05 fevereiro, 2010

Bom fim de semana

Este é o país de facto. O resto é treta.

Lei de bases do sistema desportivo é como o país:um bluff!

Das duas, uma. Ou as mais altas autoridades do país andam distraídas, ou a fasquia da soberba é tão grande que as impede de ver o maior crime cometido «a céu aberto» levado a cabo   pelos próprios representantes da "justiça" desportiva. Tamanha cegueira, espanta e  contrasta flagrantemente com o empenho demonstrado pelas mesmas autoridades no levantamento de Processos como o Apito Dourado e outros correlacionados com o FCP ou com a cidade do Porto, o que nos dá total legitimidade para pensarmos que a corrupção na justiça desportiva é mais do que uma suspeita, é um facto.

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Ps-Atentem no Artº. 5 que fala sobre Ética Desportiva, mas por favor, sem se rirem...

Impor jejum com a barriga cheia

Manuel Carvalho, do PÚBLICO, costuma escrever uns artigos muito interessantes. No jornal de hoje, no entanto, salta para o comboio dos detractores de AJ JARDIM e junta-se à pancadaria que a generalidade dos jornalistas gosta de dar ao presidente do governo da Madeira. Fico a pensar se "bater" em AJJ dá pontuação positiva aos jornalistas.

MC argumenta que a Madeira tem o segundo maior rendimento per capita de Portugal (sendo que o maior é obviamente o de Lisboa) e que portanto é normal que fique a perder nas transferências financeiras. Desta afirmação nasce irreprimivelmente o desejo de questionar por que razão a Madeira tem que refrear os seus apetites emquanto Lisboa pode continuar a "comer" à vontade!

MC tem depois uma afirmação justa mas da qual extrai a conclusão errada. Diz ele que "num país justo , seria uma injustiça que a parte pobre financiasse a parte rica". Tem toda a razão, mas não reparou ainda que é precisamente isso que acontece no Continente, com Lisboa/Vale do Tejo a ser financiada pelo resto do país? O governo faz-me lembrar um chefe de família à mesa com os seus dependentes, tendo o seu prato cheio de comida , apontando para o que resta num tacho quase vazio, e explicando que os tempos são de crise e que portanto é indispensável apertar o cinto. Antigamente dizia-se que o exemplo tinha de vir de cima, mas parece que caiu em desuso.

04 fevereiro, 2010

Alberto João Jardim, o Pinto da Costa da inveja política

Paulo Martins, do JN, faz na sua crónica de hoje, uma curiosa analogia entre a Madeira de Alberto João Jardim e a Gália do famoso Astérix da banda desenhada. Chama-lhe «irredutível», como ao herói galês e critica-o por se recusar a apertar o cinto em solidariedade com o resto do país e por continuar a exigir do Estado central mais dinheiro.

Para não variar, Manuel António Pina, escolheu o mesmo tema e protagonista na sua diária coluna de opinião: Alberto J. Jardim. Estranho unanimismo este. Estranho, porque a montante dos hábitos aparentemente chantagistas de AJJ, reside outra chantagem endémica do Governo Central sobre o resto do país [principalmente com o Porto e a região Norte], no cínico e incoerente discurso de coesão nacional, em total contradição com práticas de poder pornograficamente centralistas. Não há qualquer moral nestas flechas de censura dirigidas contra AJJ sem antes se equacionar o que seria da Madeira sem a autonomia e sem um Homem como AJJardim. Muito provavelmente, seguramente, mesmo, estaria mais pobre e abandonada que o Porto e todo o Norte profundo. 

Em condições de governabilidade respeitáveis, podiam fazer algum sentido as críticas a A.J.Jardim. Sucede que, a governabilidade em Portugal não só não é respeitável, como é indecorosa e fragmentária. Por isso, e porque AJJardim tornou [como escreve o jornalista Paulo Martins] a Madeira na região do país mais rica da média nacional, com 98%  do PIB da média europeia, o líder madeirense não está mais do que a copiar  o estilo chantagista dos sucessivos governos centralistas, com uma diferença abissal: acrescenta visíveis benefícios para o povo madeirense.

Se o Governo Central pode desviar fundos do QREN do Norte para Lisboa porque não pode a Madeira tomar medidas semelhantes? Será que os autores destes artigos detectaram alguns sinais de preocupação da parte do Governo Central para com a nossa região que nós não tenhámos percebido? Ou será apenas uma questão de «moda», diabolizar AJJardim? Não creio. Penso que será mais uma questão de má consciência e a necessidade de atacar um homem temido por simbiose ao politicamente correcto. Tal como fizeram e fazem com Pinto da Costa...

03 fevereiro, 2010

Talibans, precisa-se!

O país está a saque. O Governo é a cloaca que sabemos, a Procuradoria navega entre um mar de incompetências e um lodaçal de arbitrariedades, o Presidente da República não passa de um corta-fitas, a Assembleia da República é uma espécie de SONAE improdutiva com empregados preguiçosos e bem pagos, e o Porto assiste a tudo isto impotente e enfermo. Que mecanismos democráticos nos podem valer? Eu digo. Nenhuns!

