03 outubro, 2008
02 outubro, 2008
DIA 17 DE OUTUBRO, 2ª. REUNIÃO DA ACDP

Em tempo de redefinições no campo económico e social a nível global, este é o momento certo para decidir o nosso destino colectivo.
Melhores Cumprimentos
Ocaso, ou consequências?
Não há nada como o futebol para "agitar as almas"! E quando o "agitador" dá pelo nome de Futebol Clube do Porto, a alma dos portuenses-portistas exalta-se, e o gentio todo se mobiliza querendo intervir. Bastou o post do nosso amigo e colaborador Rui Farinas comportar uns pózinhos de apreensão e de algum pessimismo para os comentários começarem logo a disparar! É uma boa oportunidade para lembrar (outra vez), os adeptos menos interventivos (ou distraídos) a nível cívico, que a vida continua para além do futebol...É neste ponto objectivo que eu gostava que todos os portistas, independentemente das suas opiniões político-partidárias, se fixassem. É preciso fazer coincidir mais ainda o nosso amor ao clube com o nosso amor ao Porto, porque é fora do futebol que a cidade está mais debilitada, que mais precisa de nós. Já lhes ocorreu que esta fase menos brilhante do clube possa já ser um refllexo da insidiosa condenação ao silêncio a que PdC foi "submetido"? Já lhes ocorreu que este "castigo" não foi mais do que uma estratégia centralista para fragilizar o clube? Então, pergunto: acham que é «apenas» no campo de futebol que este problema tem de ser resolvido? Estou convicto que não. Se o país deixar de ser governado a partir de Lisboa e só para Lisboa, se o equilíbrio e a justiça forem reabilitados o nosso clube poderá ficar ainda mais forte, mais fácil de gerir e a própria cidade poderá recuperar o protagonismo social e económico que merece. E o nosso clube também.
01 outubro, 2008
Será o ocaso de um grande clube?
Tudo leva a pensar que o FCP está a iniciar uma curva descendente que não se sabe até onde o leverá, mas que será imparável se não forem tomadas urgentemente medidas correctivas que infelizmente não se vislumbram, a menos que o desastre de ontem em Londres sirva de catalizador para esse efeito.
Pessoalmente, o anunciado crepúsculo do FCP tem repercução para além do mero fenómeno desportivo. Nortenho e portuense, habituado a fazer parte de uma população que é humilhada, desconsiderada, colonizada, por um poder central que nos tritura, o FCP era um dos poucos motivos de satisfação e auto-estima que sentia enquanto membro desta infeliz comunidade nortenha. Agora até este orgulho parece querer esfumar-se e, o que é pior, desta vez não podemos atribuir a culpa ao poder central: a culpa é nossa, os coveiros serão a nossa própria gente. É isto que mais me dói.
As múltiplas causas deste desastre anunciado são várias.
- Uma estranha administração da SAD que se enquistou no clube e vive na sua torre de marfim, num desprezo absoluto pelos adeptos, com os quais não mantém linhas de comunicação.
- Um presidente da SAD que para além dos problemas com a justiça, que lhe foram artificialmente criados, tem todo o aspecto de estar refém, por motivos ignorados, da administração a que pertence, o que aparentemente lhe coarcta a implementação de medidas correctivas que, em anos não muito distantes, já teria certamente tomado.
- Uma desastrosa política de aquisição de jogadores que dá azo a rumores pouco abonatórios para com a SAD, nunca desmentidos.
- Uma política de empréstimo de jogadores incompreensível, que leva a que se percam os valores formados no clube.
- A contratação e manutenção de um treinador que visivelmente não tem as condições necessárias para liderar uma equipa de futebol de primeira linha. ( Os campeonatos que dizem que conquistou, não foi ele: foram os nossos rivais que os perderam e ofereceram ao FCP de mão beijada). Este treinador não é um lider, é medroso e conservador, despreza os jovens talentos, tem suficiente mau feitio para se incompatibilizar com alguns jogadores, sem que tenha a grandeza de alma para depois se reconciliar e aproveitá-los, insiste em meter na equipa comprovadas nulidades, não foi capaz de criar um fio de jogo.
Estes são alguns motivos que me ocorrem para justificar um desastre anunciado. Outros haverá. A solução não depende do governo, da regionalização, ou de outros motivos fora do nosso controle. Depende apenas do clube e dos seus associados e adeptos. Espero que não deixemos cair o FCP no precipício à beira do qual ele se encontra. Ainda se vai a tempo mas as medidas saneadoras são urgentes.
