08 junho, 2008

Precisa-se: Partido Regional com lider incluído

A propósito da eventual chegada de Barack Obama à Casa Branca, um antigo membro do governo americano, disse: " Nada de bom acontecerá em Washington a menos que o público americano se mobilize para o fazer acontecer". O contexto pode ser diferente mas automaticamente me veio à cabeça uma adaptação local: " Nada de bom acontecerá no Norte a menos que o público nortenho se mobilize para o fazer acontecer".

Não acredito que a grande massa do povo nortenho espontaneamente se mobilize para tomar o seu destino em suas próprias mãos. Será necessária a aparição de alguém que desperte entusiasmos, que congregue vontades, que acorde e conscencialize uma sociedade maioritariamente abúlica que mais não faz do que queixar-se, e que não teve ainda a lucidez necessária para identificar a origem dos seus problemas e para se empenhar activamente na procura das melhores soluções. A fraca adesão ao referendo de 1998 traduz precisamente uma apatia generalizada.

Onde estará o necessário lider? Nos políticos actuais, nem pensar. A grande maioria deles é a causa do descrédito generalizado da classe. Esta geração de políticos está "queimada" para todo o sempre. Eles sabem que ninguém os leva a sério, mas desde que se governem, querem lá saber...

Mas a política faz-se com políticos. Onde está então a nova geração capaz de limpar radicalmente esta desgraçada imagem da geração que está de serviço? As juventudes partidárias poderiam ser o alfobre dos novos políticos. Temo porém que desde pequeninos sejam "formatados" com o temor reverencial ao grande-chefe-que-distribui-as-benesses, numa espécie de novo reflexo de Pavlov: se não tocarem a sineta certa, perdem a sua vez de se servir do prato dos queijos, e bem podem então tratar de arranjar outro modo de ganhar a vida, provavelmente a trabalhar.

Há muito que acredito ser absolutamente necessária a criação de um partido regional. Um partido que provavelmente seguiria uma trajectória semelhante à do BNG galego. Apareceu de mansinho, quase clandestino, foi sendo capaz de passar a sua mensagem, convenceu os eleitores, e hoje, tendo batido os grandes partidos nacionais, governa a Galiza. O BNG é um partido que tem a sua lealdade focada nos compromissos com os seus eleitores, não com os maiorais que circulam nos gabinetes de Madrid, a maior parte dos quais, se calhar, nunca pôs os pés na Galiza.

Pois bem, acredito que a juventude que aderisse a esse partido regional, poderia constituir o embrião de uma nova classe de políticos. Primeiro, porque saberiam que num partido que não estava naturalmente vocacionado para o poder a nível nacional, a probabilidade de obterem benesses e sinecuras era baixa. Admito então que fizessem a sua adesão apenas com a vontade de serem úteis à sua região e ao seu povo. Em segundo lugar, porque acredito ser mais fácil criar laços afectivos com a nossa região do que com o chamado "nosso país" que é uma entidade que passou a ser abstracta desde que o centro de comando, localizado na capital, aboliu na prática o conceito de Nação através de políticas centralistas que dividiram a população em dois grupos distintos: os que se governam, ou colonizadores, que veem o seu nível de vida subir continuamente, e os outros, os colonizados, que veem a sua vida a andar para trás.

Será isto uma utopia, serei eu um sonhador? O futuro o dirá...

Dois apontamentos

1)-Gostava de dar uma palavra positiva ao desempenho da selecção portuguesa, da actuação dos jogadores no campo e pelo desfecho do 1ºJogo, mas, sinceramente, já nem tenho vontade de o fazer com a alienação concertada por parte dos repóteres das televisões. É saturante.São do mais primário e pacóvio possível. Estão a fazer dos portugueses emigrantes (e não só) autênticos joguetes de audiências, o que considero insuportável! Portanto, limito-mo a deixar aqui expressos (apesar de tudo) os meus parabéns à equipa, que esteve bem.
2)-Quanto à armadilha criada por um advogado sem escrúpulos, nomeado (vá-se lá saber como), para disciplinar gente mais séria do que ele, ocorreu-me que:
se, eventualmente, a porca da política vencer a justiça e o FCPorto for impedido de participar na próxima edição da Champions, validando ILEGALMENTE o uso de vídeos como elementos de prova condenatória, nesse caso, LFVieira terá de ser imediatamente suspenso e submetido a um processo semelhante por ter cometido o mesmo tipo de "crime" com provas públicas muito mais óbvias do que as misteriosas contra PdC.
Se isso não for feito, será cometido mais um grave atropelo à justiça, pelo que terá de haver uma autoridade do Estado (O Govêrno) a demitir esta equipa de investigação, começando pelo Sr.Procurador, a D. Mizé, mais o advogadozeco petulante que conhecemos.

06 junho, 2008

Notas Soltas (3)

1 - José Sócrates explicou em Évora, no lançamento do concurso para o primeiro troço do TGV, que " Lisboa-Madrid é a nossa prioridade". Era de prever. Entretanto a linha Porto-Vigo atrasa-se, mas o governo deve achar normal, e eu também acho normal que eles achem normal.

Nessa mesma cerimónia o nosso ministro Jamé teve uma brilhante intervenção que confirma os seus dotes de político arejado e vistas muito largas. Disse ele que a rede alta velocidade será "uma alavanca para a competitividade da economia portuguesa". Eu pensava que a nossa economia seria mais competitiva se tivéssemos os produtos que o mercado quer, a preço e em condições vantajosas em relação à competição, se tivéssemos um forte espírito inovador, energia barata, mão de obra qualificada, e se soubéssemos exportar. Em resumo, se fôssemos sérios, inovadores, eficientes, profissionais. Andava enganado.

A rede de alta velocidade, explicou o ministro, num período de 40(!) anos, criará 36 mil novos postos de trabalho permanentes e aumentará o investimento privado em 76 mil milhões de euros. Reparem na visão ministerial. Ele sabe como serão o mundo e o nosso país daqui a 40 anos, enxerga claramente o resultado das rápidas mutações que ocorrem e ocorrerão até 2048, e isso permite-lhe fazer previsões numéricas. 36 mil postos de trabalho, atenção, não são 35 nem 40 mil, são exactamente 36 mil. Os investimentos não serão 75 nem 80 mil milhões, serão 76.