Desportivamente, a Justiça está entregue a autênticos bandidos protegidos por togas encarnadas. A Justiça em causa própria, é feita nas barbas de todo o país, sem que nada nem ninguém se indigne ou interfira. É de supor que, estejam à espera de algum acto tresloucado da nossa parte para porem termo à bandalhice. Pois, se assim é, que não tarde, porque isto já começa a ultrapassar os limites da tolerância . Por este andar, temos estes "PIDES" do pós 25 de Abril a entrar dentro das nossas casas a afirmarem que ela e tudo o resto lhes pertence.   

Talibans, precisa-se, para defender o Porto. É que o telefone da Democracia não atende e nós precisámos de respirar.

02 fevereiro, 2010

Ataque centralista ao Braga começou. Pode ser que lhes sirva para abrirem os olhos


Quem fala verdade? Você sabe?

Neste ambiente de profunda describilidade política e social em que uns vivem, outros fazem por viver e outros ainda fingem que vivem, ninguém é totalmente inocente. É impossível. O desenvolvimento das sociedades foi mais tecnológico do que social, o que fez com que, para sobreviver, o homem, mesmo o mais nobre, tivesse [e ainda tenha] de recorrer a métodos de competitividade obscuros e desleais em relação ao outro. Neste aspecto concreto, ainda acusámos hábitos medievais, só não gostámos é de o admitir talvez para não nos chocarmos com uma realidade que pouco nos distingue dos animais selvagens.

É, a partir  desta realidade, contabilizados os grandes escândalos protagonizados por agentes políticos e judiciais e descontados os que nunca chegaram ao conhecimento público, que devemos apreciar a imensa hipocrisia com que a comunicação social centralista tem tratado Pinto da Costa.

Não há nenhum portista honesto que defenda Pinto da Costa por estar convencido que ele é o homem mais sério do Mundo, porque, acreditar nisso, seria igual a pensar que é possível a um Homem ser absolutamente honesto durante uma vida inteira numa sociedade injusta e desonesta como é a nossa. Não é exclusivo de Portugal, mas infelizmente nós costumamos ser "bons" a copiar dos outros os piores exemplos...O grande trunfo de Pinto da Costa foi perceber que para lutar  com a concorrência e  vencê-la teria de usar da astúcia e do confronto aberto. E nisso, ele foi melhor do que todos os adversários, porque no passado como agora no presente, ele tinha e continua a ter, toda a prole de viciados centralista contra ele e o FCPorto, como aliás está bem à vista. E é exactamente por isso, mais a sua capacidade de liderança, que é idolatrado pelos portistas.

Mas, a minha ideia de momento, não é falar de Pinto da Costa. Apenas o citei como exemplo para dar uma noção realista da profunda hipocrisia da sociedade no que respeita a questões de seriedade e transparência. Hoje, o tema é Mário Crespo e a censura que aparentemente o director do JN sobre ele exerceu. A mim, o caso não me surpreendeu, porque não é de hoje que percebi o low profile de José Leite Pereira e o sentido centralista que imprimiu ao histórico jornal nortenho. É um yes man típico. Um videirinho bem falante que tenta fazer pela vida procurando dar-se com Deus e com o Diabo.

E, qual é o problema então? O problema, é que, com o histórico deontológico que conhecemos dos media, temos de estar de pé atrás em relação a tudo, incluindo  este caso de aparente censura. Mário Crespo, enquanto jornalista, amadureceu e "melhorou" com o passar dos anos. No entanto, a SIC a estação de TV onde trabalha, não é o exemplo de Democracia que quer fazer parecer. É uma estação de duvidosa reputação, o que só por si constitui de certa maneira algum entrave à credibilidade do jornalista. Depois, há um detalhe que corrobora a minha desconfiança. É que, Mário Crespo por razões que só ele saberá explicar, não hesitou em identificar o nome dos políticos que supostamente contra ele conspiraram com epítetos impróprios para órgãos superiores do Estado, mas não o fez com o director executivo da estação de TV com quem partilhavam o «convívio», o que denota medo, ou um sentido corporativista/oportunista de frontalidade.Por outro lado, e apesar de ter na pior conta a classe política, pela imprudência revelada  noutros casos, muito alto devem ter falado para que, quem estava próximo, pudesse ouvir a conversa de fio a pavio para depois a poder denunciar. 

Este país não pára de nos surpreender. Ou melhor, a qualidade das «pessoas» mediáticas deste país...



01 fevereiro, 2010

Os métodos do 31 de Janeiro

Fonte: http://cidadesurpreendente.blogspot.com/

Ontem andaram por cá os senhores Sócrates e Cavaco a propósito de uma daquelas comemorações irrelevantes em que todos os regimes são pródigos e usam como exercícios de autolegitimação. O responsável directo por um dos orçamentos do estado e plano de investimentos da administração central mais desfavoráveis e discriminadores do Porto, tratando-o como uma região de terceira classe e perpetuando-lhe a pobreza, apesar de congregar 18% da população e ser cabeça da região mais populosa do país e aquela que ainda mais exporta e cuja economia é a menos "alavancada" pelo estado, teceu as habituais loas ao Porto que estes bonifrates do centralismo sempre evacuam quando cá vêm .

