11 novembro, 2016

Sobre a entrevista de Nuno Espírito Santo ao Porto Canal

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Francamente, não esperava nada de especial da entrevista, e o que vi confirmou a suspeita. Mesmo assim, o entrevistado foi um pouco melhor que o entrevistador. E explico porquê: o estilo parcimonioso, pouco directo, de Júlio Magalhães, facilitou o trabalho de NES, ou seja, ajudou-o a fugir às perguntas e tornar a entrevista uma espécie de consulta psicológica cheia de descrições prosaicas e processos de intenção.

Entre outras respostas, NES disse coisas banais como: para poder marcar golos, é preciso ter presença na área, é preciso encontrar os caminhos para a baliza. Questionado se era capaz de dizer porque a equipa não marcava golos, respondeu: "somos humanos e às vezes erramos". Júlio Magalhães devia persistir e perguntar-lhe o óbvio, como por exemplo: "é capaz de descrever o que faz nos treinos para corrigir essas dificuldades? Nuno fartou-se de relevar o facto de ter uma equipa jovem, que estava a crescer, sem ser confrontado com a questão do timing que isso comporta. Uma equipa jovem, com responsabilidades de sénior que se quer competitiva, corre sérios riscos de cair se o crescimento não contemplar o tempo adequado.

Enfim, ficaram por fazer mais perguntas e sobretudo obter respostas pragmáticas, coisa que NES evitou (ou não quis dar). Sobre as arbitragens, reconheceu os erros, mas logo foi dizendo que não punha em causa a honestidade dos árbitros, que confiava neles... Isto, não é ser Porto, não é carne, nem é peixe, é nim. Bem pode esperar deitado (como diz o patrão), que os árbitros agradecem a compreensão, e assim podem respirar à vontade.

Este estilo politicamente correcto, quase seminarista, pode ser muito agradável para os nossos adversários, mas não é a forma mais indicada para defender um clube como o FCPorto, odiado e perseguido pelos clubes da capital. Isto é um facto, não é demagogia. E os resultados são sobejamente conhecidos.


10 novembro, 2016

As dúvidas sobre Trump

O primeiro ponto que deve ser levantado é a sua relação com as instituições e as regras democráticas. “Excluindo uma fenomenal mudança de personalidade, a vitória de Trump aparece como um desafio ao modelo democrático ocidental”, escrevia também ontem, em editorial, o Financial Times. Durante a campanha ele desafiou a separação dos poderes ou a liberdade de imprensa.

Conhecido o resultado das eleições, surgiu um dado inesperado: Trump vai acumular um poder imenso. Será o chefe indiscutido do Partido Republicano. Controlará as maiorias na Câmara dos Representantes e no Senado. O seu estilo autoritário e o odor da vitória não deixam dúvidas sobre quem vai comandar. Será ainda Trump a designar os próximos juízes do Supremo Tribunal, que rege os equilíbrios dos poderes. Trump estará na posição inversa de Obama, bloqueado pela maioria republicana do Congresso, primeiro na Câmara dos Representantes, depois em todo o Congresso.

Os medos desafiam a lógica e os próprios interesses. É acima de tudo um medo da mudança e do desaparecimento dum “antigo mundo”. Medo da erosão dos valores tradicionais. Medo do futuro. As classes dirigentes americanas (para não falar nas europeias) não souberam falar aos “perdedores” da globalização e das revoluções tecnológicas.
O choque provocado por Trump não pode ser transformado em medo, nem entendido num registo catastrófico, que incita à passividade. Os 240 anos da democracia americana não desaparecerão de um dia para o outro. Há outra América para lá de Trump. Na Europa, o catastrofismo seria a mais perigosa forma de acelerar a erosão da democracia e de estimular os seus próprios populismos.

09 novembro, 2016

O mundo vai ver o que é Democracia à moda de Trump!

Winston Churchill

Por mais actualizada que esteja a célebre frase de Churchill sobre a bondade da Democracia, continuo a considerar profundamente errado continuarmos a dar-lhe lastro. Antes de mais, porque à época em que a declarou, o mundo moderno mal sabia o que era a Democracia, ou como se praticava, e porque os países que procuravam regimentá-la ainda viviam as primeiras experiências. 

O termo democracia tem origem no grego antigo (século V, a.C.) e foi inventado para designar os sistemas políticos então existentes por oposição à aristocracia grega, mas nem por isso generalizou o seu exercício. Só os filhos homens originais de Atenas, a podiam exercer. Mulheres, e escravos, ou estrangeiros, ficavam fora dessa pequena elite. Como plataforma de arranque, foi um grande feito para a Grécia e para o Mundo, mas como exemplo, foi desde logo, uma absoluta contradição, ou não houvesse ainda a escravatura... Mesmo assim, foi um digno primeiro passo (fossemos nós tão afoitos a implantar a regionalização).  

Falávamos do  século V, antes de Cristo, não sei se estão bem a medir a distância... E agora, passados tantos séculos, como estamos? Quais foram os progressos mais significativos dessa época ancestral, até aos nossos dias? Melhor Democracia? Mais deveres? Mais direitos? Mais respeito? Mais Honradez? Mais Humanismo? Mais Paz?

Bem, suponho ser desnecessário perder muito tempo para encontrar a resposta, porque ela está aos olhos de toda a gente que gosta de pensar. Todos os pequenos passos (sempre pequenos) que se deram no sentido de burilar e esmerar essa inacabada escultura chamada Democracia têm sido permanentemente sujeitos a grandes recuos, tornando a tarefa mais dura, longa e sempre adiada.

Por isso, é que hoje já não devemos realçar a frase de Churchill, sob pena de a tornarmos uma verdade inatacável, uma espécie de fatalidade, uma negação do progresso. Para mim, o problema resume-se a isto: integridade. Lamento repetir-me, não tenho como contornar este facto. Nenhum decreto, nenhuma lei vale a pena, se antecipadamente não pressupôr rigôr, cumprimento, dever, sobretudo em Democracia. É esse o grande mal das democracias postiças. A vigarice política, económica e social, é uma prática comum, e a inimputabilidade uma consequência rotineira  (Duarte Lima. é suspeitoo de  homocídio no Brasil, e vive em residência principesca os frutos dos seus crimes).

Olhemos apenas para os escândalos mais mediáticos (há muitos outros), da Banca,  de Sócrates, de Duarte Lima, de Durão Barroso, de François Hollande, e mais recentemente para o tiro "fiscal" de António Costa, de querer dar tratamento excepcional ao futuro administrador da CGD, sem se preocupar com a mancha de descrédito que a cedência representa para a opinião pública e para a própria saúde da Democracia.

Hillary Clinton, por ter deixado rabos de palha, enquanto secretária de Estado, abriu as portas a um ditador, fazendo lembrar o modo como Adolfo Hitler chegou ao poder na Alemanha. E agora? Quem será responsabilizado pelas loucuras que um homem daqueles eventualmente venha a cometer? O povo americano que lhe deu o voto? Sim, na América do Norte!

Mas, cá, em Portugal, somos todos nós! Porque nos deixamos enredar facilmente pelas verdades à la carte dos políticos, por promessas efémeras, por filosofias de ocasião, sem nos darmos ao trabalho de as contestar quando se tornam retrógradas.