P.S. Este texto não foi escrito sob a emotividade causada pela humilhação sofrida em Londres. Há muito que penso assim. O que se passou no estádio do Arsenal foi apenas uma confirmação do mal estar que afecta o FCP.
COMO VAMOS RESOLVER ESTES ASSUNTOS?

A continuarmos a aceitar esta bagunça, esta insolente promiscuidade, que para certos moralistas (como Rui Rio e outros) só merecem destaque quando os protagonistas são gente do futebol (e do FCP de preferência), nunca o nosso país (povo) saírá da cêpa torta.Não sei quantos mais casos serão necessários divulgar para que os cidadãos se convençam da imoralidade destes costumes. Sermos conhecidos como um povo de brandos costumes pode ser uma fama simpática, mas enganadora, com um pau de dois bicos, e a mim parece-me que não será precisamente a de sermos um "povo pacífico", ou "país civilizado" no bom sentido do termo...
Isto sim, é promiscuidade, é oportuinismo político, absoluta falta de consideração e respeito pelos cidadãos eleitores. Se os senhores políticos ambicionam enriquecer como qualquer comum cidadão, façam-no fora da política, mas nunca através da miscenização e da influência social da actividade.
A política pode (e deve) ser na forma e no conteúdo, uma digna actividade se, e apenas, traduzir a optimização do serviço público. Tal como está agora, é vigarice com múltiplas faces de responsabilidade. Se eu pudesse legislar, era em situações como estas e para com estes protagonistas que agravaria as penas.
30 setembro, 2008
UM PORTO À JESUALDO FERREIRA
Lisboagate
"O jornalista Baptista-Bastos, não. Porque pediu um favor ao poder autárquico. Porque auferiu de um privilégio vedado ao cidadão comum. Que alguém que sempre foi tão moralmente exigente nos seus artigos de imprensa não perceba isto faz-me confusão. Quem, como ele, acredita na nobreza do jornalismo, tem de reconhecer uma cunha quando a vê. E, sobretudo, deve reconhecê-la quando a mete."
aqui
Faz o que eu digo não faças o que eu faço. :->
DE DERROTA EM DERROTA, ATÉ O QUÊ...?
Mais uma derrota para Rui Rio. Mais uma derrota também para os seus amigos e apoiantes. A derrota pertence-lhes por inteiro e colectivo.Meia decisão correcta
Apesar desta boa decisão, o Governo parece continuar a insistir numa redundância que será aquela ligação Senhora da Hora – Hospital S. João. Mas isso são outras histórias.
29 setembro, 2008
Não esquecer o centralismo
As notícias dos jornais dão-nos diariamente exemplos deste centralismo estúpido. Pego numa pequena e anódina notícia de há dias, que nos diz que a Câmara da Feira, com problemas para tratar dos seus lixos, não vai aderir à Lipor, situação que provavelmente seria a mais conveniente. E não vai simplesmente porque a Lipor, já não tendo de momento capacidade para receber mais lixo, precisaria de autorização do Sr.Ministro do Ambiente para ampliar as suas instalações. Significa isto que um problemas exclusivamente regional terá de ser tratado na capital a centenas de quilometros de distânncia, apreciado e resolvido por burocratas que provavelmente se estão borrifando para a região do Porto e que, no mínimo, não terão a menor sensibilidade para os problemas que não lhes digam directamente respeito.
É bem verdade que a regionalização contribuiria para aproximar os decisores e as populaçãoes a quem as decisões afectam, mas isto, porque é uma diminuição dos poderes de toda uma legião de burocratas enquistados em Lisboa, tem levantado e continuará a levantar a resistência de quem não está interessado em perder mordomias.
Ainda sobre Televisão e o que se faz com ela
28 setembro, 2008
Comentário/resposta do amigo b).
CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA-Tudo dentro dos conformes...
27 setembro, 2008
CORREIO DO LEITOR (jn)
Enviada: sábado, 27 de Setembro de 2008 17:44
Para: 'csantos@jn.pt'Cc: 'leitor@jn.pt'
PRÊÇOS COMBUSTIVEIS (PROTESTO)
O protesto da DECO contra os preços dos combustíveis, marcado para hoje (27), com
o apelo para que ninguém abasteça a sua viatura, caiu em saco roto !
Os Portugueses têm aquilo que merecem ! Senão vejamos:
Os taxistas que tanto reclamam por causa dos preços dos combustíveis, rejeitaram, pura
e simplesmente, aderir ao protesto de hoje, organizado pela DECO!
