imagino-me a dar a cara no ecrã de uma RTP, de uma SIC, de uma TVI, e de canais geminados e pergunto-me como me sentiria, sabendo que o país inteiro me via a trabalhar para empresas de mídia editorialmente manhosas. Empresas essas que escondem diariamente a realidade de certos casos de interesse público, e que inventam outros?

O que pensariam de mim os espectadores honestos? Que era um vigarista? Que, para manter o emprego era incapaz de mandar à merda os patrões dessas mesmas empresas?  Que era um jornalista prostituído?

Pois é exactamente isso o que penso de todos esses jornalistas: são (homens e mulheres) uns prostitutos! Aceitam trabalhar para falsos órgãos de comunicação social, para uns charlatães. Se aceitam, é porque se identificam com patronato vigarista! Incluindo a RTP, do Estado!

Mas não são apenas os jornalistas a prestarem-se a tais miseráveis papeis. Há quem lhes siga o exemplo. Flisbela Lopes, professora da Universidade do Minho e articulista do JN, para mim, pertence ao tipo de comentadores nim, ou seja, escrevem e falam mas dizem muito pouco. Cheguei a esta conclusão depois de ler alguns dos seus artigos. Outra conclusão, é que vive bem com a situação actual do país. É alguém que, dizendo umas coisitas, vai-se mantendo à tona entre o diz e não diz. Vejamos. Parecendo finalmente disposta a aderir ao grupo dos anti-centralistas resolveu escrever hoje no JN sobre o assunto.  Então, não é que só agora se lembrou de escrever sobre o centralismo? Já na parte final diz:
«Percorramos os jornais nacionais. Quantos projetos editoriais têm uma redação central fora de Lisboa? Um, o "Jornal de Notícias". Olhemos para a televisão. Quantos canais abrem estúdios para produção e emissão própria fora da capital? A RTP. É, de facto, limitado o panorama dos media portugueses em termos de descentralização. E isso deveria levar-nos a agir em diferentes direções.»

Vá lá que se lembrou do JN, e mesmo assim ainda é cedo para acreditar que a ousadia de agora é para durar. É de facto o único jornal do país que não esconde a verdade, mas é preciso estar atento ao que vai acontecer a seguir, a administração não é muito fiável... 

Já quanto à RTP, apesar de dispôr  de estúdios no Porto, está ainda muito longe de descentralizar o alinhamento editorial. Por que será então que Felisbela Lopes não se lembrou de falar do Porto Canal? Não gosta, ou não conhece? É verdade que, como já disse várias vezes, o Porto Canal não tem ainda a visibilidade que devia para ser mais frequentado, mas é mesmo assim o Canal português mais interessado no tema da descentralização. Portanto D. Felisbela, não referencie a RTP só porque é um canal do Estado. Critique-o! Porque por ser do Estado tem-se prestado também ao papel miserável de encobridor público de graves crimes de corrupção. 


22 novembro, 2018

A questão é: como eliminar rapidamente esta praga?

É mais importante que nunca enfatizar a praga do centralismo.
É uma outra forma de apartheid à lisboeta

(clicar sobre a imagem para ampliar) 

21 novembro, 2018

Clubite e política não casam bem. A segunda, é a mais perigosa


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Fado-Futebol e Fátima

Portuenses e nortenhos, principais vítimas do centralismo, devíamos compreender que para vencermos esse maldito obstáculo não podemos mais permitir que as simpatias clubistas nos separem da nossa identidade territorial.

É uma infantilidade, diria mesmo um atestado de imbecilidade, que por gostarmos muito de um clube abdiquemos de gostar da terra onde nascemos, especialmente do ponto de vista político, já que afectivamente é algo natural. Natural sim, mas infelizmente incerto. Há quem ponha o clube acima da terra onde nasceu. Não vou por aí. Primeiro,  a minha cidade berço (o Porto) e imediatamente a seguir o FCPorto (o meu clube único). Isto não belisca em nada aqueles casos em que pessoas nascidas noutras terras,  que tenham vindo ainda jovens para o Porto a  sintam  como a sua cidade natal sem que tal impeça o afecto à terra onde efectivamente nasceram. Tenho o exemplo pessoal do meu pai, que  nasceu em Chaves e veio com os meus avós ainda criança para o Porto tornando-se um portuense e portista de gema sem ter deixado de gostar (e muito) de Chaves. 