Fica assim totalmente justificado mais um investimento faraónico que o maldizente e desinformado cidadão erradamente pensaria exagerado, não prioritário ou até mesmo dispensável.

Ditosa Pátria que tais ministros tem!

2 - Num registo diferente, gostaria de dar um "palpite" no caso do castigo do FCPorto, em virtude do qual lhe foram subtraídos 6 pontos na classificação final do campeonato 2007/08. Então se vier a ser absolvido, como acredito que é da mais elementar justiça, como ressarcir o FCP dos 6 pontos indevidamente tirados, uma vez que a classificação 2007/08 já terá sido homologada e como tal é imutável? Só vejo uma solução: é o FCP iniciar o próximo campeonato com um saldo de 6 pontos positivos! Que tal?


Do Porto, para o Mundo...

Se nos conseguirmos alhear das telenovelas, da patrioteirice saloia à volta do Ronaldo e da selecção, da politiquice partidária, das pulhices que estão a fazer à nossa cidade e clube, e conseguirmos um pouco de coragem para passar os olhos sobre cenários bem mais degradantes, depressa ganharemos consciência do flagelo que assola o Mundo.
Das alterações climáticas, em razão do efeito de estufa gerado pela emissão de gases poluentes, até à fome, ao terrorismo e às desigualdades sociais, teremos poucos motivos para sorrir e acreditar no futuro. Se nos lembrarmos que isto acontece há décadas e que tem vindo a crescer de forma galopante, pouco espaço resta para o positivismo e para a esperança.

Foi pensando nestas misérias humanas que me ocorreu perguntar em que bases poderá certa gente alicerçar o optimismo que faz gala em exibir? O que pode levar alguém na posse de todas as faculdades a entusiamar-se quando vê quadros tão deprimentes se no dia seguinte, e no outro, e mais outro, as coisas não dão sinais de melhorar? Haverá aqui uma reacção inconsciente de defesa, ou será mesmo sempre sincero? Eu tenho dúvidas, porque em tempos de crise, só os ricos ou os jovens se atrevem a falar de optimismo. O que, se compreende, porque se uns têm o dinheiro, os outros, têm o futuro que a juventude eterniza.

Sabendo como sabemos da irresistível tendência de alguns para desvirtuarem os factos, temos de nos habituar a repudiar essa estafada argumentação muito peculiar nos políticos. É tempo de entendermos que os políticos usam o positivismo como um placebo para as populações. Na realidade, eles não são optimistas, eles precisam de simular "optimismo" para sobreviver. Eles têm assimilada a ideia de que não se deve dizer toda a verdade ao povo. Então mentem, compulsivamente, e continuam convictos que estão a ser sérios, o que, não ajuda nada a restaurar a péssima reputação que já têm.

Ocorreu-me também que todas estas barbaridades da humanidade a que vamos assistindo seriam plausíveis se o Mundo estivesse entregue a si mesmo, se não existissem líderes. Mas, não. Todos os países do Mundo têm govêrnos, gente supostamente responsável, mas poucos têm quem os governe de facto.

Não fôra assim, conhecidos que são os malefícios para o Planeta e para a Humanidade, provocados por combustíveis fósseis como o petróleo, já se teria há muito optado por outros bem mais limpos para o meio Ambiente (gaz natural, electricidade, etc.). Estes "Líderes" estão ao corrente da existência de alternativas e de novas tecnologias, mas não as usam porque não querem. Pelo menos, até que a galinha dos ovos de ouro se esgote.

Entretanto, preferem assistir à deterioração do Planeta fazendo de conta que não sabem o que está a provocá-la, sem mesmo se preocuparem com a qualidade de vida das gerações futuras, incluindo as das suas famílias. A obcecação pelo vil metal supera qualquer instinto de sobrevivência de longo prazo. O futuro só conta se for imediato, o resto é uma porta a fechar por quem vier atrás.

PS-Segundo notícias recentes, fundamentadas em dados ciêntificos, o Pólo Norte pode desaparecer dentro de 15 anos e com ele toda a vida selvagem que por lá ainda exista. O urso branco é uma das espécies ameaçadas de extinção.

Conhecem o Zé Povo? Então aqui vai a dedicatória!

Os "vermelhos" estão nervosos


Caríssimos portuenses, tripeiros,

Estou-me a dirigir, como é óbvio, aos tripeiros, aos meus conterrâneos de sangue, aos que são fieis à sua pronúncia, às suas raízes, que não trocam marcas e instituições locais, pelas dos centralistas, que não enjeitam o conceito de pátria por um prato de lentilhas, que não dizem pateticamente "ÓÓÓrgulho" mal chegam a Lisboa (como o Nuno Gomes, que é de Amarante), que preferem o serpentear envolvente e poético do Douro ao estuário do Tejo, que se identificam mais com a rudeza do granito, do que com o calcário vulnerável do sul, que preferem a foz do Douro à linha de Cascais, que se deslumbram com o velho Porto visto do cais de Gaia, em vez de se angustiarem com a difusa imagem de Lisboa vista de Almada, que preferem o FCPorto, o Boavista, o Salgueiros, o Académico, o Estrela e Vigorosa, O Clube do Fenianos, o Sport Club do Porto... ao Sport Lisboa e Centralismo do Bairro de Benfica e outros que tais. Chega?
Bem, é só e apenas para esses, que gosto de falar. No JN, também escreve o Hélder Pacheco, um tripeiro a sério e bem descontaminado da radioactividade tóxica de Lisboa, e isso não significa que simpatize com todos os que lá escrevem. Terminado este preâmbulo em forma de aperitivo, transcreverei de seguida o 2º. parágrafo plasmado na coluna à direita deste Blogue para refrescar a memória de algumas almas perdidas que por aqui começam a gravitar pensando que isto é o "Bússola":
"NATURALMENTE, DISPENSA A PARTICIPAÇÃO DOS SEUS INIMIGOS (QUE OS TEM, DENTRO E FORA DE PORTAS), PORQUE AFINAL, É A SUA EXISTÊNCIA QUE ESTÁ NA SUA GÉNESE E QUE TANTO TEM PREJUDICADO A NOSSA CIDADE. HÁ ALGUNS 'COLABORACIONISTAS' DO CENTRALISMO QUE ACHAM QUE NÃO É BEM ASSIM. NÓS CONTRAPOMOS QUE É!"
Prestado este prévio esclarecimento, passo então a explicar melhor a razão de toda esta conversa. Hoje, tinha na página de moderação de comentários, onze comentários, sendo que, oito deles, eram o mesmo, repetido 8 vezes. Alguns, eram de uns ressabiados anónimos a dar sinais de nervosismo (o que é bom sinal) com aquela basófia que lhes é muito peculiar e que se pode facilmente apreciar no "Bússola".
Ora, eu quero dizer a esses meninos, que os conceitos ou preconceitos que possam ter sobre os valôres da Democracia não me interessam para nada. São lixo. Por isso, como já tive oportunidade de notificar e o texto acima transcrito testemunha, as portas deste blogue estão fechadas a cadeado a energúmenos e a mal educados que ainda por cima se arrogam o direito de nos vir envenenar.
Nunca será desses meninos que aceitarei lições de Democracia, porque já têm de berço uma visão distorcida do que ela possa ser. Por consequinte, é o mínimo que posso fazer, fechar-lhes a porta, tapar-lhes a bôca para aprenderem a sentir na pele só um cheirinho dos efeitos do centralismo. Percebem o que quero dizer ou querem um desenho? Eu faço-vos então, o desenho.
O desenho é este: vocês, em Lisboa, ou do Porto, mas inimigos do Porto, estão habituados a terem 4 canais de televisão abertos e outros tantos codificados, a rezar sempre pela mesma"cartilha", e quando abrem uma frinchinha ao contraditório é só para disfarçar, para não perderem alguns contratos publicitários com algumas empresas do Norte. Com as rádios e os jornais, é a mesma coisa. E isso, sabem, é anti-democrático, perceberam meninos?