Vivemos todos num palco global pré-anaquista, de imoralidade e violência. Somos meros figurantes, mal pagos e mal tratados, por gente provável e éticamente inferior a nós. Somos superiores, na forma como estamos na vida, e lidamos com os outros, e no entanto, dita a tal democracia fatalista de Churchill que são os medíocres quem nos devem dizer como se faz...

Saúde, ao movimento "Occupy Wall Street"! E, cuidado com a Trampa!

Obs.
Curiosas, as "afinidades" com os E.U. nas declarações dos "líderes" europeus  dirigidas a Trump. 

Vejamos:

François Holland (França):
Os E.U. constituem um parceiro de primeiríssimo plano...

Angela Merkel (Alemanha):
A Alemanha e os E.U. estão ligados por valores...

Benjamin Netanyahu (Israel):
Trump, é um verdadeiro amigo de Israel, Estou impaciente por trabalhar com ele...

Shinzo Abe (Japão):
Espero estabelecer o mais rapidamente possível uma relação de confiança com a nova administração...

Enrique Peña Nieto (México):
Os E.U. e o México são amigos e aliados...

Ainda ontem, todos faziam figas para que Trump não ganhasse as eleições. Bastou um dia para todos começarem a engraxar o homem. Realmente, à força do dinheiro ninguém resiste. Querem lá eles saber da paz mundial ou da preservação do planeta! Santa hipocrisia! Ou será apenas MEDO?

08 novembro, 2016

CÂMARA CONFIRMA ENTREGA DO PAVILHÃO ROSA MOTA AO CONSÓRCIO ‘PORTO 100% PORTO’


Image de Câmara confirma entrega do Pavilhão Rosa Mota ao consórcio ‘Porto 100% Porto’

Na reunião camarária pública, o vereador do PSD Ricardo Almeida notou que “o júri do concurso teve duas decisões diferentes sobre a mesma proposta” do consórcio, ao passo que o vereador da CDU, Pedro Carvalho, destacou a “contradição” de aprovar uma candidatura que, antes, “nem cumpria os requisitos para ser avaliada”.
O presidente da câmara, Rui Moreira, disse estar em causa uma decisão judicial que obrigava o júri a avaliar as propostas, lembrando ter desistido do recurso dessa sentença devido às “gravíssimas consequências” que a batalha judicial podia ter para a autarquia, devido a eventuais “providências cautelares ou indemnizações”.
“O que o júri fez, num primeiro momento, foi olhar para a documentação e perceber se respeitava o caderno de encargos, como se estivesse a olhar para um índice, sem se pronunciar sobre o mérito da proposta”, descreveu o diretor municipal dos serviços jurídicos, Correia de Matos.
Depois, o “tribunal entendeu que o júri estava obrigado a admitir e a dar classificação [à proposta]”, acrescentou o responsável.
Para o comunista Pedro Carvalho, “só pela ausência de documentação, a avaliação devia ter sido negativa”.
“Você desobedeceria ao tribunal?”, questionou Rui Moreira, notando que “as propostas foram mal excluídas”.
O vereador da Habitação, Manuel Pizarro (PS) considerou a proposta de adjudicação com “uma belíssima noticia” porque “o que interessa à cidade é que vai avançar a requalificação” do Pavilhão Rosa Mota.
Pizarro vincou que “a decisão política para no momento em que a decisão é do júri”.
“Em causa está uma decisão técnica e jurídica, que não cumpre ao executivo municipal”, afirmou. “Não nos envolvemos nas decisões do júri. Estou sujeito à soberana decisão do júri”, acrescentou.
No Relatório Preliminar da Análise das Propostas, a que a Lusa teve acesso em agosto de 2015, o júri alertava que as duas propostas apresentadas no concurso tinham “divergências e omissões” relativamente ao caderno de encargos.
O júri referia a “omissão” do estudo prévio, que não permitia “avaliar a fiabilidade dos números apresentados quanto a lugares criados e quanto às condições de viabilidade da exploração dos diversos espaços”.
À Câmara do Porto, o júri propôs a exclusão das duas propostas apresentadas e a não adjudicação do equipamento.
A “Porto 100% Porto” recorreu e, em março, o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto (TAFP) condenou a empresa municipal Porto Lazer a continuar com o concurso, readmitindo a proposta, “por considerar que foi excluída ilegalmente pelo júri”.
No processo, que a Agência Lusa consultou, a Câmara do Porto contestou a decisão em abril, alegando que tribunal identificou “uma questão de nulidade do caderno de encargos não alegada por qualquer das partes”, pelo que tinha “por obrigação decidi-la e apreciá-la”, sustenta a empresa municipal.
“Perante uma questão de conhecimento oficioso como a nulidade do caderno de encargos, o tribunal não pode escolher «salvar o concurso» para poder deferir ou indeferir a pretensão requerida”, argumentavam os advogados da empresa municipal Porto Lazer.
Em julho, a Porto Lazer desistiu do recurso apresentado “pelo elevado risco de decaimento do recurso” e pela “urgência de reabilitação do pavilhão, cuja degradação é cada vez mais evidente”, revelou a autarquia.
“Com esta decisão, o concurso será retomado pelo júri, que voltará a analisar a proposta do consórcio “Porto 100% Porto”, acrescentou.

07 novembro, 2016

Se, é sempre um "se"

Somos Porto?
Tenho como certo, que quando o responsável principal de uma organização empresarial, ou de outra qualquer, como um clube de futebol, já não tem unhas para gerir o que lhe compete, o resultado só pode ser o fracasso, mesmo que pontualmente consiga pequenos feitos. É o que está a acontecer com o FCPorto destes últimos anos, no futebol, e até nas modalidades em que somos mais competitivos.

Portanto, fica previamente rememorizada a minha opinião sobre a causa principal dos fracassos do FCPorto pós capitulação de Pinto da Costa, para que não haja confusões com o que escreverei a seguir, pois não passam de efeitos transversais a uma liderança postiça.

Mesmo assim, como disse no primeiro parágrafo, é possível reduzir os danos e até obter alguns êxitos avulsos. Mas para isso, será necessário que outros façam parte do trabalho que compete ao "patrão", ou seja, fazer dos atletas fracos mais fortes, dos medianos, bons, e dos bons torná-los, se possível, excelentes, ou no mínimo, muito bons. Entenda-se como competências do patrão (que aliás, Pinto da Costa costuma assumir como suas), a escolha dos jogadores, ou dar o seu aval a quem os propôr. É claro que, se os intermediários e comissionistas destas transacções forem muitos, como parece agora acontecer, a tarefa de "substituir" funções de outrém fica ainda mais complicada. Como concordarão, essa tarefa podia ser remendada com a intervenção do treinador, mas para isso, seria preciso que o treinador ousasse afirmar-se enquanto tal no sentido de tornar os jogadores mais competitivos.

O jogo de ontem, mostrou-nos coisas muito interessantes, mais velocidade, profundidade, pressão alta, espírito de entreajuda, passes menos erráticos, tudo coisas que contribuiram para a qualidade do espectáculo, ainda que imperdoavelmente traídas pelas decisões desastradas de Nuno Espírito Santo. 