Além de mais, acredito que havendo bom senso entre rivais podíamos conviver bem com isso. Isto é,
rivalidades à parte devíamos dar-nos todos bem.

Fui e sempre serei portista, mas nem por isso me senti inibido por um dia ter comprado  um cartão de sócio do Boavista (e do Estrela Vigorosa e Sport)  para jogar ténis. Por que havia de me sentir inibido?  Se o FCPorto não tinha ténis, fui para onde havia. O Boavista não é o meu clube mas é também um clube do Porto, agora se os seus adeptos não pensam assim, é um problema deles. Se simpatizam com clubes de Lisboa, algo não bate certo, porque foi no Porto e para os portuenses (e ingleses)  que o Boavista se criou. Estão a ver o que faz a rivalidade fanática? O que levará pessoas da mesma cidade a misturarem o que os divide  com o que os separa? Só  tenho uma resposta: a burrice.

Com o Sportig de Braga passa-se a mesma coisa. Eu gosto de Braga, mas não gosto nada da estupidez que levou tantos bracarenses a apoiarem o clube do(s) regime(s). Digo regimes, e não clube do regime, porque o actual não é verdadeiramente democrático...  As causas desta aberração podem vir de Fátima ou do Fado,  não importa, o facto é que acabaram por dar mais valor ao Benfica que ao Braga. Parece que as coisas agora estão a mudar, e ainda bem. Prefiro a rivalidade sadia com o Braga/Braga, que a abastardada Braga/Benfica. Isso não é rivalidade é prostituição clubista,é rendição. É centralismo burro.

Enquanto que esta gente não perceber que há coisas que não se devem misturar, que quem ganha com esta mistura patética é Lisboa, a capital do Centralismo, nunca mais sairemos desta situação. O Norte tem de se unir na política e manter uma rivalidade vigorosa no futebol. Uma coisa não invalida a outra. É tempo de todos perceberem que esta coisa fascisante do nacional benfiquismo é de persi uma ratoeira, uma grande vigarice. O Benfica que o diga. É claro que não há honestidade para tanto. O FCPorto e os portistas são as costas largas do clube mais vigarista do planeta, um pouco também por culpa de alguns clubes nortenhos. Chegou o momento de abrirem os olhos. 





16 novembro, 2018

Que difícil é sentir a democracia em Portugal


Os leitores que por aqui costumam passar sabem que não acredito na autenticidade da democracia portuguesa. Não acredito e estranho de quem acredita.

E se estranho, é porque me faz muita confusão como é que alguém pode acreditar numa democracia que permite aos governantes comportamentos ditatoriais e não disponibiliza a quem é governado  mecanismos simples para se defender.

Uma democracia, que permite, por exemplo, a um organismo estatal - como a RTP - cobrar taxas de audiovisiual a todos os clientes, e ao mesmo tempo discriminar uns para beneficiar outros, não pode ser uma democracia. É um canal de oportunismo, é abuso de poder. Uma forma simples de resolver abusos desta natureza seria indemnizar rapidamente os prejudicados, ou pura e simplesmente punir a RTP retirando a respectiva taxa.  Não fazendo nenhuma destas coisas, é impossível levar a sério  um regime assim.

