E no entanto, no meu espirito, por estranho que pareça, um sentimento de tristeza sobrepõe-se aos aspectos positivos desta valorização do parque hoteleiro da cidade. Poderá ser romantismo ou ingenuidade, mas sempre vi o futuro do palácio como destinado a uma função ligada à vida autárquica ou regional. Sala de visitas para visitas ilustres da cidade ou da região, sede duma futura autarquia - que teria de chamar-se Portucale - ou duma Região chamada Galécia (Norte é ponto cardeal) ou algo similar. A sua entrega à exploração comercial, vejo-a como uma espécie de traição à cidade e à região, que só poderia ter sido concebida por alguém com espirito de guarda-livros, para quem o Deve-Haver se sobrepõe a todos os outros tipos de considerações e que portanto, na minha opinião, não tem condições para dirigir uma grande, antiga e nobre cidade como o Porto.
02 outubro, 2009
A Pousada do Freixo
E no entanto, no meu espirito, por estranho que pareça, um sentimento de tristeza sobrepõe-se aos aspectos positivos desta valorização do parque hoteleiro da cidade. Poderá ser romantismo ou ingenuidade, mas sempre vi o futuro do palácio como destinado a uma função ligada à vida autárquica ou regional. Sala de visitas para visitas ilustres da cidade ou da região, sede duma futura autarquia - que teria de chamar-se Portucale - ou duma Região chamada Galécia (Norte é ponto cardeal) ou algo similar. A sua entrega à exploração comercial, vejo-a como uma espécie de traição à cidade e à região, que só poderia ter sido concebida por alguém com espirito de guarda-livros, para quem o Deve-Haver se sobrepõe a todos os outros tipos de considerações e que portanto, na minha opinião, não tem condições para dirigir uma grande, antiga e nobre cidade como o Porto.
Rios e Rio[s]
de olhos fechados e de corpo e alma!
Entretanto há outros,
em que só se molha a ponta dos pés...
Marisa Monte/Não é fácil...
aturar as Mizés deste rectângulo pestilento, mas mesmo assim, votos de bom fim de semana com a linda voz de Marisa Monte.
Uma dama "respeitável"...
*Ainda que mal pergunte: qual é a diferença entre "consideração" e tráfico de influências? Esta situação é, ou não, discriminatória? É, ou não, altamente condenável?
Germano Silva,uma referência de respeito para o Jornalismo
Numa época em que o nível da classe jornalística se compara por baixo ao da classe política, é da maior importância relevar as raras excepções. É o que todos os portuenses assumidos têm o dever de fazer com este Homem. Grande proissional, grande portuense. O título do JN não podia ser mais feliz: o homem-cidade! É assim mesmo que vejo este jornalista de corpo inteiro.01 outubro, 2009
Recordistas do patriotismo
FCPorto e a Champions League
PS-Descansem os meus amigos dos blogues futebolísticos que não pretendo fazer-lhes concorrência. Este é o tipo de coisas que não pode explicar-se num simples comentário.
30 setembro, 2009
Promiscuidades
29 setembro, 2009
rescaldo eleitoral visto de Norte
Quanto ao resto, expectavelmente, pouco mudou: o Porto e o Norte, apesar dos graves problemas sociais e económicos, passaram totalmente ao lado desta campanha eleitoral; a regionalização, por iniciativa dos partidos do sistema, está definitivamente enterrada por muito que alguns eleitos por esta região façam profissões de fé. O TGV Lisboa – Badajoz com a respectiva ligação ao novo aeroporto lá se fará; para essa tarefa o PS contará com o apoio do BE – sim, não há leninista ou trotskista que se preze que desaproveite uma grande obra pública em Moscovo, perdão… Lisboa. O aeroporto do Porto é que provavelmente continuará sem qualquer ligação ferroviária séria. Entretanto os espanhóis, que não dormem e pensam estrategicamente, encarregar-se-ão de o esvaziar. Mas quem elege um senhor de Lisboa que se notabilizou como promotor de exposições em honra do Benfica, o ex-ministro João de Deus Pinheiro, o António José Seguro, e outros do género, como seus representantes no parlamento também não merece muito.