Fonte: http://cidadesurpreendente.blogspot.com/

Estes senhores mereciam que reactivássemos os mesmos métodos dos insurrectos do 31 de Janeiro, incluindo o da pólvora. Mas tal como na aventura ontem muito hipocritamente incensada, isso teria que ser tarefa de meia dúzia de corajosos e à revelia das "elites" locais e dos que têm horror a que se faça ondas.

P.S. Temos todos que seguir o exemplo do cidadão que acima exige "Outra República". Sempre que os bonifrates cá venham devemos ir para a rua gritar "Morra o centralismo!"

31 janeiro, 2010

O "esquecimento"

Todas as vozes, oficiais, semi-oficiais, ou de credenciados comentadores, que pretendem enumerar os males de que padece Portugal, são praticamente unânimes. Cita-se a Justiça, a desgraça que é o Ensino, as leis penais que defendem mais o criminoso do que a vítima, e mais uns quantos factores. Praticamente toda a gente está de acordo, com a aparente excepção dos sucessivos governos que dão a impressão de pensar que está tudo bem e nada haverá a melhorar.

Esta enumeração peca pelo "esquecimento" de um dos factores que contribuem para a actual situação pantanosa de Portugal : a excessiva concentração de investimentos e actividades económicas induzidas na região da Grande Lisboa, em detrimento do restante país. Compreende-se o "esquecimento" por parte dos beneficiários da situação,pois obviamente o seu interesse é que ela se eternize, e deliberadamente estabelecem a confusão entre o que chamam de "interesse nacional", e aquilo que na realidade é : o favorecimento de uma população que não vai além dos 35% do total de portugueses, e simultâneamente " vender" favores a todos os "clientes" que gravitam à volta do poder. Os sucessivos PIDDAC´s inegavelmente demonstram o descarado favorecimento daquela região. O de 2010, agora conhecido, é mais uma (desnecessária) confirmação.

Mas se o comportamento dos "colonizadores" é lógico e compreensivel à luz da sua finalidade -arrebanhar o máximo de vantagens materiais e assim contribuir para o seu próprio comparativo alto nível de vida - já a atitude dos "colonizados" é incompreensível. Faz-me confusão esta nossa apatia que um dia aqui comparei à resignação do gado a caminho do matadouro. Parece que sofremos colectivamente de um misto de estupidez e ignorância. Parece que não compreendemos o que nos está a acontecer. Damos mostras de aceitação resignada de que somos impotentes e incapazes de lançar o equivalente ao "grito do Ipiranga".

Quero acreditar que os povos do Norte apenas têm a capacidade de reacção adormecida, mas falta-nos um líder capaz de os despertar e comandar-nos na revolta cívica que se impõe. Por muito que receie que este anseio seja o mesmo que esperar por D. Sebastião, continuo a ter esperança .

Entretanto, e se servisse para alguma coisa, deixaria aqui um apelo. Que para contrabalançar o "esquecimento" dos centralistas sulistas e dos "assimilados", todos aqueles nortenhos que têm voz, sejam individualidades ou entidades colectivas, não se cansem de proclamar alto e bom som e sem desfalecimento, que o actual modelo económico que consiste em concentrar recursos financeiros e humanos apenas na capital é, além de injusto e castrador da maior parte do país, um modelo que contribui para as nossas presentes dificuldades e que, lá mais para a frente, constituirá a semente que causará o esfacelamento do país tal como o conhecemos hoje. O que, bem vistas as coisas, se calhar até seria uma grande coisa!

Bom domingo

31 de Janeiro de 1891. Terá valido a pena?