Vários automobilistas apanhados a abastecer a viatura, e perante a questão de não aderirem
ao boicote, responderam que não valia a pena porque as Gasolineiras têm a faca e o queijo
na mão. Alguns afirmaram “desconhecer” que havia esse pedido de boicote e outros, ainda,
afirmaram que os portugueses são mesmo assim, reclamam, reclamam, mas na altura de
fazer, esquecem e nada fazem para defender os seus justos e legítimos interesses!
Quer dizer que a maioria concorda com este tipo de acções de protesto, mas quando
Confrontados com a aplicação das acções, dizem que não resulta. AH GRANDE POVO
PORTUGUÊS! SÓ TU!
Parafraseando alguém “Eles falam, falam, falam…… mas não fazem nada”
Renato Oliveira
A "FILOSÓFICA" TEORIA DA MERDA
Belo poema de Nely Araujo
26 setembro, 2008
Resposta do comentarista B) ao meu post sobre P. Balsemão
A SIC é uma espécie de prostituta mental: fornece aquilo que os clientes querem ver! Desde que os clientes estejam dispostos a sintonizar os seus receptores na sua cadeia de TV, assim bebendo as toneladas de publicidade escondida que nos vão impindindo e garantindo um negócio de milhões, a SIC fornece. Todos os desejos mais recônditos, mais obscuros, mais negros, mais vergonhosos do espectador, a SIC está disposta a fornecer em termis limpos e descomplexados, sem perguntas nem juízos. Desde que o espectador sintonize, tem o que quer! Aliás, a SIC é uma cadeia que tem feito a sua história a produzir aqueles programas que todos criticam mas que não deixam de ver.
Mas a questão fundamental é a seguinte: de quem é a culpa? Da prostituta que se oferece no meio da estrada ou do cliente que busca os seus serviços? Da prostituta que saceia os desejos ocultos do cliente em troca de bens materiais ou do cliente que procura os seus serviços e está disposto a pagar o preço solicitado?
Naturalmente que a culpa é dos clientes! A SIC limita-se a proporcionar resposta à procura dos espectadores. Convençamo-nos: os espectadores gostam de merda, de degradação e de podridão! Querem ver gente a dizer que tinha relações homosexuais em troca de dinheiro, que bate na mulher, que já traiu o marido, que fez incesto consensual com a filha! Essas pessoas e esses programas são a válvula de escape de toda uma população reprimida sexualmente e moralmente que precisam de ver os outros rastejar para se sentirem bem! A população quer ver isso, quer um bode espiatório, quer uma prostituta que toda a gente critica e em cima de quem toda a gente cospe mas a quem não faltam clientes pela calada da noite, quando ninguém vê.
A ERC não tem nada a ver com o assunto. A ERC não se deve substituir ao Ministério da Educação, que não soube elevar o nível cultural do povo, aos que pais que falharam em dar uma educação superior aos filhos, à sociedade que procura como um todo este género de coisas para expiar os seus próprios pecados. O culpado é o povo que assiste a esses programas e unicamente o povo. Se o povo quisesse documentários sobre a vida dos pinguins do Antártico ou sobre as religiões xamânicas dos Sami, então os concorrentes davam isso e a SIC perdia espectadores.
A SIC é a prostituta e o povo o cliente. De quem é a culpa? Do Polícia que não pode impedir uma actividade legal e que está de giro a velar pela Lei (mas não pelos bons costumes, pois já não vivemos no tempo da PIDE)?
26 de Setembro de 2008 18:41
Vou ao Dragão ver se o Jesualdo já afinou a equipa, por isso não tenho tempo para dizer o que penso sobre a opinião deste leitor B). Para já, adianto que em certos aspectos até lhe dou alguma razão, noutros não.
Menina dos olhos de água-Pedro Barroso
O Homem canta muito bem. É lisboeta, bairrista, mas não é faccioso. Ah...quando chegar à parte que fala do Tejo e das fragatas, basta imaginar o Douro e os rabêlos, e a coisa "digere-se" bem, porque é infinitamente mais belo.