Avaliando o cenário pelo lado positivo, somos tentados a pensar que ainda nada está perdido, que ainda falta muito campeonato, que a jogar desta maneira a equipa pode começar a carburar para patamares de estabilidade condizentes com o estatuto do FCPorto. A questão é esta; terá Nuno Espírito Santo capacidade para mentalizar os jogadores para isso? Terá competências para lhes aumentar a carga de treinos, por exemplo, na vertente específica do remate, que é tão pobre e inábil neste plantel? Para os resultados serem bons, é preciso muita disponibilidade, muitas correcções, muitos ensaios, porque seguramente os jogadores acusarão nos treinos os mesmos defeitos dos jogos...

Se o Nuno E. Santo não fôr capaz de fazer a diferença, de provar que está ali para ser mais um grande treinador, audaz, inteligente e ambicioso, então, caros amigos portistas, podemos contar com mais um ano de desgosto e frustração do nosso clube. E já vai (?) para a quarta temporada...

Obs,-Ainda sobre a asneira de Herrera, há quem leia as críticas que lhe são apontadas como uma crucifixação e prefira apontar espingardas para a defesa quando foi marcado o golo dos vermelhos. Ora, se isso é crucificar um jogador que tinha acabado de entrar, e sempre podia ter optado por chutar a bola para longe, o que será transferir as culpas para o Danilo & Companhia, que até então tinham dado o litro e jogado como nunca? Além de que, como já disse, o principal responsável foi quem lhe deu ordens para entrar numa fase tão crítica do jogo.


06 novembro, 2016

Quem não sabe matar, arrisca-se a morrer

Nem vou perder tempo a elogiar o empenho da equipa ou a própria exibição,  porque tudo se diluiu nos últimos minutos de prolongamento, deitando por terra tudo o que de bom tinha sido feito até ali e a possibilidade de encurtar a distância para o clube do colinho.

É incompreensível meter um jogador que tem pautado as últimas exibições pela mediocridade numa altura em que importava segurar a victória com unhas e dentes,sem correr riscos. Pois foi isso exactamente que fez Nuno Espírito Santo ao fazer entrar Herrera um jogador bipolar e errático. Podem-me dizer que Nuno quis-lhe transmitir confiança, mas se essa foi a razão não era este o momento para o fazer. Resultado, quando Herrera, em vez de chutar para longe a bola para o campo adversário, decide arriscar a gracinha de conquistar um lançamento chutando-a contra as pernas de um vermelho no sentido da nossa baliza, o melhor que conseguiu foi o canto que deu o empate a um adversário que não o merecia e que poucas oportunidades de golo tinha criado durante os 90 minutos regulamentares.

Quem perdeu foi o treinador, na única decisão errada que cometeu ao meter Herrera num momento tão importante como aquele. Assim, não!

05 novembro, 2016

RUI MOREIRA CRITICA “TORNEIRA FECHADA” DOS FUNDOS COMUNITÁRIOS


Image de Rui Moreira critica “torneira fechada” dos fundos comunitários
O presidente da Câmara do Porto voltou a criticar a falta de fundos comunitários disponíveis para a autarquia, afirmando que “a torneira continua a estar fechada”.

“Nós encontramo-nos numa cidade com boas contas, temos recursos necessários para lançar projetos. Agora, necessariamente custa-nos que a outra componente, que muitas vezes até foi desperdiçada, neste caso não esteja disponível. Ou seja, a torneira continua a estar fechada”, afirmou Rui Moreira.
O presidente da Câmara do Porto falava no final da visita às obras de remodelação da Unidade e Saúde da Batalha, um projeto orçado em 1,7 milhões de euros e que será cofinanciado por fundos comunitários do programa operacional regional Norte 2020 gerido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Rui Moreira admitiu não estar “nada satisfeito com os fundos” e continuar “muito preocupado com a velocidade” a que estão a ser atribuídos.
“Vamos acabar o mandato em setembro/outubro do próximo ano e deve ser a primeira vez desde que Portugal aderiu à União Europeia que basicamente não tivemos um quadro comunitário ativo”, lamentou.
Para o presidente do executivo, a falta de verbas põe em causa “muitos dos projetos” que a autarquia gostaria de lançar e até “tinha os recursos necessários para a componente nacional”.
Paralelamente, implica “que a população esteja a sofrer” enquanto se estuda o que “fazer aos quadros comunitários de apoio”, criticou o autarca para quem “tudo isto já poderia ter avançado mais depressa (…) se eventualmente tivéssemos sido mais competentes”.
“Temos um mealheiro que está ali pousado, ali na prateleira e nós não temos sido capazes de ir buscar as moedas”, assinalou o presidente da autarquia que disse não estar preocupado “com calendários políticos ou eleitorais” mas “com o calendário das necessidades da população”.
Só no início de setembro a Câmara do Porto aceitou assinar o contrato de financiamento comunitário PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano) proposto pela CCDR-N, cerca de três meses depois da grande maioria dos municípios portugueses.
A 31 de maio pelo menos quatro autarquias (Porto, Matosinhos, Gaia e Gondomar) escusaram-se a assinar aquele que é um dos principais instrumentos dos municípios para captar verbas comunitárias, numa polémica que culminou com a exoneração do anterior presidente da CCDR-N, Emídio Gomes.
O novo responsável, Freire de Sousa, escusou-se a comentar as declarações de Rui Moreira.

04 novembro, 2016

Germano Silva - Doutor Onoris Causa

Germano Silva agradecido "a uma das mais prestigiadas Universidades do Mundo"

Na cerimónia de entrega do título, que decorreu na Reitoria da Universidade do Porto, Germano Silva emocionou-se e agradeceu: "O rapaz que andava de solipas e de calças remendadas é hoje um senhor circunspecto, de cabelos ralos há muito embranquecidos, que está na vossa frente e acaba de receber o grau de Doutor Honoris Causa que lhe foi atribuído por uma das mais prestigiadas Universidades do Mundo - a Universidade do Porto".

O Elogio foi feito pelo historiador Luís Miguel Duarte, que percorreu a carreira jornalística de Germano Silva, ao longo dos 40 anos em que este trabalhou no Jornal de Notícias. "Quando ler em algum lado que, no próximo sábado, vai haver uma palestra, uma visita guiada, vai ser lançado um livro de Crónicas do Germano Silva, irei pensar, iremos todos pensar, com incontido orgulho: Este é dos nossos! Agora é dos nossos!".

A homenagem será ainda assinalada às 15.30 horas, no Pátio das Nações do Palácio da Bolsa, com uma conferência pública e gratuita dedicada aos historiadores da cidade, mas com inscrição obrigatória.

A "homenagem à memória do Porto" é igualmente assinalada com a exposição "O Porto no coração". No Arquivo Municipal do Porto, que fica na Casa do Infante, está marcada para as 18 horas de amanhã uma visita guiada por Germano Silva.

Nota de RoP:
Merecidíssima, esta honra! Germano Silva é um exemplo para todos os jornalistas. Hoje, poucos há, como ele, lamento dizê-lo. A não ser Hélder Pacheco, uns anos mais novo, não vejo outros desta nova geração que tão bem tenham descrito a gente e a história da nossa muito amada cidade. Ambos, têm provas dadas na defesa dos valores portuenses. São jóias raras.  