Talvez algo de positivo possa ter saído desta eleição: o fim político daquela figura anacrónica - também eleita, a contento de Rui Rio, com os votos do Norte – o professor Cavaco Silva. Vamos lá a ver que trunfos tem o senhor presidente na manga para nos mostrar hoje.
Como o sistema eleitoral autárquico permite que cidadãos independentes possam concorrer sem se submeterem a uma estrutura partidária eu votarei. Votarei na doutora Elisa Ferreira, que apoio apesar de algumas divergências.
P.S. – Provou-se que os defensores do voto branco ou nulo como voto de protesto continuam a não compreender a natureza humana; e isso em política não é boa habilitação ;-)
Resultado eleitoral, trampolim para Elisa Ferreira?
*Ressalva: Eu gosto das corridas Red Bull
28 setembro, 2009
Sonhos de uma noite de outono (II)
Virá um novo governo com uma diferente política a que o PS será obrigado por não poder governar sozinho. Faço alguns votos piedosos.
Que a Educação trabalhe mais para a real educação dos alunos, e menos para as estatísticas internacionais. Que o(a) novo(a) ministro(a) seja mais sensato(a) do que a actual e que consiga escapar à influência negativa dos técnicos do "eduquês" que há muito se entranharam no seio do Ministério.
Que o Ministério da Justiça consiga concitar os consensos necessários para transformar a nossa vergonhosa Justiça. Que se revejam as leis referentes à repressão da criminalidade - pequena ou grande - no sentido de tornar as nossas ruas mais seguras.
Que o Ministério das Obras Públicas tenha um titular menos "aluado" do que o actual.
Que o Ministério da Agricultura não deixe caducar a atribuição aos agricultores portugueses de dezenas de milhões de Euros provenientes de Bruxelas.
Gostaria também que os partidos políticos e seus eleitos aproveitassem a ocasião para dar uma varredela às teias de aranha que enchem a nossa Constituição.
Last but not the least, gostaria de ver finalmente desatados todos os nós que atam a regionalização.
Como é fácil sonhar...
27 setembro, 2009
Humildade não!
HUMILDADE - virtude que consiste no sentimento da própria inferioridade ou fraqueza; modéstia; submissão; condição baixa; inferioridade social; pobreza; obscuridade.
Portanto o discurso da humildade é o discurso errado. Penso que, pelo contrário, aquilo de que os jogadores precisam é de orgulho, de sentimento de superioridade, da ambição suficiente para dar a volta a situações adversas, embora sempre no total respeito pela dignidade dos seus adversários. Esse respeito não é humildade e não se fazem campeões com espirito humilde.
Vem isto a propósito ou despropósito do jogo de ontem do FCPorto. Penso que já há muito tempo a condição anímica da equipa não é a melhor. Há alguns anos atrás via-se jogar uma equipa que transpirava confiança em si, que se porventura sofresse o primeiro golo do jogo, não se enervava, tranquilamente e com determinação ia à luta e normalmente dava a volta ao resultado. E se estava a ganhar, queria sempre marcar mais um tento.
Estas coisas são subjectivas e portanto admito que possa estar errado, mas parece-me que com o actual treinador, temos uma equipa receosa e com deficiente vitalidade anímica, com pouca confiança na sua capacidade.
Nos blogues portistas e respectivos comentários, apreciam-se sobretudo os aspectos técnicos dos jogos e da equipa, que são claramente factores importantes. Aprecio muito a sua leitura, são esclarecedores e ajudam-me a compreender melhor o jogo. Mas parece-me que nesses comentários é pouco focada a importância dos aspectos psicológicos. Afinal de contas, os jogadores não são autómatos, são seres humanos com motivações e desmotivações. Fico com a impressão que Jesualdo Ferreira, se porventura se ocupa deste aspecto, não consegue passar a mensagem. A culpa só pode ser dele, mas as consequências caem sobre todos.