Não faltam motivos que provam à saciedade o embuste que é a nossa democracia. O triunvirato banca/ futebol/ política foi o seu principal coveiro. Prejudicou tudo, até a relação sadia entre comércio e cliente. Uns, são clientes da NOS, outros da MEO, mas não são tratados da mesma maneira. Um canais, a Sport Tv, por exemplo, protege descaradamente os adeptos do Benfica mas prejudica os do FCPorto. Numa democracia idónea, nem aos canais privados devia ser-lhes permitido assumirem-se independentes quando na prática são facciosos. Não estou a falar de estações de clube, isso é diferente. Mas também não devia permitir a uns clubes a transmissão dos seus jogos no seu próprio canal. Enfim, existe esta dualidade de critérios só possível num país governado por gente sem classe nem integridade. 

Eu prório neste momento, votaria impiedosamente contra o Governo, mas também contra os deputados com lugar no Parlamento! E não posso. Nem o Presidente da República conseguiu passar do patamar da mediocridade, ou fez ouvir a sua voz para exigir rigor e celeridade da Justiça com os processos mafiosos do Benfica. Nem esse merece confiança, porque até ver tem-se limitado a copiar a comunicação cobarde de Lisboa! Por que haveria de votar nesta gente? 

E por que é que já nem falo da FPF, da Liga e do IPDJ? Porque essas são instituições minadas pelo compadrio e pela farsa. São gente menor, com responsabilidades indevidas. Já não me incomodam os árbitros, a não ser como vai ser possível ao FCPorto sobreviver com eles enquanto não forem criteriosamente saneados. Mas não vai ser a Federação nem a Liga quem vai resolver este problema do qual são parte. E a Secretaria de Estado do Desporto muito menos. Falarmos seriamente de democracia num país feito num novelo tão grande e apodrecido, é insultar os países verdadeiramente democráticos. Esses sim, merecem ser respeitados. Não é infelizmente o caso de Portugal.

PS: Afinal, não foi desta feita que consegui encurtar a escrita. Fica para a próxima. 




Portugal, um nome ultrajado pelo poder político



De tão enojado estar com o cheiro a lixo deste país, causado pela vulgaridade da classe política, pela sua absoluta falta de integridade, vou procurar escrever o menos possível, porque isto não vai lá com constatações de factos. Passar o tempo a dizer que o preto é preto, quando a canalhada que está no poder diz o contrário, é chover no molhado. Passarei assim a escrever o essencial.

Pergunto-me qual será a solução encontrada pelo FCPorto caso a escandaleira do Benfica venha a ser poupada pela Justiça! É que, não tenhamos ilusões, se tal acontecer o FCPorto corre o risco de ser destruído. Os bandidos (que é assim que eles se chamam) vivem do banditismo, e se forem protegidos pela Justiça vão continuar a ganhar a vida no mundo do crime, impunemente... Estou mesmo muito curioso por saber como o FCPorto irá sair desta pocilga, visto nunca ter encarado este grave problema com a coragem e determinação necessárias. 



15 novembro, 2018

Um Porto da graxa, é um Porto invertido

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Sara Sampaio é portuense (e portista)Júlio
Magalhães preferiu entrevistar Teresa Guilherme...

Sei, mas não consigo compreender, a intenção de Júlio Magalhães de chamar frequentemente ao Porto Canal figuras públicas de Lisboa. A intenção, suponho, é transmitir a ideia que as pessoas do Porto são muito tolerantes e de boa índole. Ou seja, quer cativar Lisboa, o poder central.

Até aqui, compreendo-o. O que já me custa entender é que acredite no reconhecimento sincero dos entrevistados. Na verdade, tornou-se vulgar ouvir os lisboetas tecer loas ao Porto, e à sua gente, mas curiosamente tal só acontece quando têm de cá vir para trabalhar, ou por outro qualquer interesse.

Curiosamente, inibem-se de divulgar essa afeição quando estão num estúdio qualquer de rádio ou tv em Lisboa ou fora do Porto. Aí, esse suposto afecto tende a virar sátira, a transmutar-se em humor cínico, numa humilhação rebuscada, numa inexorável mania de superioridade. 