03 novembro, 2016

FCPorto defende melhor, mas produz poucos golos

Este é um problema recorrente, que convirá resolver quanto antes. Não basta constatar factos, é preciso fazer o necessário para os resolver. 

O treinador do FCPorto optou por um discurso calmo e muito ponderado, nas conferências de imprensa, o que seria de louvar num país respeitável. Mas, em Portugal, terra em que os políticos, mesmo com os exemplos miseráveis que nos têm dado, continuam a olhar para o futebol com o mesmo cuidado e independência que um bêbado olha para o álcool, é pura perda de tempo, é escancarar as portas para os abusos e faltas de respeito, como todos estamos fartos de saber. Essa postura fica-lhe bem, pessoalmente, mas Nuno Espírito Santo sabe melhor que nós, que o Porto à Porto, a expressão "Somos Porto" de que foi autor, não se praticou com falinhas mansas nem resignação perante as injustiças. Não! O FCPorto, impôs-se por reclamar alto e bom som, o que achava que devia reclamar quando percebia que estava a ser discriminado e prejudicado nos seus jogos, sendo a figura do presidente a primeira a dar o peito às balas. Portanto, para NES esta imagem de candura e tolerância para aqueles que não a merecem pode cair muito bem aos nossos eternos inimigos, mas para o FCPorto não cai, e só nos tem trazido dissabores. O respeito, é como o amor feliz, tem de ser recíproco, senão é uma farsa.

Outra coisa que já venho dizendo há muito tempo, é o acesso dos espectadores aos treinos. Não sei porque se abandonaram os treinos abertos. Era uma forma dos adeptos se aproximarem dos jogadores e de poderem avaliar com mais rigor o trabalho dos treinadores. Só assim lhes seria possivel compreenderem certas lacunas na evolução dos jogadores. No jogo de ontem, como aliás de muitos outros jogos, nota-se ainda muita parcimónia e atrapalhação no momento de rematar. É preciso treinar, treinar, treinar, as vezes que forem precisas para aperfeiçoar esta vertente do jogo, assim como o critério das desmarcações. Fazer horas extraordinárias, se necessário. Só para dar um exemplo, ontem, quando Corona entrou, teve pelo menos umas quatro fugas rápidas pela direita em que cruzou (e bem), mas que não resultaram em nada porque os companheiros não tiveram pernas para o acompanhar. E não me venham com a história do cansaço, porque isso ocorreu algumas vezes ainda na 1ª parte, e além disso, se os jogadores são jovens para umas coisas, têm de mostrar que o são para estas. Não serão os jovens mais resistentes e velozes que os menos jovens?  

Outro aspecto que quanto a mim, "treinador de bancada", me parece estar mal, é o posicionamento dos jogadores na marcação dos cantos a nosso favor. Hão-de reparar, se puderem rever o jogo, que em vez de se repartirem por um círculo disperso e dinâmico, de modo a baralharem as marcações dos adversários, os nossos jogadores concentravam-se em atado numa zona específica, logo, mais fácil de controlar para os defesas contrários. Além disso, estas posições limitam muito as chances de chegar à bola, visto que se ela não fôr para o local onde o "molho" de jogadores se encontra, o mais certo é ninguém lhe acertar, ou até, na melhor das hipóteses, se a bola calhar de ir para o "molho" podem atrapalhar-se por quererem todos chegar à bola (aliás a atrapalhação por atropelo verificou-se na grande área contrária, resultando a oportunidade de marcar em nada). Quando NESanto afirma que a juventude é uma virtude que temos de potenciar, há que trabalhar muito nesse sentido e não pode usar esse argumento todo o campeonato. Já chega de eternas esperas. Os jogadores são jovens, de facto, precisam de crescer técnica e fisicamente, mas a partir do momento em que são chamados à equipa principal, têm de atalhar caminho e evoluir rapidamente para justificarem a promoção, caso contrário, retiram sentido à importância da equipa B. 

Nota de RoP:


  1. Há jogadores que se destacam pela maturidade e sentido de responsabilidade, uns mais que outros ainda, e isso tem de ser mais homogéneo. São eles Danilo, Layún, Maxi Pereira, Marcano, Alex Telles e Casillas. Todos podem alternar a braçadeira de capitão. Os outros têm de ganhar maturidade, ainda é cedo para comandarem (penso eu de que)...
  2. Sem pudor, nem sentido ético, o corrompido Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu suspender o actual Director Geral do FCPorto Luís Gonçalves por 8 dias, apenas por ter dito aquilo que qualquer pessoa minimamente atenta, e HONESTA já percebeu, isto é, que o FCPorto tem vindo a ser reiterada e vergonhosamente prejudicado  e roubado por quem devia pautar pela isençaõ e integridade. 
  3. Como referi neste mesmo post, não adianta nada portarmo-nos como seminaristas, como os meninos exemplo do futebol português, porque é isso mesmo que eles pretendem para poderem fazer as coisas pelo outro lado, para levarem o clube dos mafiosos ao colo. Eu disse mafiosos, senhores mandões do Conselho da Indisciplina, atrevam-se a processar-me a mim que eu cá estarei para me defender, seus escroques! Sempre quero ver se esta intimidação asquerosa vai ter direito a uma resposta à altura do FCPorto, ou se vamos continuar a comer e calar com as decisões provocatórias deste gangue travestido de organismo disciplinar!

31 outubro, 2016

Capitalismo/futebol

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Manifestantes na Wall Street
O que está a acontecer no futebol, é também o reflexo da degeneração global do capitalismo.

O regime capitalista, nunca foi, nem será perfeito, todos o sabemos, mas em termos de imagem já teve melhores dias .

A verdade, é que nunca privilegiou a justiça social nem o bem estar dos povos. Nunca. Baseando-se num princípio simplista, altamente discutível, assente na iniciativa privada, suposta geradora de riqueza e trabalho, conseguiu impôr ao mundo a utopia de que sem ele nenhuma sociedade resiste. Ora, o que está a acontecer nos últimos anos,  de forma galopante prenuncia exactamente o contrário. 

A América do Norte, esse paradigma mundial da sociedade de consumo e da prosperidade, tão invejado por alguns, está a colapsar. Segundo consta, detém actualmente cerca de 27% de pessoas abaixo do limiar da pobreza, e outras tantas pobres. Tem como principal fonte de riqueza a indústria de armamento, razão pela qual precisa de fomentar guerras onde lhe dá mais jeito, nem que seja por razões "democráticas"... Tem uma população, tão ou mais ignorante, que a portuguesa, o que explica o  fenómeno do louco Trump. Não quero falar propriamente dos Estados Unidos, até porque a Europa não está nada melhor, pretendo apenas destacar a bandalheira a que chegou o regime capitalista mundial. A bagunça é planetária! 

A propósito, li algures, que o relativamente recente movimento anti-austeridade ocorrido em Espanha, influenciou um grande número de jovens americanos a criar um outro, chamado Occupy Wall Street (zona central financeira de N.Y), contra a ganância, a corrupção, influência bancária, e desigualdade social.