FRASE DA SEMANA
AS TRÊS FACES DE PINTO BALSEMÃO
"Fiquei sem crónica". Foi assim que Graça Franco iniciou o seu artigo no Público de hoje que, por estar reservado aos assinantes do jornal, com muita pena minha não posso aqui reproduzir. Mas valia a pena ler. Não é que o artigo acrescente algo de novo, mas confirma o que escrevi ainda há dias sobre alguns circunstanciais defensores da ética na comunicação social. Só com uma diferença, é que a jornalista (por motivos óbvios) apontou as espingardas para "o guarda fiscal" que é como quem diz, para o Dr. Azeredo Lopes (responsável pela ERC), e eu fiz mira para o Comandante da Guarda, o Dr. Pinto Balsemão!O que Graça Franco escreveu, com visível indignação, foi uma denúncia explosiva do que de mais ordinário a SIC (do Dr. Pinto Balsemão) continua a produzir em matéria de programas, ditos "recreativos". Eu não vi, nem vou ver, acreditem, mesmo que seja para melhor poder avaliar, porque é inútil. Já sei do que a casa gasta. Mas se vos disser que no referido programa se estimulam e "divertem" as pessoas com perguntas de alto nível moral e cultural, como (reprodução da cronista): "por 250 mil € seria capaz de manter relações homossexuais?". Outras: "já traiu o seu marido?", "já bateu na sua mulher?".
Exemplos de programas de "alta qualidade"? "Mais programas de história natural, documentários pesquisados «de forma adequada», notícias que abordem «assuntos caprichosos» de forma justa e séria, melhores comédias «inovadoras» ... e menos telenovelas, ou «exploração de exibicionistas vulneráveis» [em reality shows]", afirmou o responsável máximo da SIC.
Perante isto, apenas me ocorre levantar esta questão: da tripolar faceta da personalidade de Pinto Balsemão, em qual delas podemos nós acreditar? Na de ex-Primeiro Ministro? Na do mais alto «responsável» de um grupo empresarial de comunicação social privada? Ou, na do declamador de discursos moralistas para estrangeiro impressionar?
Afinal, estaremos nós a falar de uma, ou de três pessoas ao mesmo tempo?
PS-As aspas colocadas («») nalgum do fraseado (a vermelho) de Pinto Balsemão são da minha responsabilidade, porque não faço a mínima ideia o que querem dizer.
Conferência sobre Regionalização
A intervenção que para mim foi mais interessante deveu-se a João Cravinho. Dissertou durante longos minutos sobre a estratégia que ele considera a melhor para Portugal: apostar na metrópole polinucleada que vai de Braga a Setúbal, promover a sua coesão e evitar que a ruptura entre a sua parte norte a parte sul se estabeleça. Segundo ele tanto a região Porto como a região Lisboa deviam “desenvolver-se em simbiose” e formar uma faixa atlântica com 7,5 milhões de pessoas que contrabalance Madrid e se transforme na porta de entrada ocidental da Europa. João Cravinho concluiu também que esta estratégia, infelizmente, foi abandonada em favor duma estratégia de desenvolvimento que se consubstancia no eixo Lisboa – Badajoz - Madrid. João Cravinho está errado. Como bem frisou Carlos Abreu Amorim, na assistência, a estratégia defendida por Cravinho nunca existiu e o modelo que privilegia Lisboa é o único que sempre conhecemos como o adoptado.
É sabido que as elites que em Lisboa dominam o Estado há muito têm o projecto de transformar a sua área metropolitana numa região com “dimensão europeia”. Isto é, transformar Lisboa numa urbe com mais de 5 milhões de habitantes a curto prazo. Para isso não se incomodam em sacrificar o país em prol dos seus interesses. A coesão nacional não os comove e nunca os comoveu. Só nós aqui é que, em nosso prejuízo, continuamos a nos preocupar com isso.
Vital Moreira deu uma aula sobre direito administrativo em volta da Regionalização e a sua intervenção não trouxe novidades de maior com a excepção que afinal ele também é a favor da gestão regionalizada dos aeroportos.
Frases Fortes:
“Em matéria de descentralização a unidade não é o ano mas mais a década”
“O afundamento do Norte é o problema mais grave que o País enfrenta em termos de desenvolvimento”
João Cravinho
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“A Regionalização depende do PSD”
“Enquanto a Regionalização depender de referendo as possibilidades de êxito são escassas”
Vital Moreira
P.S. – Devido ao adiantado da hora deixei a Conferência no período de debate com a assistência pelo que não assisti à totalidade da troca de opiniões entre a assistência e os conferencistas.
25 setembro, 2008
Os políticos que temos
Numa das últimas reuniões da Assembleia Municipal do Porto foi votada uma moção que exprimia o repúdio pela autorização concedida em Conselho de Ministros, da transferência para Lisboa de verbas do QREN pertencentes à região Norte. A moção foi aprovada por todos os partidos excepto pelo PS, que se absteve.