Como adepto do FCPorto quero voltar a ter uma equipa de onze indomáveis e confiantes guerreiros, e não um conjunto de jogadores com atitudes receosas, que quando se apanham a ganhar por 1-0 se remetem à defesa, e que mesmo contra dez adversários são incapazes de controlar o jogo. Humildade, não!
Ainda sobre a abstenção...
Outras perspectivas sobre a abstenção
Do latim abstinere, abster, suprimir, privar-se de, evitar. A expressão começa por ser apenas usada no direito privado, como renúncia ou não-exercício de um direito ou obrigação, nomeadamente a uma herança. Passa depois para a linguagem política, querendo significar a renúncia ao exercício de direitos políticos, nomeadamente o facto de um eleitor não ir à s urnas. Segundo a tese de Alain Lancelot, os abstencionistas exercem quase sempre papéis sociais subordinados, indivíduos mal integrados, correndo-se o risco das eleições se transformarem num debate entre privilegiados. O abstencionismo é, assim, a não participação no sufrágio ou em actividades políticas, equivalendo a apatia ou indiferença.
*Para além do abstencionismo eleitoral resultante de uma má inserção social, há também um abstencionismo de pessoas interessadas na política, informadas e atentas, mas que recusam escolher nas condições da oferta eleitoral que lhe apresentam, dado que o leque dos candidatos não lhe permitem a possibilidade de expressão adequada das respectivas preferências. Os abstencionistas não constituem assim uma população à parte e não coincidem com a cidadania passiva, havendo constantes trocas de informação entre votantes e abstencionistas.
Ver: Alain Lancelot e Jean Meynaud, L’Abstentionnisme Électoral en France, Paris, Librairie Armand Colin, 1968. · F. Subileau e M.-F. Toinet, Les Chemins de l’Abstention. Une Comparaison Franco-Américaine, Paris, Éditions La Découverte, 1993.
© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 02-10-2008
Futebol
PS-Antes que alguém apresente casos pontuais só para me contrariar, ressalvo que as minhas observações são bem explícitas. Refiro-me a rotinas estabelecidas, não a um ou outro golo fortuito, marcado pelos laterais e pelo próprio Raul Meireles...
26 setembro, 2009
Reflexão
25 setembro, 2009
Incompetências...
A sapiência de um "animal político"...
24 setembro, 2009
Primeiro o respeito, depois a Democracia
Atractividade desperdiçada

23 setembro, 2009
Castas
JORGE MAIAHá quem goste de separar os jornalistas em castas, mantendo os que trabalham em jornais desportivos afastados dos restantes, assim como se fossem "intocáveis", para não lhes macular a superioridade ética e a firmeza deontológica que lhes sustenta o ar grave e afectado com que desdenham o jornalismo que se faz por aqui. Ora, todo este lamentável caso das alegadas escutas em Belém, mais as respectivas notícias alegadamente encomendadas e devidamente plantadas tiveram o condão de quebrar o feitiço, revelando aquilo que, deste lado, sempre soubemos: a seriedade do jornalismo e dos jornalistas não depende do carimbo que lhes colam. Claro que os jornalistas ditos desportivos não falam com assessores do Presidente da República, mas, bem vistas as coisas, talvez seja melhor assim. Quer para os jornalistas desportivos, que evitam passar vergonhas; quer para os assessores do Presidente da República, que se lidassem com jornalistas desportivos talvez ainda o fossem.
Nota:
Transcrição de um artigo publicado no jornal O Jogo de hoje. Digam lá, se não tenho razão, quando recomendo uma purga urgente para esta classe . É um jornalista a falar de outros. Ele tem razão, mas não chega, é preciso separar o trigo do joio e afastar as más companhias...