Faz tempo, muito tempo mesmo, que interiorizei convictamente que o defeito dos maus governos tem mais a ver com a qualidade da massa humana de que são compostos, do que propriamente com as ideologias.
Por esta altura, torna-se tão fastidioso rebater a tecla dos perigos da Ditadura como a lengalenga de lembrar que a Democracia é o pior dos regimes à excepção de todos os outros. Apesar de tudo, a Ditadura é mais conclusiva, ou seja, sabemos que o Poder é exercido à "força" por um só homem e seus fiéis servidores, e que o Povo não tem voto na matéria. Ponto.
A Democracia é aparentemente mais respeitadora dos direitos e liberdades dos cidadãos, mas é ao mesmo tempo mais ambígua e enganadora. A forma como os cidadãos votam e elegem quem os irá representar está longe de ser fiável dado o desconhecimento absoluto que têm dos mesmos. Por sua vez os partidos políticos não veículam, como seria de esperar, a voz do Povo mas sim os interesses dos respectivos aparelhos.
Dito isto, estou-me nas tintas para a República e para a Monarquia. Lutar por um ou outro regime, é igual [ou quase], se a massa humana dos respectivos governos fôr imprestável. Que me importa a mim ter um Rei ou um Presidente como representante máximo da hierarquia do país se ele se mantiver ingovernável como o nosso? Haveria algum português do povo/povo que se incomodasse muito de viver numa monarquia como, por exemplo, a Suécia, a Noruega, a Dinamarca ou mesmo a Holanda, se tivesse o mesmo nível de vida dos povos destes países? Estou convencido que não. O mal, está na qualidade de quem Governa. Quem governa mal, terá «mau» povo, quem sabe o que está a fazer e sabe dar bons exemplos acabará por gerar um grande povo, um povo cumpridor e civilizado. O nosso problema está única e exclusivamente nos nossos governantes. Quem contestar tal realidade, estará por qualquer razão que só ele saberá, apenas a branquear e a contribuir para a manutenção do status quo da mediocridade regimental .
Vem isto a propósito das comemorações da implantação da República que hoje, 31 de Janeiro de 2010 cumpriria 119 anos caso a primeira tentativa de 1891 não tivesse fracassado. Há quem defenda que não passou de uma revolta de amadores. Há quem afirme que foi uma revolução. Não sei bem distinguir a fronteira entre uma coisa e a outra, apenas respeito quem defendeu a causa republicana com profunda convicção e pelo facto da monarquia revelar manifestos sinais de fragilidade. Por esse tempo o povo sentia a pátria e ainda acreditava que podíamos fazer frente aos ingleses. Por isso se indignou com o ultimatum que foi feito a Portugal e com a subserviência revelada pelo governo monárquico. Há quem defenda que o primeiro golpe republicano falhou porque as tropas municipais de cujo apoio os revoltosos contavam, foram aliciadas, pouco tempo antes com um aumento do pré. Não sei bem de que lado estava a razão, o que sei, é que nenhum povo se revolta quando está bem. Mas sei também, que não é por se mudar o nome às coisas que um país renasce das cinzas e se levanta.
Se a Monarquia falhou, falhou também a República, como agora está a falhar a Democracia, o que reforça a minha tese de que, não são os regimes os maiores responsáveis pelos fracassos governativos, mas sim a qualidade da gente que os desempenha. É urgente, fundamental, imperioso que o Povo exija dos seus governantes a excelência. Então sim, podemos talvez sonhar com um excelente país.
Nota:
Ora digam lá se este pedaço de texto extraído de uma crónica de Germano Silva no JN, da autoria de Dionísio Santos Silva não encaixa como uma luva na realidade actual do Porto: "não basta para o movimento ter sucesso, que os militares saiam à rua com as armas na mão, é preciso que sintam o apoio do Povo e, para isso, é mister mentalizar as massas, formá-las no ideal republicano*, o que só será conseguido através das colunas de um jornal, que tome a dianteira aos demais já existentes. Assim nasceu o jornal A República Portuguesa...
*onde se lê republicano devia ler-se agora regional/democrático

30 janeiro, 2010

Humilhados e Ofendidos

Já há quase dois anos que aqui referi as poucas vergonhas que rodearam o financiamento do estádio do benfica. Baseei-me em revelações feitas por Miguel Sousa Tavares, a quem a C M de Lisboa sempre recusou facultar cópia dos contratos entre a edilidade e o benfica, mas que ele conseguiu através de outra fonte. Foram assim revelados os atropelos cometidos, os favores ilegais concedidos ao clube, as infracções lesivas do interesse público. Porque se tratava do clube do regime, a comunicação social furtou-se a dar relevo ao assunto. A mesma CS que, não se esqueça, atacou repetidamente o FCP e o crucificou na praça pública, com a alegação de ter sido beneficiado pela CM do Porto ( no tempo de Fernando Gomes e de Nuno Cardoso) aquando da construção do Dragão. Não posso esquecer também que estes ataques foram criados e estimulados por Rui Rio, na sua ânsia de protagonismo pessoal e de ódio ao FCP.

As instituições judiciais às vezes surpreendem-nos, mas a verdade é que o assunto voltou à baila, desta vez baseado em inquéritos da Inspecção Geral de Finanças e (mais significativo) da PJ, que concluem pela existência de ilìcitos no financiamento do benfica. Tendo em conta experiências do passado, possivelmente não dará em nada, e certamente que a CS tratará de não fazer ondas e de deixar cair o assunto o mais discretamente possivel, como é habitual. Prevejo que a impunidade e a protecção mafiosa ao clube do regime vão continuar, mas nós, portistas
continuamente humilhados e ofendidos, temos a obrigação de dar o maior relevo posssivel às escandalosas e ilegais facilidades concedidas aos auto-intitulados paladinos da transparência, que se traduziram num roubo de 65 milhões de dinheiro público.

Este post pretende ser uma pequena contribuição a essa finalidade.

27 janeiro, 2010

Pinto da Costa punido por falar...Ah, ah, ah, ah!

Bem, já não há adjectivos para qualificar a baixeza e falta da carácter do Presidente da Comissão Indisciplinada da Liga. É o cúmulo da afronta. Só lhe falta soltar os cães sobre Pinto da Costa!
Se eu fosse Pinto da Costa, a partir de agora não me limitava a falar, berrava! Dava entrevistas em tudo o que é jornal e televisão - para os ajudar a subir a facturação - e esperava para ver o resultado...