Portanto, rua! Aqui, não há lugar para gente da vossa estirpe. Vão à SIC e queixem-se, ou então, para o "Bússola", que eles lá parecem gostar de audiências da vossa qualidade ...



05 junho, 2008

O alarve

Leiam no PÚBLICO on line a entrevista de LFV ao órgão oficial das galinholas. O homem conseguiu superar-se. É um monumento à pulhice. É de fazer vomitar. Além das imbecilidades habituais, envia claramente uma censura e uma ameaça ao amigo Madail por este "defender" o FCP e manda recados ao Conselho de Justiça avisando-os de que não podem decidir-se pela absolvição. O homem é um alarve!

Sobre a Petição ao PE

Caro Rui Farinas e demais participantes,


Podem pesquisar aqui o que diz sobre os assuntos das Petições ao Parlamento Europeu

Apresentação de Petições ao Parlamento Europeu

Texto do Site do PE:

Um dos direitos fundamentais dos cidadãos europeus: Qualquer cidadão, a título individual ou em associação com outras pessoas, pode, em qualquer momento, exercer o seu direito de petição ao Parlamento Europeu, em conformidade com o Artigo 194º do Tratado CE.

Qualquer cidadão da União Europeia ou residente num Estado-Membro, pode, a título individual ou em associação com outras pessoas, apresentar uma petição ao Parlamento Europeu sobre assuntos que se enquadrem no âmbito das actividades da União Europeia que o(s) afecte(m) directamente. Qualquer empresa, organização ou associação que tenha a sua sede social na União Europeia pode também exercer este direito de petição garantido pelo Tratado.
A petição pode ser apresentada sob a forma de uma queixa ou de um pedido e pode dizer respeito a questões de interesse privado ou público.
A petição pode revestir a forma de um pedido individual, de uma queixa, de uma observação sobre a aplicação do direito comunitário ou de um apelo ao Parlamento Europeu para que este assuma uma posição sobre uma questão específica. Este tipo de petições proporciona ao Parlamento Europeu a oportunidade de chamar a atenção para qualquer violação dos direitos de um cidadão europeu por parte de um Estado Membro, das autoridades locais ou de uma Instituição.
Era minha intenção mover uma Petição ao Parlamento Europeu contra o Governo Central(ista) pelo desvio ilegal de fundos do QREN para a região de Lisboa mas, como era previsível, o PE não aceita todo o tipo de Petições. Os assuntos admitidos são os seguintes:
  • Os direitos de cidadão europeu consagrados no Tratado
  • questões ambientais
  • defesa do consumidor
  • livre circulação de pessoas, de mercadorias e serviços, mercado interno
  • emprego e assuntos sociais
  • reconhecimento de qualificações profissionais
  • questões relacionadas com a aplicação de legislação da UE

Por consequinte, há que ir pensando no "mercado" interno, em outras alternativas.

As distrações do senhor Procurador que...

... ninguém entende (excepto os benfiquistas). A saber:

  1. Se as escutas - que ninguém conhece - serviram para tramar PdCosta, por que é que as escutas - que toda a gente ouviu - não servem, para tramar o LFVieira?
  2. Por que é que o Sr. Procurador considera "pacífico" que o Sr. LFVieira se faça acompanhar de gorilas (guarda-costas) e permita que um deles agrida em pleno aeroporto um passageiro com evidentes provas públicas.
  3. Por que é que o Sr. Procurador considera irrelevante que, ao melhor estilo AlCaponiano, o motorista do Sr. Orelhas (apelido do Presidente do clube mais salazarento do país) agrida selvaticamente, junto a uma entidade bancária, um transeunte que tinha o carro mal estacionado?

Ah, senhor Procurador, V. Exa. não está a parecer sério e isso é muito mau sinal...

A xenofobia futebolística dos nabos

A intelectualite aguda de determinadas figuras públicas se não for tratada a tempo, arrisca-se a tornar-se em doença crónica. Há-as, de vários tipos, e pode ter diversos nomes e tons. Uma das mais publicitadas pelos media do centralismo, chama-se "síndroma do pacheco-pereirismo". É tóxica, mói, corrói e "inflói", mas não é mortal. É incurável, porque é uma doença do foro psiquiátrico profundo, e porque, além disso, como quase todas as doenças, é estúpida.