Às tantas, sou eu que oiço, ou vejo mal. Mas, sinceramente, costumo estar atento as estes detalhes. Por isso, não compreendo tanta bajulação a figuras por demais conhecidas no país e sem grande relevância intelectual. Se há coisa de que os lisboetas não se podem queixar, é de falta de visibilidade.

Têm vários canais de televisão, dominam as estações de rádio, enfim, não lhes falta nada. Até o nível de vida é muito superior a qualquer outra região do país, e contudo, o Porto Canal ocupa demasiado tempo de antena com entrevistas a personagens da capital! Se isto não é um paradoxo, então não sei o que será. Lisboa trata-nos como gente menor, discrimina-nos, e nós agradecemos com convites e propaganda. Bajulação? Subserviência? Inclino-me mais para isto, e não gosto!

Júlio Magalhães só me dá desgostos. É tão inconveniente quanto contraditório. Orgulha-se do Porto Canal por ser o mais descentralizado do país, mas trás aos estúdios as suas figuras mais centralistas! Agora lembrou-se de trazer Teresa Guilherme ao Porto, como se fosse uma diva, uma grande guru da cultura nacional. Lá para Big Brothers tem ela jeito. Culturalmente, não deve haver melhor (segundo a noção de cultura de Júlio Magalhães)... 

Nem da moda soube tirar partido. Sara Sampaio nasceu no Porto (e é portista). É das mais prestigiadas modelos internacionais, a única supermodelo portuguesa a trabalhar para a Victoria's Secret. No entanto, foi a SIC que teve a sagacidade de a entrevistar. Se isto não é perder audiências garantidamente, não sei o que será.  

Se o Porto Canal tem alguma audiência deve-se ao FCPorto, e a uma meia dúzia de bons programas cujo sucesso se deve exclusivamente aos seus protagonistas,  Rui Massena e Joel Cleto (sem prejuízo para outros que já citei há tempos atrás). Mas, pelo que se vê e percebe, a programação piorou e está mais pobre do que antes.

A cereja no topo do bolo, é a ida anunciada de Maria Cerqueira Gomes para Lisboa! Vai, pasme-se, trabalhar com Goucha para essa "categórica" estação de TV chamada TVI . Estação essa, cada vez mais desprestigiada pelos debates desportivos onde prevalecem cartilheiros do tipo Pedro Guerra... Foi esta mesma Maria que um dia ouvi queixar-se de umas betinhas lisboetas que em surdina a criticavam por ser do Porto, que agora vai de malas e bagagens para a capital! Essa mesma Maria que disse há dias ter estado 12 anos à espera desse dia  (JN)!

O amor ao Porto tem destas contradições! 

É assim a vida. Quando Maria surgiu no Porto Canal achei-lhe piada pela sua irreverência, pela forma alegre e sem preconceitos de lidar com as pessoas. Agora, acho que se deixou levar pela onda terrível da ambição. Daí à degeneração intelectual, vai um passo. 

Bem tinha as minhas razões quando aqui mesmo disse, algo assim: "Maria, não mudes, nem te deixes deslumbrar". 



14 novembro, 2018

Prescrição, a fada boa dos corruptos. Benfica, será o próximo?

Moreirense já se safou. Quem será o seguinte?
Acho que sei. 
     CASO MOREIRENSE PRESCREVE

"É julgada extinta a responsabilidade disciplinar dos arguidos do Moreirense Futebol Clube, Manuel Orlando Cunha e Silva e José Williams Silva Mendonça, por prescrição do procedimento disciplinar, consequentemente, é determinado o arquivamento deste processo disciplinar." É desta forma que, segundo o acórdão divulgado pela FPF, fica encerrado o processo n.º 52 de 2012/13, sobre a tentativa de aliciamento a jogadores de outros clubes. À data dos factos, Manuel Orlando - "Alhinho" - e Williams Mendonça, eram vice-presidente do Moreirense e jogador da Naval, respetivamente.