É urgente de uma vez por todas testar a autoridade deste vigarista e de quem lha tem facultado. Assim, será mais simples descobrir o rosto de quem lhe tem largado a rédea para andar à solta como um cão vadio [sem ofensa para os cães vadios].

A partir daqui vale tudo.

Não digam que não avisei o sr. Presidente da República.

26 janeiro, 2010

Sentir, não é especular nem espectacular

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[extraído do JN/Sérgio Andrade]

A solidariedade da Hipocrisia benfiquista...ou

... dois em um? Toma lá "solidariedade" mais um pacote de publicidade.
Viram o que eu vi? Viram como se monta o maior espectáculo de hipocrisia dentro de um estádio de futebol sob a capa de solidariedade? Não? Pois, aconteceu ontem com a máxima pujança, no diabólico estádio da Luz. Pouco tempo antes, tinham insultado, provocado jogadores do FCPorto e apedrejado o carro onde seguia Pinto da Costa. Não o mataram porque não calhou, mas pela avaliação que costumam fazer sobre as asneiras próprias, devem ter considerado o acto uma simples brincadeira inconsequente... Uns mêses antes, tudo fizeram para prejudicar o FCPorto e ganhar o Campeonato na Secretaria da UEFA. Conspiraram, filmaram, produziram livros, tudo fizeram para destruir o nosso clube. Num passado ainda recente partiram a cabeça a um jogador nosso de hóquei em patins, e nada. Incendiaram um autocarro do nosso clube, tudo dentro da normalidade... Qual investigação, qual punição qual quê. É contra gente do Porto, podem malhar à vontade.
Há certos puritanos [que se dizem portistas] que pensam que isto se resolve fazendo como a avestruz, enfiando a cabeça no buraco e deixá-los continuar a malhar. Nós é que não podemos reagir. Quem provoca e agride primeiro passa, quem reage come. Ou então, o que é mais patético, sugerem que esperemos que seja a Justiça a resolver estes assuntos. Então não resolve? Tem-se visto, e provado... Neste caso, fazem de conta que não percebem que em Portugal a Justiça anda de rastos e que está completamente minada por gente ligada ao Benfica responsável pela divulgação das escutas e do segredo de Justiça. Mas, fazem de conta que não percebem... Estranhos moralistas estes.
Na justiça desportiva, é a mesma coisa. Na liga temos um homem promíscuo, do partido de Rui Rio, a "liderá-la", e que é [imagine, Sr. Rui Rio], simultâneamente Presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis... Curioso, andarei a ouvir mal, ou será que ainda não ouvi mesmo o Dr. Rui Rio a pronunciar-se sobre esta promiscuidade? Tudo simples coincidências ou silêncios com enigmas?
Sou uma pessoa, como qualquer outra. Tenho sentimentos afectuosos e ácidos. Procuro geri-los o melhor que sei tentando ser uma pessoa "normal". O que não serei nunca é hipócrita, ou politicamente correcto, que vai dar ao mesmo.
No post anterior, escrevi o que me vai na alma, e não estarei enganado se advinhar que o meu sentimento é partilhado por milhares de portistas [e não só]. Neste momento, nenhuma castástrofe em Lisboa me levaria a dar um só passo para os ajudar. A minha generosidade, não é cega nem surda, é racional. Nunca estenderei a mão a quem me tentou assassinar, mesmo que indirectamente. Isso, é para as novelas.

25 janeiro, 2010

Haiti, Lisboa, e os castigos de Deus...

No rescaldo da tragédia do Haiti, a multidão de sobreviventes reuniu-se junto aos destroços num acto redentor de fé cristã para pedir perdão a Deus. Ouviam-se pessoas, muitas das quais porventura inocentes, arrependidas a rezar e clamar perdão pelos crimes cometidos.
Antes do terramoto, reinava a violência e a criminalidade nas ruas de Port aux Prince e era tanta e tão frequente que levou a população a atribuir à calamidade um castigo de Deus.
Mal comparando, subitamente, dei comigo a fazer uma analogia do "peso de má consciência" haitiano com o do lisboeta caso o terramoto de 1755 tivesse agora outra réplica. Lisboa, está situada numa zona de alto risco sísmico.
Neste momento, nem numa tragédia dessa dimensão seria capaz de lhes estender a mão. Os meus sentimentos com aquela parte do país estão na fronteira entre o desprezo e o ódio. Não tenho como escondê-lo, nem quero.
Oxalá, a má sorte dos haitianos não se repita em Lisboa, porque não serei eu que darei um passo para os ajudar, ao contrário do que faria com qualquer povo, em qualquer lugar do Mundo, até a um animal.
Duvido mesmo, que numa hora trágica como essas, o medo ou a cobardia lhes despertasse a humildade para reconhecer as malfeitorias escabrosas que andaram a fazer ao resto do país, principalmente ao Porto e ao Norte.