É um óptimo sinal. Aos poucos, as populações começam a olhar para a realidade dos regimes e a perceber que o futuro que estes lhes reservam é cada vez mais incerto e assustador. As ditaduras sociais da actualidade já não se impõem pela força das armas, é mais pela persuasão da ameaça, pelos baixos salários, pelo trabalho precário, pela chantagem de quem controla os sistemas financeiros.

Os políticos, não detêm o verdadeiro poder, servem apenas como manipuladores dos povos, são meros peões de brega que obedecem aos homens da grande finança, esperando pela recompensa que um dia os fará também ricos (Durão Barroso, que o confesse). 

30 outubro, 2016

Post ao ainda presidente do FCPorto


Imagem dos resultados de notícias
Até quando vai durar a confiança?
Exmo.Senhor, Presidente Pinto da Costa,

Eu, Rui Valente, ex-sócio do FCPorto, com os nºs 77705, 38646 e 57182, mas eternamente adepto abnegado, venho por esta via comunicar-lhe o seguinte:
  • Fui, durante a vigência dos seus muitos mandatos gloriosos, um grande apoiante e defensor do seu trabalho, e continuaria ainda hoje nesse alinhamento se o cavalheiro não tivesse realizado uma enigmática volta de 180º à sua forma de gerir o clube, sem se dar ao cuidado de explicar porquê. Não a mim, especialmente, mas a mim, enquanto ex-sócio e elemento singular da imensa massa adepta do FCPorto. 

  • Por mais que me esforce por compreendê-lo, por tolerar mudança tão atípica e perniciosa, com as consequências que sabemos, não consigo, porque para o fazer, precisaria de conhecer as causas e a pertinência que eventualmente as justifiquem. Sim, porque tem de haver seguramente uma causa para tão radical transformação. Como da sua parte não é apresentada essa explicação, só se pode especular, coisa de que não gosto, mas que pelos vistos você aprecia, embora só à posteriori o negue, quando se sente agastado. O grave é que, até a capacidade de se indignar parece ter perdido. Não só a perdeu, como a pouca que ainda lhe resta, aplica-a contra os portistas que ousam ocasionalmente contestá-lo, em vez de lhes provar que ainda está disponível para defender o FCPorto das investidas criminosas dos nossos adversários de Lisboa, que sabendo-o letárgico, não hesitam em prejudicar-nos, quer manobrando arbitragens, quer a própria comunicação social completamente rendida à capital.

  • Há um aspecto do seu temperamento, até certo ponto compreensível, que os anos de sucesso acentuou,  que é a soberba própria de quem se habituou a ganhar, mas que não se coaduna com a liderança frouxa e resignada de agora e que, para seu bem, conviria moderar. É que, a confiança que os portistas sempre depositaram em si está a esfumar-se de dia para dia, mesmo que a ingenuidade de alguns menos exigentes lhe possa transmitir o contrário. 
O senhor, está a perder credibilidade junto dos que o admiravam e - salvo prova em contrário -, a culpa, é preponderantemente sua. Não querer ver esta realidade é um atestado de menoridade que está a passar de si próprio que nada contribuirá para manter a excelente imagem que deixou na maioria dos portistas. Por favor, pare um pouco para pensar, e mude de rumo. Não permita que a cólera se apodere de quem tanto o estimou e respeitou estes anos fantásticos de glórias. Bem sabemos que não se pode ganhar sempre, mas a questão não é essa. Uma coisa é perdermos porque os outros são melhores (e quando digo melhores, estendo o adjectivo aos gestores), outra coisa bem diferente e inaceitável, é perdermos por falta de comparência, por nos deixarmos vencer, sem lutar, contra as adversidades. 
Permita-me pois que lhe recorde que ser Porto é uma expressão fútil se não tiver impacto no modo como se administra o FCPorto e se obtém resultados desportivos. E deixe-se por favor de responsabilizar os treinadores pelos insucessos quando eles já cá não estão, quando a responsabilidade da escolha for sua. Não resulta bem, nem é sério. 
  • Tudo o que atrás referi é sincero, como é também o que lhe vou dizer a seguir: estou cada vez mais preocupado com o FCPorto do que com a sua pessoa. Poder-me-à dizer que é natural, e é-o, de certo modo. Acontece é que todos nós portistas nos habituamos a olhar para si como se fosse o FCPorto, e hoje parece-se mais com um adversário, já quase um inimigo...






Quem merecia levar um vermelho no focinho com direito a internamento hospitalar, era este vendido, este pedaço de trampa em forma de árbitro. De que tipo de gente terá sido um gajo destes parido? Que vergonha tenho de viver neste país!

29 outubro, 2016

Porca miséria

Tudo dentro da normalidade, não é Presidente?

Mais uma vez, voltámos a perder uma oportunidade de ouro para descolar do Sporting, e manter os três que tínhamos, até ao jogo em casa com o 1º classificado. 

Não soubemos ser contundentes no ataque, e continuamos a provar que a arte de chutar à baliza não é coisa para jogadores portugueses. Rematar de primeira então, é coisa talhada apenas para os "nabos" dos ingleses e dos alemães... O André Silva provou-o (reparo agora que foi o Oliver, e não o André), na melhor oportunidade do jogo, magistralmente criada pelo Diogo Jota, decidindo dar o toquezinho da ordem para picar a bola quando devia chutar logo, forte e colocado.  

Estes meninos recebem Dragões de Ouro extemporaneamente, quando deviam tê-lo só depois de se afirmarem. André Silva ainda tem muito para aprender, mas para isso é preciso que os treinadores lho expliquem.

Se Nuno Espírito Santo não fôr o treinador que Pinto da Costa imaginava e continuar nesta bipolaridade exibicional, cabe aos associados e adeptos perguntar ao presidente se acha que ele próprio está a "jogar" à Porto. É que, quem não quer saber dos vouchers oferecidos aos árbitros para os corromper, é porque também não quer saber do FC Porto para nada, ou seja, dos portistas.    

27 outubro, 2016

Veremos o que vai sair destas leis...

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Incêndios, a vergonha dos políticos
Bem, finalmente vejo este governo aparentemente interessado em acabar com a inércia de governos (todos) antecedentes com relação à prevenção dos incêndios. Uffa! Já não é sem tempo! Mas, calma, primeiro é preciso ver para crer, porque como sabemos, em Portugal, a lei é a coisa mais difícil de levar à letra, embora me custe muito a compreender porquê, sem levantar graves suspeitas...

Este verão, a tradição foi igual ao que tem sido há demasiados anos, fomos "presenteados" com mais umas dezenas (ou centenas) de fogos e obrigados a ver um filme de terror pela enésima vez contra a nossa vontade. Como sempre, o imenso exército de incendiários anónimos foi  o melhor alibi usado pelos media para justificar a inoperância de muitos anos de desmazelo e desrespeito pela segurança de pessoas, animais e florestas. Inqualificável!

As medidas a ser aprovadas hoje, só pecam por tardias (ler aqui). Se forem para levar a sério só podem ser benvindas, e, nesse caso, todos teremos a ganhar com isso, e o governo actual poderá acumular mais uns consideráveis pontos a seu favor. Se fôrem apenas para impressionar o eleitorado e tudo ficar como dantes, o governo dará mais um tiro no pé a juntar ao que deu recentemente com o deferimento vexatório da remuneração (30.000 euros!) do administrador da Caixa Geral dos Depósitos. É incompreensível continuar-se a argumentar o mérito como fundamento para tal decisão sem considerar a penalização do demérito e da irresponsabilidade, como ocorreu com a privatização do Totta, com os buracos do BPP e BPN e a cumplicidade do Banco de Portugal. Demagogia, é isto, não é outra coisa.