Um dos sintomas deste síndroma, é a aversão ao futebol. Não a todo o futebol, claro, mais a um do que a outro. Depende da côr, e da região onde é praticado. É uma doença chata, porque atrofia bastante o cérebro e contagia os mais influenciáveis. Além disso, quando instalada, provoca nas pessoas uma sensação fantasista de sabedoria cujo efeito colateral mais comum é o de fazê-las cair no ridículo.
Segundo apurados estudos da comunidade ciêntifica internacional, esta doença ataca preferencialmente homens que na infância não tinham o menor jeito para dar um chuto na bola e se sentiam inferiorizados por serem excluídos das peladinhas com os amigos. Outros tôscos, mas de mente mais sadia, resolviam o problema facilmente, optando inteligente e alegremente por jogar à baliza, continuando assim a partilhar o convívio com os amigos.
Por paradoxal que pareça, estes doentes revelam-se afoitos a criticar as coisas más do futebol e tímidos a descobrir-lhe virtudes. Esquecem-se, por exemplo, que instituições de maior relêvo e responsabilidade civil, como Govêrnos e autarquias locais são incapazes de afastar do mundo da droga e da criminalidade tanta gente como o futebol. Esquecem-se (vá-se lá saber porquê), os postos de trabalho que geram, mas lembram-se da corrupção. Cinicamente. Tão cinicamente como esquecem a corrupção de todos os outros sectores da vida pública e privada.
A isto, pode chamar-se xenofobia intelectual. E xenofobia, seja ela de que tipo fôr, é sempre xenofobia.

04 junho, 2008

O Judas do Porto

Ainda é cedo para os inimigos do Porto/F.C.Porto (nunca este binómio se fundiu tanto como agora), destilarem o ódio que lhes alimenta a existência, nem para os portistas esmorecerem. Sei que é cada vez mais complicado confiarmos na Justiça, porque a ela se sobrepoêm outros obscuros interesses, mas considero que devemos continuar a acreditar na capacidade de defesa do FCPorto até ao fim.
Agora, já não podemos, nem devemos - sob pena de voltarmos a repetir a asneira - é dissociar tudo o que se está passar na cidade do Porto e com o seu maior clube desportivo com o espaço temporal da gestão de Rui Rio na Câmara Municipal. Nunca o Porto cidade decaiu tanto em termos de progresso e de protagonismo como durante os dois cinzentões mandatos de Rui Rio.
Para o Porto, os mandatos de Rui Rio corresponderam a 8 anos de orfandade política e solidão humilhante. Desse estigma, não pode livrar-se nem fazer-se de inocente, porque se há coisa que ele nunca teve, foi um gesto sincero de reconhecimento a uma instituição que trouxe mais alegrias e orgulho para os portuenses do que alguma vez ele será capaz. Pelo contrário, ao hostilizar desde o primeiro dia o F.C.Porto, contribuiu activamente para esvaziar a cidade de uma voz autorizada para a defender. Por isso, é que agora está atrapalhado a tentar inverter o ciclo das suas convicções.
Além de sentir desconforto, por não poder reclamar de forma mais afirmativa aquilo que o Governo de Lisboa nos está a roubar de caras (fundos do QREN), - mesmo que a coberto de manipulações "legais" - já se mostra "disponível" para ser convencido a defender a Regionalização promovendo fóruns para discutir o assunto. A culpa não é toda dele, porque alguém o pôs lá, muitos portuenses, alguns até adeptos do FCPorto. Por isso, agora, governem-se com o que têm e saibam também assumir a quota respectiva de responsabilidade pela agonia do Porto.
Rui Rio, vai seguramente ficar na história do Porto, mas não pelos melhores motivos. Será recordado sim, como o Judas Iscariotes da política portuense. Judas entregou Cristo aos seus perseguidores por trinta moedas de prata, Rui Rio apunhalou Pinto da Costa pela cadeira do poder em Lisboa. As semelhanças assustam.

"A porca da Política"

Esta imagem satírica da autoria do famoso Rafael Bordalo Pinheiro, devia ser uma realidade de um passado distante, de uma ditadura remota. Mas, não é. Continua em "democracia", perfeitamente actualizada e carregada de um simbolismo ainda mais pertinente...
Ela permite-nos inúmeras reflexões, incluindo a de questionarmos a mais valia desta democracia e destes políticos em comparação com os processos e manhas do anterior regime. Não há grandes diferenças.
Se pelo menos esta espécie de "porcos" permitisse transformá-los em verdadeiros leitões...
Senão, vejamos como reza uma das muitas definições ideárias sobre a Democracia:
"As democracias protegem de governos centrais
muito poderosos e fazem a descentralização do govêrno a nível regional e local, entendendo que o govêrno local deve ser tão acessível e receptivo às pessoas quanto possível."
Está-se mesmo a ver que é assim é. Tudo gente séria...

Abram os olhos meninos

Não fosse o assunto sério, quase dava para rir a desilusão patenteada por alguns portugueses por Manuela Ferreira Leite ter ganho a corrida à liderança do PSD. Ela, ou qualquer outro (ou outra), vai dar ao mesmo, porque os pressupostos de confiança dos eleitores com os eleitos são uma perfeita anedota. Patética, mas sem grande piada.
Trinta e quatro anos de vivência democrática para um país, pode nem ser indicador de antiguidade, mas são suficientes para se aprender alguma coisa. E se alguma coisa os portugueses deviam ter aprendido durante todos estes anos (pelo menos, os que têm idade para isso), era a não confiar no que dizem os políticos, porque eles já lhes deram provas que cheguem para não merecerem mais créditos.
O que, de hora em avante, devia mobilizar os portugueses, não é colaborar nestas repetitivas e gastas campanhas pela conquista dos mesquinhos poderes pessoais da nossa classe política, mas sim a procura de novas soluções para restaurar os mecanismos democráticos que definitivamente não servem os seus interesses.

Os eleitores sabem criticar (com razão) os governantes, mas acabam sempre por se deixar levar na sua conversa, nas suas verdades inconsequentes e entrar no seu jôgo de interesses. Sem darem por isso, alimentam-nos, restauram-lhes créditos sucessivos, dão-lhes vida, e atribuem-lhes uma importância que ainda não foram capazes de merecer. Durante 34 anos! Os eleitores são portanto, também responsáveis por não saberem pôr um travão a estes abusos.