A alternativa dos gestores

Um artigo no PUBLICO de ontem focava a actual organização da CP e as suas consequências para os utentes. Há uns anos a empresa resolveu dividir-se em quatro "unidades de negócios" que funcionam numa lógica de empresas distintas e, pior do que isso, de costas voltadas umas para as outras . São elas : CP Lisboa, CP Porto, CP Regional, e CP Longo Curso. Um dos exemplos dados pelo estudo efectuado pelo jornal, refere-se a uma viagem entre o Bombarral e Vilar Formoso, que há 40 anos demorava 10 horas e fazia-se com apenas um transbordo, e que hoje demora 14 horas e implica utilizar cinco comboios! Outra situação corrente é a impossibilidade de adquirir um único bilhete para viagens que terminem na área duma unidade de negócios diferente daquela em que se iniciou. A CP parece achar natural que cada uma delas venda apenas a fracção da viagem que lhe corresponde. Aliás isto nem sempre é assim, pois pode acontecer que de A para B tenha de se comprar vários bilhetes parcelares, mas no regresso de B para A o utente tenha a boa surpresa de ter a possibilidade de poder adquirir uma única passagem! Será facil imaginar todos os incómodos resultantes da existência de quatro empresas, num território minúsculo como é Portugal, que não se preocupam em sincronizar a sua oferta de serviços , isto para já não referir o capítulo da eficiência. Do ponto de vista de estricta gestão, é possivel que a existência destas unidades de negócios tenha vantagens, mas não houve capacidade de evitar as consequências negativas para aqueles para quem a CP é suposta trabalhar: os seus utentes. Também não se vê preocupação em corrigir o que está mal. E depois queixa-se a empresa de perder passageiros!

Há quem pense que não se deveria levantar problemas deste tipo, que seriam atitudes "derrotistas" próprias de mentes que exultam com o "bota-abaixo", e se comprazem em vincar "os aspectos negativos da realidade" , em vez de realçar o que temos de bom. Será assim?

Eu vejo a questão de um modo muito simples. Em termos simplificados, as pessoas que são nomeadas para dirigir empresas estatais de serviço público como é a CP, têm dois caminhos à sua frente. Ou:
a) Procuram fazer uma gestão profissional de qualidade que, sem descurar o aspecto económico do negócio, tenha como uma das principais finalidades a oferta aos seus clientes de um serviço com um mínimo de qualidade.
Ou:
b)Interessam-se basicamente pelo benefício dum salário normalmente desproporcionado com a realidade económica do país, mais as generosas mordomias que incluem gratificações princepescas ao fim do ano, e fazem a sua comissão de serviço calmamente, sem stress, sabendo que, façam as asneiras que fizerem, terão como recompensa adicional uma ulterior transferência para uma "teta" ainda maior. Pergunto. Qual destas duas é a atitude certa? A resposta fica ao critério de cada um.

APELO AOS COMENTADORES DESPORTIVOS PORTISTAS

Caros portistas, portuenses e amigos,

Rui Moreira, Pôncio Monteiro, Guilherme Aguiar, Manuel Serrão* e José Fernando Rio*, colaboradores dos seguintes programas desportivos:`
Trio de Ataque / RTPN, Prolongamento /TVI24, O Dia Seguinte /SICNotícias e A Bola é Redonda/ Porto Canal*

Até ao momento em que lerem ou tiverem conhecimento do teor deste post [que não posso saber quando será] considero-vos portistas, portuenses e amigos. Desenterrarei inevitavelmente o "machado da paz" se verificar que continuam a participar nos próximos programas como se nada de anormal e grave tivesse acontecido com o nosso clube
Creio ser chegada a hora [já tardia, quanto a mim] de tomarem uma posição conjunta de repúdio por tudo quanto continua a ser feito contra o FCPorto, adeptos e dirigentes. Essa posição só pode ser o abandono das vossas prestações nesses programas. Tenham paciência, esqueçam por algum tempo os cachets, porque o dinheiro não é tudo na vida, nem se pode substituir a questões de carácter e de honra.
No actual contexto, a manutenção da vossa presença em tais programas, ao contrário do que possa parecer, não será mais um sinal de solidariedade dos interesses do Futebol Clube do Porto, mas tão só uma mera manifestação de cumplicidade na realização de um circo criado para vos ridicularizar e ridicularizar o nosso clube. Por mais que se esforcem, as vossas opiniões embora livres acabam sempre por ser distorcidas em benefício dos clubes centralistas, o vosso tempo de antena é frequentemente manipulado a bel prazer das régies e os senhores parecem não se importar. Essa manipulação poderá, em certos casos, não ser muito evidente, mas noutros é-o, e de modo despudorado. Os vossos argumentos podem ser bons, mas são logo arrazados no programa ou noticiário seguinte com mais uma notícia venenosa sobre o nosso clube. Os senhores, não estão entre amigos e parecem não acreditar nisso.
Esta política cínica de contra-informação só não acontece no Porto Canal, [pelo menos, por enquanto], razão pela qual considero ser a única estação de televisão e o único programa do género onde vale a pena manter a colaboração dos adeptos portistas.
Se entenderem levar a ideia avante, podem estar certos que não passará de dar um passo atrás para dar dois ou três mais adiante e prestarão com isso um precioso contributo ao nosso clube. Se continuarem, não só acabarão por perder credibilidade junto da massa associativa e adeptos, como serão ridicularizados.
Decidam-se. Em nome do FCPorto.


