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07 maio, 2010
Gestores
Que me desculpem os economistas, mas ficará muito mal o Mundo se o entregarmos exclusivamente nas suas mãos. E cá estamos nós outra vez no aparente papel de calimeros. Vistas as coisas pela superficialidade parece que não sabemos fazer mais nada senão criticar. Sabemos sim. Sabemos e gostámos de questionar certos factos paradoxais para os entendermos.
Aqui vai mais um:
a exorbitância das remunerações pagas a gestores públicos e a respectiva relação mérito/benefício.
Aqui vai mais um:
a exorbitância das remunerações pagas a gestores públicos e a respectiva relação mérito/benefício.
Depois de ler no Diário Económico as declarações do Presidente da Portugal Telecom [PT] fiquei sem saber com que mais me preocupar. Se com a entrevista em si mesmo, ou com Henrique Granadeiro, o entrevistado. Leiam estas pérolas:
"Aumento de impostos e do desemprego são inevitáveis",
"Somos capazes de fazer grandes coisas na modernização da administração, mas o problema é que não paramos de crescer em termos de número de funcionários",
"As tecnologias são inimigas do emprego indiferenciado. Isto não vai lá com paninhos quentes",
"Dos 12 mil funcionários que trabalham para a PT em Portugal, 4 mil são excedentários"
Vamos lá a ver. Se este cavalheiro afirma tais redundâncias o que é que o impediu de as evitar? Não é também por isso, e para isso, que é principescamente pago? Por que é que estas pessoas teimam em se considerar merecedoras de remunerações milionárias se afinal não dão conta do recado? Se não são capazes de fazer previsões e agir atempadamente de forma a impedir o colapso das vidas de tanta gente?
O entrevistador não foi capaz, por exemplo, de lhe colocar uma pergunta muito simples, que era a seguinte: senhor Presidente, se as tecnologias são inimigas do emprego indiferenciado, serão elas necessárias? Por outras palavras. Em certos casos, o desenvolvimento tecnológico é, ou não, incompatível com o bem estar do Homem? Se a descoberta de uma máquina multifuncional implica o despedimento colectivo de milhares de pessoas que benefício terá ela para o Homem? Porque é que o "passo" tem de ser maior do que a "perna" se o destino é o precipício?
Continuamos a dar lastro a um conceito distorcido do progresso. O progresso tem de pressupor benefícios maiores que as perdas, senão já não é progresso, é oportunismo ou ganância. E é isto que os gestores jamais entenderão, se não houver um mecanismo legal que a tal os obrigue.
Enquanto preservarmos esta mentalidade estupidamente conservadora, não aprendermos a colocar novas questões e insistirmos em beber informações em fontes poluídas, tudo permanecerá igual, passaremos o tempo a queixarmo-nos da doença, sem desejarmos verdadeiramente a cura.
A governabilidade do Mundo está cada vez mais insustentável, há responsáveis sem responsabilidade, e contudo, os media, continuam a recorrer aos autores do crime para saberem onde pára o bandido.
06 maio, 2010
Há um louco à solta! Atenção, autoridades policiais do Porto!
O que aqui se ouve é uma verdadeira declaração de guerra ao Porto, e uma completa falta de respeito às autoridades policiais do Porto.
É inconcebível que um advogado faça declarações públicas desta natureza. Este homem é um criminoso altamente perigoso. É um louco, um taliban!
Por favor, prendam-no!
É inconcebível que um advogado faça declarações públicas desta natureza. Este homem é um criminoso altamente perigoso. É um louco, um taliban!
Por favor, prendam-no!
Hélder Pacheco, o verdadeiro Homem do Norte
Às vezes, pergunto-me, se pessoas com a sensatez do Hélder Pacheco, seriam capazes de preservar a integridade se tivessem de se envolver seriamente no mundo político-partidário, ou fazer parte do elenco de um Governo.
Esta questão, já a tenho colocado a mim próprio, imaginando-me preso às vicissitudes da política, e confesso que fiquei com dúvidas. Dúvidas, não tanto sobre a minha integridade, mas do que me permitiriam fazer com ela, sem a beliscar... Sim, porque a partir do dia em que integrasse um partido político tradicional em cujos estatutos constasse a castradora disciplina partidária, talvez hipotecasse a liberdade da minha consciência.