A comunicação social tem uma enorme responsabilidade em toda esta encenação. Opostamente ao que afirma, está sempre mais próxima dos políticos do que do povo. Interroga-os, é verdade, provoca-os até, mas acaba sempre por estar do seu lado. O contrário, já não acontece. Para as televisões, o povo só existe para o futebol, para assistir e aplaudir programas recreativos de gosto duvidoso. É tudo. Para ter um pouco mais de protagonismo, só nas eleições,de 4 em 4 anos, com os resultados que se conhecem.

Os políticos estão tão desqualificados que já nem se dão conta do que dizem. Para eles não é grave dizerem disparates. De ministros a Presidentes da República o nivelamento é cada vez mais feito por baixo. Ouvimos um Ministro das Obras Públicas a exclamar, "OTA, jamais!", e depois a ter que engolir a OTA com o jamais incluído, e um Presidente da República (Cavaco) a ter o desplante de dizer sentir-se orgulhoso com os emigrantes numa visita ao estrangeiro, sem sequer lhe ocorrer pensar, da razão que os levou a emigrar... São assim os pragmáticos do nosso mundo político.

O que interessa então, o que disseram MFLeite, ou PPCoelho, e logo depois contra-disseram? Se fulano no discurso A (de alienação política) falou sobre a Regionalização, e depois de ser eleito, deixou de falar, qual é o espanto, meus senhores? Afinal, quando anos mais serão precisos, para concluirem que estão a lidar com impostores? É pelas setinhas classificativas do JN? E os nossos miolos não servem para nada?
Não se impressionem com quem fique "chocado" com o meu discurso, porque de populista e demagogo nada tem, ao contrário do dircurso hipócrita do politicamente correcto usado pelos governantes que em bom português quer dizer, deitar areia para os olhos do povão. E muito menos tem de insultuoso, porque não se insulta quem é sério. O que digo e afirmo aqui, rearfirmá-lo-ia em tribunal, as vezes que fossem precisas. Mesmo dentro de uma cadeia.
PS-Aos adeptos do FCPorto, recomendo calma, a procissão ainda vai no adro. Eu sei que isto que estão a fazer-nos é revoltante, que nos deixa tristes, mas continuo a confiar que o FCPorto vai sair (como sempre esteve) limpo deste processo.
Para desenjoar, recomendo esta receita: pensem num pavão vaidoso que vive numa gaiola chamada Liga, a quem todos gostariam de pôr os c. . . . . .s, imaginem o seu rosto e a seguir vão a correr para o WC, vomitar. Se tiverem uma fotografia, vomitem-lhe em cima. Depois, digam lá se não ficaram mais animados.

03 junho, 2008

Recomendação do "Renovar o Porto"

Como já se devem ter apercebido, não sou propriamente o gentleman em pessoa, mas gosto da boa educação. Sou contundente, quando acho que tenho de ser, e não enjeito uma boa piada, mesmo bem apimentada se considero oportuno.
Como prezo muito a liberdade, gosto de a partilhar com todos, principalmente com aqueles que gostam do Porto e sentem, como eu sinto, o desprezo que lhe tem sido votado, sobretudo por alguns conterrâneos sem escrúpulos.
Tenho a responsabilidade de administrar este Blogue e, como tal, de moderar os comentários mais excessivos, que nos são remetidos. Por excessivo, considero o insulto gratuito e a boçalidade de linguagem mesmo que aparentemente na defesa da causa portuense.
Outra consideração que se impõe, é solicitar a identificação verdadeira dos autores dos comentários (pelo menos, o primeiro e último nome). Não custa nada, e confere mais credibilidade, não só a quem o faz, como ao próprio blogue. Além disso, outorga autoridade moral a quem escreve tantas vezes a lamentar a falta de coragem da classe política.
Não me levem a mal, mas a partir de agora, se não forem cumpridos estes simples requisitos, não publicarei tais comentários.
A bem do Porto.

histórias da portofobia num país de crápulas

Ontem, pelo JN, ficamos a saber (o que afinal já sabíamos) que o procurador geral da república (PGR) silenciou e impediu o procurador Almeida Pereira de se defender publicamente das acusações de que foi alvo quando foi indigitado para director da PJ do Porto.
Ficamos também a saber (o que afinal já sabíamos) que o PGR, com o prestimoso auxílio de um pasquim lisboeta, fez diligências para impedir a ida do procurador do Porto para a PJ numa comissão de serviço de 3 anos. Realce-se que foi o próprio procurador acusado, via carta anónima, de ter favorecido Pinto da Costa e o FC Porto a troco duma viagem para assistir à final de Sevilha, a entregar a carta anónima, que o acusava, à hierarquia para que a mesma fosse investigada.
Há ainda quem tenha verticalidade e não frequente os corredores hipócritas e dissimulados do poder residente em Lisboa. Assim vai esta república de bananas governada por sacanas.
Nos últimos dias ficamos também a saber que dois professores catedráticos de Coimbra, cuja autoridade técnico-jurídica e moral está acima de qualquer suspeita, arrasam de modo veemente e definitivo toda a construção jurídica que um vaidoso, assistente na mesma faculdade, foi capaz de, ao arrepio das leis e da justiça, inventar para condenar de modo aberrante o FC Porto e prestar um serviço que lhe foi encomendado pelos seus sombrios patrões, ou então para sublimar as suas frustrações futebolísticas, assim como para masturbar o seu mais que provável minúsculo e impotente ego.
Soubemos também que um outro mandarete, este da Federação de Futebol, também a soldo dos seus patrões que se mantêm na sombra embora todos saibamos quem são, em vez de se limitar a mandar para a UEFA a ‘sentença’ da Liga e a informação do recurso de Pinto da Costa que a ter desfecho favorável implica que a Liga tenha obrigatoriamente que rever a condenação do clube, enviou para a UEFA um texto tendencioso e manifestamente truncado, o que só demonstra aquilo que afinal todos já sabíamos: existe mesmo uma enorme coligação de todos os medíocres deste sítio mal frequentado para abater aqueles que todos os dias provam que esta sociedade é dirigida por um conjunto de mesquinhos, incompetentes e ressabiados que não suportam que alguém os ultrapasse, principalmente se não pertencer ao círculo de poder da ‘capital’.
Se o FC Porto sair airosamente desta batalha será uma incomensurável vitória da instituição, de um homem – Pinto da Costa – e dos adeptos do clube. Só e apenas. Não será do Porto cidade nem do ‘Norte’.
Porque o FC Porto lhes é infinitamente superior e tanto a cidade como a região, atoladas na mediocridade e na cobardia, não o merecem.Ontem, o 1º ministro lançou a ‘1ª pedra’ daquilo que será um verdadeiro crime económico. Um traçado de TGV, que supostamente nos ligará à Europa e que deixa mais de metade de Portugal de fora. Palavras para quê? É um artista português licenciado em engenharia com a especialidade de inglês técnico.
Hoje deixei-me levar pelas emoções. Fiz bem! :-)
(de António Alves no Norteamos)