Post aberto ao Sr. Presidente da República

Exmo. Sr. Presidente da República,
Parti de um raciocínio simples para me dirigir a V. Exa.
Se o YouTube serviu para publicar escutas de conversas que estão sob segredo de Justiça, a blogosfera também pode servir para me dirigir ao Presidente da República sem grandes formalidades e - o que é mais importante para mim -, sem pesos na consciência de cometer qualquer ilegalidade.
Se V. Exa. pretende terminar o seu primeiro mandato no cargo mais alto da hierarquia nacional provando aos portugueses que Portugal é o tal país uno e coeso que gosta de citar nos seus discursos, faça-lhes um favor: demita imediatamente o senhor Procurador Geral da República.
Estatutariamente, em Portugal, a figura de V. Exa. pouco mais é do que simbólica, mas assim mesmo dispõe de alguns poderes, sendo seu dever cumprir e fazer cumprir as funções que a Constituição lhe conferem. O ponto1 dessas funções diz o seguinte:
«O Presidente da República é o Chefe do Estado. Assim, nos termos da Constituição, ele "representa a República Portuguesa", e é o Comandante Supremo das Forças Armadas.
Como garante das instituições democráticas tem como especial incumbência a de, nos termos do juramento que presta no seu acto de posse, "defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.»
Reza também no ponto 3 dessas funções que:
«No plano das relações com a Assembleia da República, o Presidente da República pode dirigir-lhe mensagens, chamando-lhe assim a atenção para qualquer assunto que reclame, no seu entender, uma intervenção do Parlamento.»
Considerando a extrema gravidade do cenário repetido de violência contra dirigentes e jogadores do Futebol Clube do Porto cada vez que se deslocam a Lisboa, sem que as autoridades civis e desportivas tomem as respectivas medidas de segurança, de repressão e investigação, contrariamente ao que acontece quando os suspeitos de actos semelhantes são supostamente adeptos do FCPorto, começa a ser escandaloso o silêncio a que são remetidos tais actos por parte das instâncias judiciais.
Caso V. Exa. continue a distanciar-se destes acontecimentos como se não tivessem ocorrido, será de sua exclusiva e única responsabilidade toda e qualquer manifestação revanchista de violência que eventualmente possa emergir quando a equipa e os dirigentes do Benfica visitarem o Porto para disputarem os jogos do campeonato.
Acresce - caso V. Exa. não tenha ainda percebido -, que há um homem com funções directivas e disciplinares na Liga Portuguesa de Futebol, que deveria ter sido há muito exonerado do cargo por ser pessoa altamente sectária e desonesta para o exercício do cargo, por ter semeado ódio e violência inerentes às decisões discriminatórias que tem tomado contra o FCPorto, que raiam o foro da provocação e da criminalidade pura. Este homem devia estar na cadeia. Chama-se, caso não o saiba, Ricardo Costa.
Recorrendo ao articulado 3, pode V. Exa., se o entender, enviar à Assembleia da República um aviso sério sobre estes acontecimentos exigindo mesmo intervenção parlamentar. Se não o fizer, será V. Exa., como acima afirmei, o responsável maior por todas as consequências do que puder vir a acontecer.
A opção, está nas suas mãos.

24 janeiro, 2010

Correio do Leitor /JN (enviado por Renato Oliveira)

Data: 01/23/10 22:43:52


ASSUNTO: Página do Leitor


O PAÍS E O DESPORTO ESTÃO NO CAOS

Afirmou o presidente do benfica que o mesmo é Portugal! Será por isso que o País está no estado em que está?

As atrocidades que a equipa do regime vai fazendo sem que os doutos inteligentes da c.disciplinar da liga de Futebol, seja capaz de os parar, como os ataques nos túneis, mesmo dentro do terreno de jogo e através da comunicação social, onde se atira para os YouTube, através do canal vermelho, como no antigo regime, escutas que deviam estar há muito tempo destruídas, de acordo com o sr.PGR!

Entretanto, a comissão disciplinar da liga de futebol decide o caso do túnel vermelho até final de… Fevereiro!!!

Quer dizer, Hulk e Sapunaru não têm direito ao emprego? Onde está o senhor do sindicato?Os mesmos estão suspensos preventivamente há mais de 1 mês e deverão assim continuar, na melhor das hipóteses,por mais dois meses!!!

Durante um jogo de futebol, jogador que dê uma cotovelada no adversário, se não for jogador do benfica (porque atépode dar pontapés no adversário durante o encontro que não é penalizado), é expulso e leva 2 jogos de castigo (15 dias)!

No caso do túnel, dizem os douto-disciplinadores, a pena pode ir até 18 meses!!!

A PIDE NÃO FARIA MELHOR!!!