Uma abstenção, vejo-a como representando uma de duas coisas, ou mesmo as duas simultaneamente.
- Pode ter o significado de desinteresse pela matéria em votação, isto é, o partido não decide se está a favor ou se está contra, porque o assunto não é considerado suficientemente relevante para ser ponderado de modo a originar uma posição.
- Ou pode significar uma indecisão, que dizer, o partido tem dúvidas sobre a bondade do conteúdo da moção.
Será portanto legítimo concluir que o PS - Porto pensa, sobre o roubo de verbas ao Norte para benefício de Lisboa, mais ou menos isto: "não sabemos se essa atitude é ou não reprovável e temos coisas mais importantes para discutir nas nossas estruturas".
Considero vergonhosa esta abstenção, desclassificando para sempre os políticos responsáveis por esta aberração. O que eles fizeram foi defender o "tacho" ao não quererem contrariar os donos do partido com um voto contra o governo. Como habitualmente, venderam a sua honra por um prato, não de lentilhas, que já não satisfaz, mas certamente de suculenta carne.
No fundo, o que mais me entristeceu é ver mais uma confirmação da impossibilidade de termos a regionalização a curto prazo, na medida em que acredito que para a sua implementação é necessária uma frente comum de todos, políticos e não políticos. Sem unidade não vamos a lado nenhum, pois só assim poderemos vergar o governo, seja qual for a sua cor. Nenhum deles vai querer partilhar poderes voluntariamente, aceitando a regionalização, por muito que proclamem o contrário.
Continuo à espera do "meu" D.Sebastião: um lider que crie um partido de base regional. Haja paciência para esperar!
24 setembro, 2008
Indignação cega e surda
Clicar sobre a imagem para lerHumilhações
Em Agosto de 2005 o ministro Mário Lino assinou, no Porto, um protocolo que “visa o aproveitamento das ondas do mar para a produção de energia, no molhe norte da barra do Douro”. Segundo os jornais, o ministro mostrara-se rendido ao projecto que implicaria um investimento de 2,8 milhões de euros. E nos meses seguintes a central foi existindo nas notícias. Ganhou até nome próprio: CEODouroUm ano depois, em Dezembro de 2006, era aberto aos interessados o “Contrato de fornecimento dos equipamentos da Central de Energia das Ondas da Foz do Douro“. Vieram apoios para a central das ondas do Douro através da Agência de Inovação. A central não existia mas singrava no mundo dos papéis.Contudo em 2007 começou a esmorecer antes sequer de se ter acendido a luz deste “farol da tecnologia”, como lhe chamou um dos administradores duma das empresas envolvidas no projecto. Em meados de 2007 começa a perceber-se que o processo burocrático que rodeava a central caminhava a um ritmo muito menor que as obras que entretanto estão a ser feitas nos molhes do Douro.Na Assembleia da República, o grupo parlamentar do PCP apresentou um requerimento aos ministérios das Obras Públicas e Economia sobre a central das ondas do Douro. Apesar de tudo talvez ainda houvesse futuro para a dita central: em Junho de 2007 ficámos a saber que técnicos chilenos se tinham deslocado a Portugal para “recolher informações sobre o projecto e a construção da central da foz do Douro”. Optimista, o Diário Económico reproduzia declarações de responsáveis portugueses que concluíam que estávamos perante “uma oportunidade para as empresas envolvidas na central da foz do Douro estabelecerem uma parceria para o desenvolvimento de um protótipo conjunto” com os chilenos.Em Outubro a central virtual deixou de existir. Porquê? Simplesmente porque a burocracia não deixou. Segundo declarou o Instituto Portuário e Marítimo (IPM) ao jornal O Primeiro de Janeiro: “Trata-se de um projecto muito específico e complexo (…) que exigiria uma articulação muito rigorosa entre as duas obras, implicando uma definição atempada das suas interacções mútuas, para que não se verificassem atrasos e sobrecustos.”Por outras palavras, as dezenas de técnicos, directores-gerais e presidentes de vários institutos e ministérios não conseguiram articular entre si as obras dos molhes do Douro e da central das ondas. E o que é espantoso é que o IPM confessa que se desistiu porque não conseguiram fazer uma articulação “muito rigorosa entre as duas obras”. Ou seja, o rigor é aos olhos destes senhores algo de excepcional e inatingível.
Helena Matos
*PÚBLICO, NOVEMBRO 2007