O Zé Francisco

Enquanto lia este artigo no JN e observava a foto do Director da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, apercebi-me que aquela figura não me era estranha. Uns minutos mais tarde, descontados os cabêlos que o tempo leva mais as implacáveis alterações fisionómicas, descobri que estava a olhar para um amigo e vizinho de infância. O Zé Francisco. Era por este nome que eu tratava este (agora) ilustre professor catedrático cujo irmão partilhou comigo a mesma escola e a mesma turma .
Como acontece amiúde nas nossas vidas com antigos companheiros de infância, perdi-lhe o rasto (está há muitos anos a viver em Coimbra), mas dele ficaram estas duas particularidades: era um rapaz com uma maturidade invulgar para a sua idade e de uma grande inteligência. É extremamente discreto e detesta holofotes.


A última vez que tive sinais dele foi aqui há uns anos (não me recordo exactamente quantos) quando foi convidado por um qualquer Governo, se não me engano para Procurador Geral, convite esse que ele agradeceu, mas rejeitou. Até nessa opção soube ser inteligente. Estes governantes não o merecem.

02 junho, 2008

Sr. Pachêco Pereira, que tem a dizer desta promiscuidade?

Pouco me anima o facto do Dr. Rui Rio ter um "despertar" demasiado lento, de não gostar de berrar contra Lisboa e de estar agora a dar sinais de vida. Indo directo ao assunto, estou convencido que não foi essa a razão da sua timidez reinvindicativa no passado próximo ou remoto, nem tão pouco a sua súbita representação perante o Governo central no débil papel de homem defensor dos interesses do Porto, mas antes o aproximar das eleições autárquicas que costuma induzir os políticos à tradicional dança de sedução eleitoralista. Há quem diga e creia, que ele é sério, mas o que não é seguramente, é burro. Mas nós, também não somos.
Acho muito bem que processe (se tiver genica para isso), o Govêrno por desviar os fundos do QREN que nos eram destinados para continuar a engorda da vaca sagrada chamada Lisboa, mas não é por isso que mudarei a minha opinião àcerca dele. É uma carta fora do baralho, i-r-r-e-v-e-r-s-í-v-e-l.
Várias vezes aqui escrevi, tentando explicar as razões (e as emoções), que me levaram a perder toda a confiança no regime democrático português o que, em poucas palavras, se pode resumir a esta constatação: os mecanismos democráticos de controlo dos cidadãos relativamente ao poder político são demasiado lentos e disfuncionais. Há pois, que os alterar. Quando isto for feito ou, em alternativa, quando - e se - este país, um dia se pautar por padrões de qualidade de vida mais simétricos e elevados, então talvez me disponha a aceitar as regras do jogo. Até lá, não contem com o meu voto de apoio.
Há por aí uns iluminados que acham pouco "ético" analisarmos a política e os políticos por questões de carácter, e eu continuo a não perceber porquê, quando é o carácter, sobre qualquer saber técnico ou ciêntífico que confere (ou não) qualidade ao que se faz. Suspeito mesmo, que esses existencialistas tenham "boas" razões para pensar assim, mas não serão seguramente as mais nobres...
É tão importante o carácter dos indivíduos, como tirar uma radiografia aos pulmões para detectar um tumor.
Estou-me a lembrar - mais uma vez -, por esta altura em que as televisões "não provincianas" da capital injectam doses maciças de orgulho pueril na cabeça dos pobres emigrantes portugueses, se o sempre crítico Pacheco Pereira vai voltar a chumbar no exame de carácter (ou da falta dele) e se fará algum comentário negativo a esta patranha patrioteira que por acaso (e para azar dele) não está a ser protagonizada com a "promíscuidade" dos portuenses... Quando assim é , quando não é o Porto ou o FCP a estar na berlinda, o seu "carácter" manda-o remeter-se ao silêncio e a assobiar para o ar. Aí, os seus escrúpulos de cidadão "superior", evaporam-se sem deixar rasto. Como é que um tipo destes podia não gostar de Rui Rio? São iguais!? Por isso, não são necessários à nossa cidade. Só estorvam.
PS-Ah, deixem-me ressalvar uma coisa antes que apareça por aí um esperto a "ensinar-nos" que o FCP não é o Porto. Eu corrijo. Na verdade o FCP não é o Porto, mas é certamente muito mais
Porto do que o Benfica e Sporting juntos.

Confirmação da recepção do m/ Protesto à UEFA

De: info.uefa.com
Data: 06/02/08 09:00:58
Para:
Rui Valente
Assunto: Read: Porte Plainte contre-Luís Filipe Vieira, Presidente du Sport Lisboa e Benfica

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To:
info@uefa.com
Subject: Porte Plainte contre-Luís Filipe Vieira, Presidente du Sport
Lisboa e Benfica
Sent: Fri, 30 May 2008 17:47:16 +0100

was read on Mon, 2 Jun 2008 09:00:50 +0100


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01 junho, 2008

Tenho esperança que...

Apesar da União pouco unida da Europa, ainda acredito que ela se reja por valores sérios e por homens de ética superior.
Se assim for, se as coisas tomarem o rumo certo da seriedade, quere-me parecer que vão ser precisos à Liga Lisboeta de Futebol, ao Benfica e à Federação Lisboeta de Futebol, uns bons milhões de euros para indemnizarem o F. Clube do Porto e o seu Presidente.
Que assim seja. E a seguir, que estes indivíduos desqualificados e cobardolas, paguem bem caro as sacanices que nas barbas de todos estão a fazer.