E já agora que falamos em escutas, pergunto se haverá no País um “cérebro” que coloque no YouTube, as escutas feitas a L.Filipe Vieira, com este senhor a escolher árbitros e decidir mudar de terreno de jogo do Estoril para o Algarve, entre outras “manigâncias” que eventualmente, no futuro, se irão descobrir?

Até no futebol o CENTRALISMO quer dominar contra o único baluarte do futebol português, que por sinal se encontra na região Norte e na cidade do Porto!

Mas duma coisa podemos ter a certeza, o terreiro do paço nunca vergará o povo do Porto e do Norte!

Renato Oliveira

Porto

22 janeiro, 2010

Que reste-t-il de nos amours/Charles Trenet




Temas velhinhos, velhinhos, mas sempre bem vivos. Existem novas versões com novos autores. Cá o rapaz, prefere sempre sempre a versão original.

Bom Fim de semana!

As Escutas, o YouTube e a PGR

Acho completamente ridículas as não notícias. A mais recente, a candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, é-me indiferente. Ou melhor, não o é totalmente, porque esta não notícia tem o "dom" de acentuar a tendência oportunista dos actuais protagonistas políticos. Se Manuel Alegre se dedicasse exclusivamente à poesia, que é a coisa que ele melhor sabe fazer , talvez conseguisse preservar a pouca credibilidade que ainda terá enquanto político. Mas, enfim, esqueçamos estes cromos.
Notícia relevante podia ser, por exemplo, a demissão do Procurador Geral da República a seu pedido [o que só lhe ficaria bem], ou por ordem superior. As alíneas a), b) e c), respectivamente, do Artº. 10º dos Estatutos da PGR indicam claramente as competências que lhe estão atribuídas, não restando a mínima dúvida - face à incapacidade por si revelada em vários assuntos - sobre a premência da sua demissão.
Ao senhor Procurador Geral têm de ser atribuídas responsabilidades sobre toda a pouca vergonha que se está a passar na Justiça nacional. Quando, se afirma publicamente, como ele o fez por várias ocasiões, que desconhece o que se passa com temas que deviam estar sob a sua alçada e total controlo, está-se a reconhecer a incapacidade para o desempenho de tão exigente cargo. Não é um reconhecimento assumido, é um reconhecimento induzido por manifesta ignorância, pela mais absoluta ausência da noção das suas obrigações, o que agrava o perigo para a paz social continuar no desempenho das funções.
Qualquer pessoa minimamente esclarecida perceberá que as sucessivas quebras ao segredo de Justiça só acontecem por uma razão, que é, existir dentro da estrutura do Ministério, alguém que tem acesso a informações secretas e as transmite para o exterior. Qualquer homem de instrução mediana, se fosse Procurador, já teria há muito percebido que o 1º. passo a dar seria "limpar" por dentro a estrutura do Ministério Público. Não será tarefa fácil, imaginámos, mas é precisamente pela complexidade destes cargos que é suposto estarem entregues a pessoas altamente qualificadas. Por isso é que lhes são conferidos tão elevados Poderes. Só o Presidente da República o pode exonerar. Ora este Procurador já revelou em muitos processos não ter "unhas" para o bom desempenho do lugar, ou, o que seria mais grave, estar condicionado por outros poderes ocultos, como o do Processo com o mesmo nome...
A divulgação pública no YouTube das escutas é a bôlha [bomba] que [quero crer e espero] acabará por lhe estourar nas mãos, porque coloca as mais altas instituições do Estado abaixo de uma Casa de Putas. Só nos resta a esperança do recurso às instituições de Justiça europeias, porque o circo por aqui está longe de terminar.
Há, seguramente gente, dentro do Ministério, que está ligada aos órgão de comunicação social e que é remunerada* para lhes facultar informação judicial sigilosa. Só pode. E ninguém, a começar pelos próprios media, parece interessado em vasculhar esta nódoa jurídica e social pelos alicerces, que estão neste caso no miolo do Ministério Público. Há, tem de haver, um pacto "de não agressão" estratégico entre os media e os conspiradores/bufos que estão a seu soldo dentro da Procuradoria, por isso o jornalismo de top anda pelas ruas da amargura. Estão todos comprometidos.
A devassa das escutas de Pinto da Costa só prova uma coisa: que ele, Pinto da Costa, está bem acima, intelectual e eticamente falando, deste bando de garôtos que nos "governam".
Ps. A propósito de garôtos. Os Brunos Pidás [pinhas galinhas criminosos urdidos pela pobreza] já foram condenados. Vinte e três anos de prisão. Muito bem senhores Juízes. E o senhor Dias Loureiro, e os pedófilos do Processo Casa Pia, foram para as Seichelles penar? Quantos anos pensam dar-lhes? Trinta? Talvez prisão perpétua, presumo. Façam o favor de propor à Assembleia da República mais uma revisão do Código Penal, porque em Portugal essa pena não existe mas estes casos justificam-na. Não concordam?
*Talvez esteja aqui a resposta que Medina Carreira precisa para as dúvidas que persistentemente tem levantado no programa de sábado à noite na SIC Notícias sobre o enriquecimento súbito de certo agentes políticos...