Entendeu o Conselho de Disciplina da FPF que o processo prescreveu, de acordo com o regulamento federativo, a 27 de agosto deste ano, decorridos que estão cinco anos (com interrupções e recomeço de contagem, por culpa das interrupções do próprio processo). "Tendo este processo disciplinar permanecido parado cerca de três anos, por causa não imputável aos arguidos, temos que o prazo prescricional - cinco anos - voltou a correr de dia 27/08/2013 [dia seguinte àquele em que se completaram dois meses da paragem processual]", lê-se no acórdão federativo.
A decisão do CD surgiu após a sentença do Tribunal de Santa Maria da Feira, que a 7 de setembro último condenou o Moreirense a um ano de suspensão nas competições profissionais por quatro crimes de corrupção ativa e Manuel Orlando "Alhinho" a três anos de prisão com pena suspensa, mediante o pagamento de uma multa. O Moreirense recorreu para o Tribunal da Relação.
(de O Jogo)

11 novembro, 2018

E gente séria?


Mas não há mínimos de seriedade? Não. O problema não é só de José Silvano, o ingénuo secretário-geral do PSD que confia a sua password ao mundo parlamentar. Nem de Emília Cerqueira, a colega que inadvertidamente lhe assinou a presença no plenário, acedendo ao computador pela simples razão de precisar de um documento de trabalho.
O problema nem sequer é de José Silvano quando ele, em cima da polémica, assina a presença na Comissão de Transparência, virando costas para ir à sua vida. O problema destas "pequenas questiúnculas", como lhes chama o líder do PSD Rui Rio, é que elas adensam a convicção de que todos os políticos são iguais, usando a entrega pública a que se deviam prestar para afazeres privados que não devem prestar.
O problema é o somatório de casos que envolvem deputados, muitos dos quais ninguém conhece e tantos dos quais não conhecem a região que os elegeu, a começar nas moradas falsas entregues para receber subsídios de deslocação e a acabar nas falsas presenças no Parlamento também para receber subsídios. O problema é todo o Parlamento parecer conviver muito bem interpares com a opacidade, o que é bem revelador da fragilidade da nossa democracia.
Mas o problema é sobretudo de José Silvano quando embaraça o seu líder, cada vez mais mergulhado na lama de ética em que o partido o afunda. E de um líder que não percebe que é em português que o tem de dispensar, por muito que o acosso a que uma parte dos sociais-democratas o vota o force a falar em alemão.
O que todos queremos perceber é se o Rui Rio dos tais banhos de ética de 2018 é o mesmo do rigor germânico quando presidia à Câmara do Porto. Porque não parece. E não basta ser.
DIRETOR

09 novembro, 2018

Bate-papo entre o Zé do Povo e o Sr.Presidente da República



Zé do Povo - Olha, Olha Quim, vai ali o sr. Presidente da República! Vou falar com ele.

Quim - Ó pá, deixa o senhor em paz, ele tem mais que fazer.

Zé P - Não deixo nada. Então não sabes qu'ele é muito simpático? Às tantas ainda me vai dar um                   beijinho, vais ver...

Quim - Ouve lá pá, não me digas que já viraste maricas!

Zé P - Não brinques comigo pá, eu sou muito macho!

Quim - Então o que queres tu afinal do senhor Presidente da República?

Zé P - Olha, quero perguntar-lhe se ele acha que Portugal é um país democrático.

Quim - Então tu não sabes que é? Temos uma Constituição, vem lá escrito!

Zé P -  Isso é verdade, mas também lá consta a promoção do desenvolvimento harmonioso do país, e              cada vez ele está mais desiquilibrado.

Quim - Pois é meu, mas essas coisas levam tempo, é preciso ter calma, não é...

Zé P -   Porra pá, tu tens cá uma lata! Por acaso esqueceste-te em que ano foi a revolução de 25 de
             Abril?   Foi há 44 anos meu. Não te chegaram os 41 de Ditadura?  Pois é, és ainda um puto,                 não sabes  quanto  custa isso.

Quim -  Mas, ó pá...

Zé P - Agora cala-te Quim, que quero falar com o Presidente.