Nota de RoP:

Aproveito para informar que o jornal 2, emitido pela RTP2, irá dedicar hoje, exclusivamente às florestas, o noticiário desta noite, às 21H30.  
     

O mercado a respirar

Rafael Barbosa
Os representantes do capital não estão interessados, por exemplo, nos mecanismos de regulação que os representantes do povo, de vez em quando, lhes tentam impor. E se não conseguem evitá-los, tratam de os contornar. Até porque a regulação é sempre tímida e a maioria das vezes incompetente. É o caso da nova Lei das Comunicações Eletrónicas, que sofreu alterações há cerca de dois meses, mas foi imediatamente subvertida pelos mercados.

O objetivo era acabar com o monopólio das fidelizações nos contratos com as operadoras de telecomunicações, ou seja, permitir que os consumidores pudessem optar, a preços justos, por contratos sem amarras temporais. No fundo, garantir-lhes o acesso a um mercado livre. Acontece que o capitalismo não tem por finalidade garantir a liberdade de escolha, apenas o lucro. E as operadoras cumpriram a lei, porque a isso as obriga o jogo democrático, mas rapidamente arranjaram forma de a transformar em letra morta.

Por exemplo, de forma concertada (ainda que as autoridades da concorrência nunca o consigam provar), as três principais empresas, que até aí avaliavam os custos de instalação e ativação do serviço entre 80 e 150 euros, passaram a avaliá-los entre 350 e 410 euros. Do serviço que se está a falar é o daqueles senhores que vão a casa esticar uns cabos e ligá-los ao router e à box. Um serviço que, em simultâneo nas várias operadoras, quadruplicou de preço. Resumindo, voltou tudo à estaca zero. Se o consumidor quiser um contrato sem fidelização, tem de estar disponível para pagar umas largas de centenas de euros a mais (pode chegar a mais 800 euros ao longo de um período de dois anos, nos pacotes de serviços mais comuns).

Perante isto, o que dizem os nossos representantes democráticos? Alguns classificam a manobra como "chico-espertismo" e a maioria parece inclinar-se, ainda que a medo, para voltar a mexer na lei. Quem mais destoa é, curiosamente, o partido que está no poder. O deputado Luís Moreira Testa, em nome do PS, recusa precipitações. E usa um argumento que deixa qualquer um a hiperventilar: "é preciso deixar o mercado respirar".

(do JN)

26 outubro, 2016

O generoso Benfica

As buscas da Polícia Judiciária à SAD do Benfica, a 11 de Outubro, com vista ao esclarecimento do custo do "Kit Eusébio" que as águias oferecem às equipas de arbitragem, observadores e delegados da Liga, ocorreram 29 dias depois de ser emitido o mandado de busca, apurou o JN junto de fonte próxima do processo. Portanto, no penúltimo dia para ser executado, dado que tinha um prazo de 30 dias.
A acompanhar os inspectores da PJ esteve Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD encarnada, durante as 3 horas que as autoridades passaram no Estádio da Luz. Em causa está, recorde-se, a denúncia pública do presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, no dia 5 de Outubro, do ano passado, na TVI24, sobre os presentes oferecidos pelo Benfica aos árbitros, assistentes, observadores e delegados, intervenientes na equipa principal e B, nas temporadas desportivas  de 2013/14, 2014/15 e 2015/16. Logo a seguir, a Federação Portuguesa de Futebol participou o caso à Procuradoria Geral da República, órgão que dirige o Ministério Público (MP) para averiguação de factos que possam constituir a prática de crimes de corrupção desportiva activa e passiva, como o JN noticiou em exclusivo.
Ao contrário do que ontem alguma imprensa noticiou, nem a PJ nem o MP concluiram que o caso será arquivado, até porque, sabe o JN, a Judiciária aguarda pela chegada da documentação requerida durante as buscas ao departamento financeiro da SAD e o presidente Luís Filipe Vieira não terá sido também ouvido. Fonte oficial do MP  afirmou ontem ao nosso jornal: "O inquérito encontra-se em investigação e está em segredo de justiça".

UEFA ESTABELECE LIMITE MÀXIMO

A ajudar à investigação da PJ estará o código de ética da UEFA que estabelece um valor máximo para as lembranças deixadas pelos clubes às equipas de arbitragem: no máximo 200 francos suiços (algo como 185 euros). E se o "Kit Eusébio" e as entradas no museu Cosme Damião têm valor definido, respectivamente 59,99 euros e 10 euros por bilhete, já os jantares no museu da cerveja não. Nos sites da especialidade, é possível perceber que uma refeição por pessoa rondará os 25 euros. No entanto, não se sabe se o Benfica pagou mais ou menos, até porque tem uma parceria com o referido restaurante. Certo é, que além da camisola da antiga glória, em 2013/2014 e 2015/2016, as águias ofereciam dois vouchers. Já em 2014/2015, o conjunto encarnado optou por ser mais generoso e ofereceu quatro vouchers a cada árbitro, assistente, observador e delegado.

(Fonte: JN)


Nota de RoP:

Tudo muito sério e cristalino. 
O Benfica é tão só um clube extremamente generoso. Fim de papo...

25 outubro, 2016

Dragões de Ouro

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No contexto actual, de desencanto com a conduta do presidente do FCPorto, a festa dos Dragões de Ouro não tem o impacto que devia ter. Uma festa deste tipo, que visa essencialmente louvar o empenho de atletas e funcionários, adquire uma aparência algo postiça, e de certo modo injusta para quem a merece, quando o líder deixa de estar ao nível do espírito que a gerou. Apesar disso, foi talvez a gala mais conseguida do ponto de vista lúdico e ambiental.

Desse ponto de vista, a estrela da noite foi sem dúvida alguma Pedro Abrunhosa que a certa altura desafiou a plateia que - como é habitual, porta-se de forma demasiado formal e fria - a levantar o rabinho do assento. A dado momento, quando Abrunhosa procurava empolgar os espectadores e percebeu que não reagiam, tentou pô-los a cantar, fez uma pausa, e disse: se eu estiver a incomodar por favor digam... 

Foi tão categórico que nem Pinto da Costa resistiu ao desafio a ponto de se pôr a cantar à frente dele com Rui Moreira a acompanhar. Foi uma cena hilariante que desmontou por momentos aquele ambiente um tanto solene para um evento que devia ser sempre de festa e boa disposição. Enfim, mesmo assim acabou por ser bem mais divertida do que seria expectável. Portanto, acabei por gostar do resultado final, devo admiti-lo.

Por mais que tente evitá-lo, não consigo dissociar os momentos positivos da brutal mudança de comportamento de Pinto da Costa. E não sou só eu, cada vez há mais portistas intrigados com as contradições deste homem. E é uma pena, porque sendo ele um dos principais responsáveis pelos últimos anos de resultados negativos devia ser ele o primeiro a inverter o ciclo. Só que, como parece decidido a virar as costas aos inimigos do FCPorto, numa altura em que o principal rival anda a ser acossado com a história dos vauchers, depois de tantos danos terem causado ao clube, tudo leva a crer que, caso se repitam as habilidades das arbitragens, ele não terá qualquer reacção. Se não a teve estes últimos anos de arbitragens escadalosas, por que havemos de acreditar que a terá agora? Há aqui qualquer coisa de muito estranho que ninguém consegue entender.