30 maio, 2008

Em defesa do Futebol Clube do Porto

Acabo de enviar para a UEFA o e-mail abaixo transcrito em que denuncio a conversa telefónica de LFV com Valentim Loureiro. Peço desculpa mas vão ter que o traduzir para português.
De: Rui Valente
Data: 30-05-2008 17:47:16
Para: UEFA
Assunto: Porte Plainte contre-Luís Filipe Vieira, President du Sport Lisboa e Benfica
DIRIGÉ AU:
DEPARTEMENT DE JUSTICE ET DISCIPLNE DE L'UEFA


Excellentissimes Monsieurs
Convaincu que l'éminence de votre instituition régle ses décisions par les plus hauts et nobles criteriuns de Justice, je viens vous faire connaissance de la suivante situation:
Le Futebol Clube do Porto est un clube centenaire que dans les dernières vingtaines d' années a grandi à compte de la dédication de ses adeptes et associés, autant comme (et principalement) pour l'éffort d'une forte et compétente liderance de son Président, Mr. Jorge Nuno Pinto da Costa. La constante croissance du clube avec des succés sportifs connus, tant au niveau national comme international lui ont apporté, de la part de ses adversaires sportifs plus proches (Benfica e Sporting), une indescriptible vague de jalousie pas facile d'imaginer à qui ne connais bien la realité portugaise.
Ce fait, pour etre bien analisé, ne dois pas être dissocié de la realité politique actuel au Portugal, trop, trop centralisée à Lisbonne, et profondement injuste pour le reste du pays, particulièrement pour la région du Nord, ce que explique un peu cette jalousie. La ville du Porto, est la deuxième en importance au Portugal, mais les dernières trintaine d'annés vint à perdre toute sorte de recours, y compris les économiques, à cause d'un centralisme exageré.
Indépendamment des questions criminéles que puissent justifier une enquéte à l'actuation de la SAD du Futebol Clube de Porto - que, à mon avis, sont totalement insolites - je dois reinseigner cette honorable instituition que la plainte mouvue par le Benfica contre le FCPorto à eu un seul objectif: gagner juridiquement ce qui n'a pu gagner dans le champ sportif, pendant une époque où le F.C.do Porto fut, selon tout l'opinion publique et des experts dans la matière, un vainqueur indiscutible et juste, avec 21 points d'avance sur le second classifiqué. Il faut dire encore que cette campagne contre le FCPorto est ancienne et absolument honteuse!
Finalement, le plus grave et incompréhensible. Tout le Portugal, et tous les portugais ont témoigné par la Télévision une conversation téléphonique gravée, entre le Président du Benfica, Mr. Luís Filipe Vieira et le Président de la Ligue de Futebol Portugaise, Mr. Valentim Loureiro, où le premier essayé de convaincre le President de la Ligue à choisir le meilluer arbitre pour un certain match de foottbal et, jusqu' aujourd'hui, le Conseil de Discipline de La Ligue de Football Portugaise le même organisme dont à sorti l'accustion contre le F.C.Porto (encore dépendente du recours du clube pour les organes de la Federation Portugaise de Futebol) n'a absolument rien fait.
Au de lá de le scandale públique vis à vis la discrimination de traitement entre un cas - sans preuves évidentes -, et l' autre - où elles sont publiques et notoires -, ce comportment ne credibilise en rien la Justice.
Je viens donc, Ex.Msrs, vous laisser cette information dont j'assume la total responsabilité, et me disponibilise pour tout ce que puisse contribuer pour éclaircir ce cas que arrive à ce Conceil de Discipline trés, trés souillé.
Un citoyen du Porto, ami de la vérité,
Rui Valente

29 maio, 2008

Excitação dos vampiros, recomeça!

Os vampiros do centralismo, parasitas comensais da família benfiquista esperam angustiadamente beber o sangue da presa.

Sem a honra nem a dignidade dos campeões que se prezam, aguarda - num golpe execrável de denúncia difamatória e pidesca - conseguir através da delação o que não conseguiram honestamente no campo.

Métodos típicos dos vigaristas e dos fracos com os quais sabem conviver e dar-se bem. Numa palavra: a escória do futebol português.

Discriminação até na publicidade à Selecção


Este comentário não é tanto para os adeptos portistas, porque esses - por razões óbvias - estão suficientemente esclarecidos, mas mais para aquelas pessoas que vêem o futebol como um fenómeno indicado para gente menor, sem qualquer valia.

Talvez esta presunção de menoridade os surpreenda se começarem a prestar um pouco mais de atenção ao futebol. Talvez se apercebam que no futebol existe uma dicriminação mais ostensiva e despreocupada do que em muitos outros sectores da vida pública. Essa descriminação tem duas faces particulares: a do insulto e da injustiça. Mais adiante explicarei porquê.
O campeonato da Europa está aí à porta e eu, que até gosto de futebol, detesto este folclore primário que a comunicação social lisboeta (não é o país, no seu todo, que domina os media) está a ensaiar junto das populações com o objectivo claro de as alienar mais do que o próprio futebol alguma vez conseguiria. A euforia é tão retrógrada e imbecilizante que os próprios suiços se espantam com tanto fogo fátuo e tratam de acautelar as devidas medidas de segurança para tanto rebuliço.

Os jornalistas lisboetas lembram-me aqueles miúdos (e graúdos) que quando têm um brinquedo novo fazem questão de o exibir aos amigos à viva força. O que eu tenho presenciado da parte de alguns envergonha-me seriamente enquanto português. Devassam a pacatez dos suiços com as perguntas mais parvas e pacóvias que se podem imaginar: "Gosta do Cristiano Ronaldo? Por quê? Não acha que ele é o melhor jogador do mundo? Tem medo dele?" Acha que Portugal vai ganhar o campeonato europeu?

Além disso, teceram considerações pouco simpáticas sobre amaneira de ser dos suiços, só porque não se deixam ir na onda lisboeto-futeboleira da idiotice e estão a tornar-se indelicados com o país anfitrião. Ora, se há coisa que nós podíamos aprender com os suiços era, por exemplo, sermos mais civilizados. Este artigo formidável de Helder Pacheco retrata o pior lado dos portugueses em geral, e dos portuenses em particular, e explica bem as causas. Aconselho vivamente a sua leitura.