Quim - Pronto pá, vai à tua vida.

E o Zé do Povo, desatou a correr na direcção do Presidente gritando:

Sr. Presidente, dá-me um autógrafo se faz favor?

Presidente - É claro que dou. mas olhe que eu não sou o Ronaldo. O meu forte são mais os beijinhos                       e os abraços, não é o futebol. Para os homens não há beijinhos, apenas abraços, só hoje                       foram 91!

Zé P - OK, Excelência, dê-me lá então um abraço.

Presidente - Pronto, pronto, já chega. Não aperte tanto homem, não sou o Ronaldo, já lhe disse.

Zé P - Por falar em fut...

Presidente - Pronto amigo, tenho de me ir embora, tenho de ir ler a Bola. Desculpe lá, queria dizer o
                     Correio da Manhã. Isto de zelar pela segurança nacional dá muito trabalho. O que nos                         vale é termos paióis altamente seguros.

Zé P - Mas eu só cria falar do caso E-toupei...

Presidente - Que praga, homem, você só me faz perguntas parvas. Olhe, vá ao futebol, distraia-se.


PS-Ontem, ouvi no Porto Canal alguns portistas comentarem aquelas trapalhadas e gabarolices habituais das hostes vermelhas. Sem desprimor, não ouvi nada de relevante que já não se soubesse. Mas pronto, até aí, tudo bem. 

Agora, não gostei mesmo nada que a certa altura um dos comentadores tivesse dito que esta bagunça não tinha nada a ver com a política! É verdade, foi isso que tive o desgosto de ouvir. Não tem nada com a política? Tem tudo! Quem assim pensa só pode estar comprometido com a política, e se assim fôr, submete os interesses do FCPorto ao seu domínio. É sinal que a conversa entre o Zé do Povo e o PR não atingiu o efeito que pensava. Paciência, talvez para a próxima tenha mais sorte... 

Tenho dito. Agora levem-me a tribunal


Se alguma utilidade teve a denúncia pública do escândalo de corrupção, liderado pelo Benfica, foi acabar com as dúvidas - de quem ainda as tinha -  que em Portugal não existe Governo, não existe Presidente da República, não há Parlamento nem oposição. Ou seja, não há  Estado de Direito. 

O que existe, sim, é um imenso grupo de actores que vivem simulando cargos para os quais não têm categoria, como não têm coragem para se pronunciarem sobre crimes e malfeitorias praticados por um clube de futebol transformado em quadrilha. Chama-se Benfica. 

Tenho dito. Agora vou-me embora, estou cheio de medo. Até pareço o 1º Ministro. Não, não, acho-me mais parecido com o Marcelo.

PS-Não se preocupem, quando  me prenderem, aviso.



08 novembro, 2018

Para certos "portistas" anónimos

Foto: Lusa Fotomontagem: RR
Há uns tipos que por aqui pousam que sofrem
  por estes melros querendo passar por portistas...

Para os que não se revêm nas minhas opiniões, têm uma hipótese se quiserem que os deixe entrar neste espaço: ou apresentam argumentos com seriedade, e identificam-se, ou nunca mais terão o prazer de ver publicadas palermices. Não pertenço ao clube dos democratas da bagunçada,que é este país, aos que confundem liberdade de opinião com liberdade de ofender.

Não, rapazinhos, para mim a liberdade da Democracia tem limites. Tudo tem limites. Portanto, se quiserem, chamem-me ditador, porque não sou, e porque já estou farto de explicar e especificar provas da incoerência deste sistema a que chamam indevidamente democrata. A Democracia só existe quando é posta em prática e é respeitada. Não sendo assim, é uma farsa! Abram os olhos, se tanta confusão se tratar apenas de ingenuidade ou inexperiência!

Se não lhes chega o magnífico exemplo de centralismo crescente, dado por sucessivos governos (desde o 25 de Abril), então nunca vão  perceber nada.  Além disso, pelo paleio que usam, suspeito que estou a lidar com benfiquistas e a esses costumo vedar-lhes as portas. Será que vocês ainda não perceberam onde quero chegar?