Será que ele, ao menos, entenderá?   


24 outubro, 2016

Retrato de um tripeiro atento

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Nos tempos que correm, são tão poucos os portuenses predispostos para denunciar publicamente a avidez centralista que, não tarda muito, têm direito a tratamento de heróis, e no entanto custa tão pouco...

Hélder Pacheco é, a par de Germano Silva, das poucas figuras públicas sem responsabilidades políticas que melhor corporizam a génese do portuense puro. 

Como portuense puro, considero todos aqueles que, sem hostilizar Lisboa, dispensam as suas mordomias e influências, mas não a temem. Gostam do Porto, vivem no Porto, e muito provavelmente acabarão os seus últimos dias no Porto. 

Que pena, que tristeza é para o Porto haver tão poucos assim. Quando vejo o Porto Canal sinto que aquela juventude que por lá anda está muito longe de interiorizar a pureza genética destes dois tripeiros. Não me interpretem mal. Nada disto tem a ver com manifestações racistas, antes pelo contrário. Tem a ver com a assunção orgulhosa de uma forma muito própria de ser e de estar com a terra onde se nasceu, ou simplemente se viveu.

Muita saúde, grande Hélder!

23 outubro, 2016

Contrastes

Pronto, fizemos o que devíamos, ganhámos ao Arouca! Como disse em post anterior, vou deixar mais uns tempos a equipa de Nuno E. Santo a marinar, como peixe em vinho branco e raminho de cheiros, para saber a que sabe a caldeirada... Já concluí que não é muito bom criar grandes expectativas, mesmo que os sinais nos pareçam positivos.

Bem mais pragmática e empolgante foi a victória do FCPorto em andebol com o rival mais directo, o Sporting. Já me tinha empolgado com a victória sobre o ABC em Braga, muito renhida e com a roubalheira do costume das arbitragens, mas este jogo teve um sabor especial visto o Sporting ter um plantel igualmente muito forte e competitivo. 

O hóquei em patins do FCPorto voltou a ganhar e a mostrar que está a jogar suficientemente bem para atrair espectadores ao Dragãozinho. São estas as modalidades que desportivamente podem disfarçar o desmazelo da presidência, embora não aportem as mesmas mais valias financeiras do futebol... Os juniores sub-17 deviam ganhar dinheiro por mostrarem aos nabos da B como se joga um futebol inteligente e ofensivo. Contrastes.

21 outubro, 2016

Pinto da Costa não pode ter amigos, porque se os tivesse...

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Pinto da Costa

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... já alguém o teria aconselhado a consultar a blogosfera portista para ter uma ideia do que eles pensam do seu actual comportamento, do mal que lhes está a fazer e da grande decepção que lhes está a causar. Não é por ter muita gente à sua volta a bajulá-lo, dentro e fora do clube, que Pinto da Costa terá garantidas as amizades... Pode até acontecer que esses mesmos "amigos" venham a ser os primeiros a apunhalá-lo quando perceberem que, afinal, foi ele quem bateu no fundo e que já não lhes pode ser útil. 

Sucede que Pinto da Costa não quer saber dos adeptos para nada, porque se quisesse não teria este comportamento, e os seus "amigos", se fossem realmente amigos e respeitassem o FCPorto (que são os adeptos) já lhe teriam transmitido o ambiente depressivo que se instalou nos portistas e convencido a ter uma relação mais séria com eles.  Sucede também que os "amigos" que estão dentro da estrutura directiva já demonstraram estar mais interessados em manter os lugares e os dividendos daí resultantes, do que em zelar pelo futuro do clube. Os adeptos estão entregues a si próprios.

Pela minha parte, Pinto da Costa, aquele homem que durante tantos anos nos fez sentir orgulhosos da nossa condição de portistas, já não existe. Não morreu fisicamente, mas partiu para uma outra realidade que nada tem a ver com o Porto vencedor, com a sua gentes, com o seu carácter. Este Pinto da Costa, é um homem fraco, vencido, incoerente, quase um troca-tintas, mas ainda profundamente arrogante. Decididamente, não gosto deste Pinto da Costa, não me diz nada agora.  

Não sou sócio actualmente, por isso não posso usufruir dos respectivos direitos. Mas se fosse, faria tudo para convocar uma reunião de esclarecimento sobre as ocorrências lamentáveis dos últimos 3 anos. Exigiria respostas SÉRIAS na hora, e se porventura fosse desconsiderado, rasgaria na cara do Presidente o meu cartão de sócio. Voltaria, só quando o FCPorto tivesse elegido um novo presidente. Este, só nos sabe colocar no ridículo.

20 outubro, 2016

Andebol e Hóquei, os cisnes belos do FCPorto da actualidade


Foi fantástico  o jogo de  andebol entre o ABC de Braga e o FCPorto! Presentemente, o andebol, é,  sem dúvida alguma, a par do Hóquei em Patins, a modalidade mais fiel aos pregaminhos do FCPorto, e com melhores protagonistas. O jogo de ontem, disputado no pavilhão do actual campeão, foi de parte a parte, altamente bem disputado, com o FCPorto quase sempre com dois golos de vantagem. Houve apenas um senão, que foi o comportamento da equipa técnica do ABC a pressionar permanentemente os árbitros, sem na maior parte das vezes ter razão para o fazer. Quando o FCPorto vai lá fora, os ambientes são normalmente mais civilizados, o que não abona nada para a imagem do nosso país, mas isto, é o nosso fado...

Contrariamente ao que li num blogue portista, não é o basquete a modalidade que melhor tem jogado, apesar de ter conseguido a grande proeza de ter sido campeão nacional e de recentemente ter vencido a Taça. O basquete tem um excelente, um magnífico treinador, Moncho Lopez, mas está muito longe de ter um excelente plantel (já vi muito melhores no passado). Há jogadores sem capacidade para intuir as intruções do técnico que, com grande empenho e um alto grau de tolerância lá vai trabalhando o melhor que pode com a prata da casa. Já o andebol, tem treinador e plantel. Sim, plantel, o que significa que os jogadores têm uma qualidade homogénea, incluindo os dois principais guarda-redes (Hugo Laurentino e Alfredo Quintanilha) que são do melhor que os meus olhos viram nos últimos anos.

O Hóquei em Patins parece seguir pelo mesmo caminho. Tem também um grande treinador e um plantel homogénio de grande valia técnica. Joga bem, defende criteriosamente, e... dá espectáculo. Estas modalidades são actualmente a menina dos olhos do nosso clube. Nem sei como conseguem ser tão assertivos com a crise que se instalou na estrutura administrativa, principalmente no presidente. Valha-nos isso.

19 outubro, 2016

É melhor deixar o optimismo mais um tempinho a marinar...