Mas, os senhores jornalistas lisboetas (eles sim) totalmente alienados pela selecção, já se imaginam num patamar de superioridade tal que se esquecem que nós somos só o país mais atrasado da União Europeia, entretanto já ultrapassado pelos países caloiros da extinta esfera comunista. Pois que tenham muita paciência, mas eu não sinto Portugal dessa maneira tacanha. Nem quero. É um autentico retrocesso moral e intelectual para os cidadãos ter de ouvir as calinadas pseudo-informativas de profissionais tão rascas. Poupem-nos!

São exactamente os mesmos que ao serviço do neo-colonialismo exercem a tal descriminação de que falei no início, Promovem programas desportivos absolutamente arbitrários onde o direito ao contraditório não passa de uma miragem.

Mas, a crème de la crème da discriminação manifesta-se com fatal evidência também na publicidade. A Modelo (uma empresa do norte) e a RTP criaram um spot publicitário de apioa à Selecção onde constam jogadores como: Ronaldo, Rui Costa, Eusébio, Chalana e Futre. Destes cinco jogadores, todos, à excepção de Ronaldo, jogaram no Benfica e apenas um (que também jogou no Benfica) jogou no Futebol Clube do Porto: Paulo Futre. Nenhum jogador do FCP mereceu da FPF esta distinção publicitária, nem o exemplar Victor Baía!

Repugnante discriminação esta. Oxalá um dia seja feita justiça e tenham de pagar caro as afrontas que continuam a fazer-nos.

Para a Galiza, já!




Se outras razões houvera, para fazermos um grande
manguito à GALP, BP e REPSOL e boicotar-lhes a gula gasolineira, estas são mais que suficientes.

Gasolina "FANGIO XXI" Las mejores naftas!

Todos para a Galiza! É (segundo me dizem), mesmo à saída de Vila Nova de Cerveira.

A bienal calha este ano? Não faltam motivos culturais, pelo que a amostra deixa ver...


Apontadores & Comentários

Bastonário dos advogados fez ressuscitar o processo

Os adágios populares têm sempre o seu quê de verdadeiro, mas às vezes contradizem-se. Há um, por exemplo, que nos diz: "que nem sempre o que parece, é!" Outro há, que afirma: "que não basta ser sério, é preciso parecê-lo!". Confesso que por esta altura, não sei bem qual deles se poderá aplicar ao novo bastonário da Ordem dos Advogados. Uns acusam-no de demagogia, outros - como é o meu caso -, gostariam de acreditar que parece sério. Mas será que o é, realmente? Há demasiado fogo cruzado no ar, muita palha informativa para baralhar a opinião pública. O melhor mesmo, é não nos precipitarmos e aguardar para ver até que ponto temos homem (ou até onde, certas "forças ocultas" o deixam ir).
Aqui, os vestígios de actos criminosos são óbvios, mas os respectivos protagonistas não pertencem ao mundo do futebol (portista). São deputados, banqueiros e administradores de empresas que, incompreensivelmente, parecem não justificar pela parte da PGR a nomeação de uma equipa "especial" de investigação nem o mediatismo de um nome sugestivo como: Processo Sêlo Platinado. Isto é outra gente, outro nível de criminosos, mais fina, mais delicada...
Este processo sim, já tem um nome bonito, chama-se "Operação Furacão" e os protagonistas têm relações priveligiadas com os clubes da capital do Neo-Colonialismo-Metropolitano. Vejamos se daqui a 20 anos (se ainda formos vivos) o caso já estará ou não arquivado. Daí talvez a razão do nome do processo...
N
ota:
dizia ontem Mário Soares à sua entrevistada a muito cosmopolita Clara Ferreira Alves que, em todo o caso (as recentes críticas que fez ao Governo), "acredita que a maioria dos políticos é séria".
Chamar-se-à a isto ser Juiz em causa própria?...

28 maio, 2008

O mega-centralismo de Mega Ferreira

Faz quase duas semanas que Mega Ferreira deu uma entrevista ao PÚBLICO. Tendo passado todo este tempo, reconheço que há aqui uma falta de actualidade do assunto, mas não posso deixar de abordá-lo porque não li qualquer comentário de protesto em relação a uma afirmação que o entrevistado fez. Esta afirmação, feita com a arrogância dos elitistas-centralistas, tem de ser refutada. Este meu protesto não terá consequências práticas nenhumas, mas para mim corresponde a "lavar a alma" e isso basta-me. Ficaria de mal comigo próprio se por comodismo o não fizesse.

A pergunta que lhe foi feita. Os de fora de Lisboa criticam a concentração de investimentos em Lisboa. Não têm razão?

A resposta de Mega Ferreira. Os países têm de assumir que há uma cidade que é capital, o que é sobretudo duro para a segunda cidade. Há custos de capitalidade que derivam não só da dimensão de uma metrópole onde vive mais de um quarto da população, como também das actividades que aí se concentram. Isto implica investimentos de outra dimensão, pelo que é demagogia criticá-los quando visam resolver problemas de qualidade de vida que são mais graves em Lisboa do que noutras cidades do país.

O meu comentário

Sim, todos os países têm uma capital, mas isso não é duro para a segunda cidade, nem para as outras. O que é duro é a segunda cidade verificar que todos os investimentos e facilidades são concentrados na capital, e aquilo que a si é destinado é regateado e acaba geralmente por reduzir-se a meros "trocos", tarde e a más horas.

Por outro lado, porque razão se concentra em Lisboa um quarto da população portuguesa e "grande número de actividades"? Não será precisamente por força dos privilégios económicos e políticos que sucessivos governos lhe têm concedido, com o consequente esvasiar e definhamento do resto do país, nomeadamente da tal segunda cidade?

E como é que Mega Ferreira sabe que os problemas de qualidade de vida são mais graves em Lisboa do que noutras cidades do país? Não acredito que o saiba por experiência própria. Uma das características da "elite centralista" lisboeta é precisamente a cuidadosa distância que mantém do resto do país, excepto do Algarve, claro! Mega Ferreira faz parte desta suposta elite que considera que uma capital tem direitos e privilégios outorgados por graça divina que justificam todas as regalias que a si prórpria concedem e desculpam todas as injustiças e prepotências que cometem em relação ao resto do país. É por isso que são ferozmente anti-regionalistas. Não têm convicções políticas nem patrióticas. Apenas defendem as suas confortáveis prerrogativas. E enquanto os restantes três quartos da população o permitirem, assim continuará a ser.