Outra coisa: sabiam que antes do Universo Porto da Bancada se decidir  a censurar (e muito bem) o Governo e os próprios deputados parlamentares por ainda não se terem pronunciado sobre o caso dos e-mails benfiquistas já o Renovar o Porto o tinha feito? Não sabiam? Pois é, têm fraca memória, mas eu repito: foi o Renovar o Porto, e orgulho-me disso, porque foram muito poucos que se lembraram de o fazer, e não sei porquê. É que, quando as outras instituições desportivas não fazem honestamente o seu trabalho, são os Governos os principais responsáveis! Até o Presidente da República tem responsabilidades! Não me importo de estar sozinho, antes me orgulho. 

Estão a ver, não sou nada modesto, é verdade, mas ao menos sou sério e não escondo o nome (que chatice)... E mais, talvez me tenha antecipado uns mêses! Porém, gosto muito do Universo Porto da Bancada e dos participantes. Sabiam? Porventura não leram aqui grandes elogios ao Francisco J. Marques e ao Pedro Bragança? Ou pensam que pertenço ao grupo dos portistas ciumentos? Que invejam os que têm coragem, por não serem capazes de fazer o mesmo. No entanto, sabem criticar toda a gente.  É uma questão de procurarem porque os meninos não merecem que me dê ao trabalho de vos ajudar. Se acham que é motivo para me envaidecer, lá sabem, mas para mim, limitei-me a fazer o que uma pessoa minimamente frontal faria.

Mudando de assunto. 

Sempre que o Ministério Público pede mais tempo ao Tribunal para concluir processos de investigação, torço o nariz. É sinal que se avizinha a prescrição, mais uma vez. E por quê? Porque sou desconfiado? Porque sou pessimista?  Lamento, mas não é por uma nem outra razão. É porque estou enojado com este hábito da Justiça de permitir que processos gravíssimos não cheguem a ser julgados por ter deixado ultrapassar os respectivos prazos de legalidade, até que prescrevam! 

No caso dos e-mails benfiquistas que está em investigação, suponho, por aquilo que hoje li, que podemos ficar mais descansados porque os fundamentos apresentados pelo próprio Ministério Público são invulgarmente sólidos e credíveis. Desta vez, o MP alega publicamente que "estamos perante fortes  indícios de esquema altamente organizado para pedir mais tempo para investigar eventual corrupção". Assim mesmo, não temos garantias que este processo vai até ao fim, mas precisamente devido à sua proporção e heterogeneidade  é que se revela mais complexo. Não estou certo é que seja boa ideia deixar à solta alguns dos suspeitos, porque se o caso é complexo pode também estimular o risco de fuga dos mesmos, eventualidade que a acontecer não pode provocar surpresa a quem de direito. Neste caso, o Ministério Público.

07 novembro, 2018

O bom portista, o adepto especial


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Ser adepto é isto, e também o cérebro


Não sei o que fará pensar alguns inteligentes que só se é um portista a sério, um super-adepto, ou o que quer que isso seja, se não comentar o lado negativo do seu clube dileto, ou, por outras palavras, se não ousar contestar as decisões erradas de quem o preside. Já para os fanáticos, os elogios são eternos, e as críticas são sempre proibidas. Para esses, não há criticas construtivas, só há opiniões maldosas. Pois eu contestarei sempre que sentir o futuro do FCPorto ameaçado. 

Além destes, há os "portistas" bipolares, ou seja, tanto parecem ter sentido crítico, como subitamente invertem o objecto e a causa da crítica que ainda ontem defendiam. Isto acontece frequentemente quando as vítimas são os treinadores ou os jogadores. Tomam-lhes cisma e não há nada a fazer. Depois têm outro hábito. Quando discordam  do que lêem (agora refiro-me aos meus posts), são incapazes de fundamentar as suas ideias, antes optando pelo desafio inconsequente e ôco.