A forma, algo temerosa como o FCPorto entrou a jogar contra o Brugge quase me fez arrepender da observação que deixei na crónica do jornal Porto24 publicada aqui em baixo. Dizia eu que a equipa está mais personalizada, que não erra tantos passes, que não lateraliza tanto o jogo, Dizia, e vou continuar a pensar assim, apenas porque Nuno Espírito Santo ainda foi a tempo de corrigir o que estava mal e conseguiu sair da Bélgica com os 3 pontos da ordem, caso contrário terei de reconsiderar o prazo de maturação do meu optimismo.

Fiquei com a ideia de que o FCPorto se deixou traír, não tanto pelo ambiente do estádio, mas fundamentalmente por dois factores: por não ter tomado a iniciativa do jogo, pressionando alto, e por não contar com a entrada rápida dos belgas. Foi essencialmente a rapidez do adversário que desorientou o esquema táctico dos portistas, e a prova disso ficou pantenteada no lance que deu o 1º. golo ao Brugge, com Layún (um dos jogadores que mais aprecio) a ficar pregado à relva e atrapalhado com os ressaltos de bola que anteciparam o golo. O outro problema  (para muitos, o principal), deveu-se ao afunilamento do jogo para a zona central do terreno onde os belgas se sentiram sempre confortáveis a despachar as investidas demasiado previsíveis e lentas dos nossos jogadores. 

Na segunda parte Nuno E. Santo lançou Brahimi e Corona, que resultou na reviravolta do resultado. Para isso, pesou mais o mexicano, com um futebol mais pragmático e colectivo. Brahimi continua a ter dificuldade em gerir o talento que lhe é reconhecido e acaba sempre por obstacularizar a fluidez do jogo com fintas e mais fintas que normalmente não dão em nada. Percebe-se que anda ansioso por marcar um golo, mas alguém tem de lhe explicar bem o que deve fazer para lá chegar, d'outro modo nunca irá chegar a afirmar-se. Avaliando o lado positivo da coisa, contribuiu para atrair a si mais jogadores adversários e romper com a sua muralha defensiva, só tem é de ser mais prático.

Há no futebol de alta competição um regra mestra que explica o sucesso de uns e o fracasso de outros: a velocidade. Se os nossos jogadores têm talento, falta-lhes velocidade. O curioso, é que não é por serem lentos que são melhores executantes, quer no capítulo do remate, quer do passe. Ontem, vimos várias vezes os nossos jogadores serem surpreendidos pela velocidade dos belgas e ficarem sem a bola por falta de atenção e de rapidez. Isto, será assim tão difícil de corrigir?  Custa-me a compreender por que é que nós somos tecnicamente melhores e continuamos a falhar passes. Se não é falta de técnica é falta de concentração e isso para um clube com as aspirações do FCPorto é inaceitável.

Enfim, ganhámos e por agora ainda nada está perdido. O que não pode voltar a acontecer, é continuarmos a dar o "ouro ao bandido", com entradas aparentemente medrosas, como foi a de ontem, e andarmos sempre com o credo na boca a fazer contas complicadas para nos apurarmos. Há que ser mais consistente, que começar os jogos pressionando logo na área adversária, tomar a iniciativa dos jogos sempre muito concentrados e não para os encarar como se fossem uma espécie de roleta russa, porque os adeptos não são suicídas e já andam cansados de sofrer.

17 outubro, 2016

FC PORTO REGRESSA SEMPRE A CHORAR DA BÉLGICA



FC Porto e Club Brugge apenas se encontraram uma vez nas competições europeias. Aconteceu na temporada 1972/73, para a segunda eliminatória Taça UEFA, e os portistas, então orientados pelo chileno Fernando Riera, reverteram uma derrota na Bélgica (2-3) com um expressivo 3-0 nas Antas (dois golos de Abel Miglietti e um de Flávio). Na ronda seguinte, o FC Porto, que afastara o poderoso Barcelona (3-1 em casa e 0-1 fora) antes de deixar pelo caminho o Brugge, caiu aos pés do Dínamo Dresden (RDA) pela regra dos golos fora – derrota em casa (1-2) e triunfo fora (1-0).
Foi a primeira vez que o caminho dos dragões se cruzou com um clube belga em provas europeias. Daí para cá, houve mais seis confrontos na Bélgica, com o Anderlecht como maior cliente do FC Porto. E com uma série de pesadelos para guardar na memória.
Em 1977/78, época em que o FC Porto quebrou um jejum de 19 anos e se sagrou campeão nacional, o Anderlecht vergou a equipa de José Maria Pedroto a pesados 0-3 em Bruxelas, depois de ter vencido por 1-0 na Invicta. A eliminatória contou para a segunda mão dos quartos-de-final da Taça das Taças, que viria a ser ganha pelo… Anderlecht.
Em março de 1982, um mês antes de Jorge Nuno Pinto da Costa assumir a presidência do FC Porto, novo desaire em terreno belga. Dessa vez, e também para os quartos-de-final da Taça das Taças, mas na primeira mão, o Standard Liége venceu 2-0 os azuis e brancos, do austríaco Hermann Stessl.
Na baliza do Standard, que viria a empatar (2-2) nas Antas e assim assegurar o carimbo para as meias-finais, pontificava um tal de Michel Preud’Homme, futuro guardião do Benfica e hoje treinador do… Club Brugge (sim, o adversário do FC Porto esta terça-feira).
Na época seguinte, 1982/83, o FC Porto voltou a sofrer na Bélgica. Na primeira mão da segunda ronda da Taça UEFA, derrota pesada (0-4) com o Anderlecht, resultado depois impossível de contrariar nas Antas, apesar do triunfo por 3-2 em noite de dilúvio.
O Anderlecht voltou a ensombrar o FC Porto em 1993/94, quando venceu por 1-0 a turma Bobby Robson, em jogo a contar para a fase de grupos da Liga dos Campeões. O golo solitário foi apontado a dois minutos do final pelo esguio ponta-de-lança Luc Nilis.
Mas não ficou por aqui a equipa da capital belga, que em 2000/01, na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, venceu em Bruxelas o FC Porto. O resultado voltou a ser um magro 1-0, obra do gigante checo Jan Koller, suficiente para o Anderlecht deixar pelo caminho os portistas, de Fernando Santos, que não foram além de um empate (0-0), no Estádio dos Antas.
Uma década depois, em 2010, veio, finalmente, a glória azul em branca em estádios belgas. Orientado por André Villas Boas, o FC Porto cilindrou o Genk (3-0 – golos de Falcao, Souza e Belluschi), em partida da última pré-eliminatória da Liga Europa. No Dragão, na segunda mão, outro passeio (4-2) e prenúncio do que viria a ser a caminhada europeia do FC Porto nessa temporada 2010/11, que apenas culminou em Dublin (Irlanda) com a vitória na final da prova (1-0, por Falcao, frente ao Sp. Braga).
(Porto24)
Nota de RoP:
Não obstante algumas lacunas residuais do passado (passes errados e lateralizados), nota-se que houve um progresso significativo. A equipa está mais confiante. Já não evita o contacto físico, ataca mais, pressiona e corre melhor, conseguindo a espaços jogadas de belo efeito. Por isso, acredito que vamos ganhar em Brugge, trazer 3 pontos na bagagem e deixar os flamengos a falar valão (sem arrogância)...