Também a mim acontece opinar positivamente o que vai acontecendo de bom no FCPorto, ou com uma ou outra iniciativa do Presidente, mas também o reprovo quando considero pertinente. Nunca o faria por maldade, porque seria pura estupidez, e depois, porque entre Pinto da Costa e eu haverá sempre algo a ligar-nos: o FCPorto!

Seja como fôr, elogie ou censure, há quase sempre em comum um timing e uma causa para o justificar. É por isso que não tenho muita paciência para ler comentários analfabetos. Não dou relevância àqueles que me censuram só porque não gostam do que lêem e não têm capacidade para explicar porquê. Entram neste espaço anonimamente mas depois querem ser tratados como se o anonimato lhes facultasse qualquer superioridade moral, quando é exactamente o contrário. Não atingem o ridículo a que reduzem as suas opiniões, quando podiam ser aceitáveis se as soubessem apresentar com dignidade.

Alguns desses portistas, nem sequer fazem ideia do que eu já tenho dito de construtivo de Pinto da Costa. Não querem saber. Não pensando como eles, é porque não disse nada. São assim. Mas basta que um dia o FCPorto tenha o azar de sofrer um abalo dos fortes e ficar na banca-rôta, sem fama nem glória que esses "super-portistas" sempre hão-de encontrar um bode expiatório para apontar as culpas. Nem que seja o porteiro do Dragão! Só se salvará Pinto da Costa!

Pois fiquem sabendo que muito do que agora se discute na praça pública sobre muitas das causas que provocaram a fragilidade actual do FCPorto e deram alma aos nossos inimigos - os adversários podem ser dignos - para nos andarem a comer por lorpas, já eu ando a escrever há uns bons anos. No entanto, ninguém me pagou para isso. E quer queiram ou não, tenho muita honra nisso.    

06 novembro, 2018

Acordaram tarde, mas é melhor que nunca


Até que enfim, houve alguém que decidiu pôr a boca no trombone e falar na pouca vergonha que paira nas modalidades! Mesmo assim, foi preciso que viessem os respectivos directores a dar a cara para denunciar a bandalheira, e na minha opinião, ainda com demasiada parcimónia. Parece que têm medo de melindrar os responsáveis desta nojeira. E também não sei por que é que os senhores da SAD se acham no direito de passar a bola aos directores responsabilidades que deviam ser assumidas por eles e com a maior determinação. Não percebo tanto acanhamento. Realmente, além dos adeptos, e os atletas são eles os grandes heróis. 

Mas afinal, em que ficamos, acham que toda essa gente (que é muita, eu sei) que anda a contribuir para degradação do desporto nacional merece tanta consideração, tanto respeito? Pois olhem, eu não os respeito em absoluto. Agora só sabemos recorrer às queixinhas, aos comunicados inconsequentes? E se eles se borrifarem, como tem sido costume, vamos recorrer ao Papa? Ou desistimos de competir?

Usem o Porto Canal, façam constar ao Mundo a bandalheira que paira no país! Não permitam que Portugal continue a gozar a fama de um país de 3º mundo! Denunciem os criminosos, sejam de colarinho branco ou casca grossa. Saibam defender-se dos maus cidadãos, dos que nos andam a roubar em todas as frentes.

Então o Sr. Fernando Gomes da SAD já se esqueceu que foi político, Presidente da Câmara do Porto e Ministro da Administração Interna? Então não acredita no Estado de Direito? Eu não acredito, é verdade. Mas eu não sou político, será que também me vai dar razão? Quanto tenciona pagar-me por lhe ter prestado esse serviço? Não sabe como defender o FCPorto, que tão bem lhe paga? Mas que raio de dirigente é ? O que teme? São os directores desportivos que são lançados às feras?

Coragem! Não estamos a lidar com anjinhos. Lidamos com criminosos e até homicidas. Já fomos prejudicados tempo de mais. Haja dignidade!