Admito, no entanto, que tal nunca chegasse a acontecer se, por disciplina partidária, se entendesse a fidelidade absoluta aos objectivos programáticos da governação - sem risco de repetir as mesmas asneiras de outros governantes -, principalmente, usando o Povo e os mais desprotegidos, como bode expiatório para as minhas incompetências.
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05 maio, 2010
PROCURA-SE, em estado mudo ou comatoso!
de Carlos Abreu Amorim (in Blasfémias)
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Para que é que serve o Presidente da República em Portugal?
- Eu respondo, ó Carlos:
serve para afagar o ego do dito cujo e babar a mulher do dito cujo!
Criemos um Movimento para nortear. A sério.
O Porto e a grande região Norte do país precisam urgentemente de se demarcar dos partidos políticos existentes. Não adianta continuarmos a reclamar pelos nossos direitos legítimos ou por justiça porque, da esquerda à direita, os partidos já deram provas sobejas de não se comoverem com os nossos problemas. O crescente desprezo a que temos sido votados nestes últimos 20 anos pelos vários Governos, quer pelo PSD, quer pelo PS, quer mesmo pelos partidos da oposição, não nos deixa outra alternativa: temos de fundar um novo partido político assumidamente vocacionado para o Norte de Portugal.
As nossas motivações são muitas, e profundamente legítimas, porque o Governo continua apostado em ignorar-nos, em penalizar-nos mais do que em nos apoiar. Portanto, temos de esquecer definitivamente o Governo, o Presidente da República, e os partidos da oposição, porque também eles se mostram acomodados e contaminados pelo carreirismo profissional. A história da actriz [ou lá o que ela é] Inês de Medeiros, e as suas absurdas remunerações de transporte para manter residência em Paris, são a mais recente prova da falta de pudor que assolou a classe política. Teremos de esquecer rapidamente estes protagonistas e encontrar outros, mais sérios e mais empenhados.
A decisão de portajar as SCUTS, exclusivamente no Norte, precisamente a região que os Governos ajudaram a empobrecer, os desvios do QREN para a capital, a região mais rica do país, a redução do investimento público, a concentração de eventos culturais e desportivos, e o desvio de outros para Lisboa , extravasaram os limites da decência. Perderam-nos todo o respeito. Só temos, portanto, uma forma de o recuperar: organizando-nos cívica, legal , e politicamente, gerando um grande Movimento coeso e solidário para defender o NORTE de Portugal. Assim mesmo, sem papas na língua nem medos de bichos papões inexistentes. Afinal de contas só estamos a reclamar o que nos têm roubado impunemente. O povo do NORTE tem toda a legitimidade para estar descontente, decepcionado, revoltado mesmo com a forma discriminatória como continua a ser tratado. Estamos em Democracia, garantem-nos. Então, escolhámos nós próprios quem queremos e como queremos governar-nos.
Não nos iludemos. O futebol, não foge à regra. O que estão a fazer ao FCPorto e aos clubes do Norte em geral [embora com menor impacto, por serem clubes mais pequenos], não é apenas uma consequência de rivalidades desportivas, vai muito para além. Estão a empobrecer-nos não só económica como socialmente. Querem roubar-nos a nossa identidade. Nós somos de uma região historicamente ligada às primeiras raízes do país, e não podemos permitir, só porque se estabeleceu em Lisboa a capital, que ela nos retire o direito ao progresso e à autonomia. Chegou a hora de sermos nós a decidir o nosso destino. Procure-mo-lo daqui para a frente. Continuemos a denunciar as arbitrariedades, mas acompanhemos atentamente a coisa pública, colaboremos abertamente em novos projectos que eventualmente nos possam interessar. Não permitamos que nos dividam, criemos um partido novo. Organizemo-nos.
PS-Aproveite o tema para responder à sondagem plasmada na coluna à sua direita
PS-Aproveite o tema para responder à sondagem plasmada na coluna à sua direita
04 maio, 2010
Uma história triste.. de um triste pasquineiro
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Já conhecemos o personagem, mas que nunca nos pese a consciência por divulgá-la à exaustão junto do público mais distraído. E começamos lembrando que este senhor, cuja simpática aparência pode ainda enganar alguns incautos, é tão cobarde que, receando revelar o seu fanatismo pelo Benfica, diz publicamente que é adepto do Paredes...
Ao contrário do que para aí se prega, as questões de carácter são as que mais e melhor definem os Homens. O resto, para o bem e para o mal, gira à sua volta. Por isso me atrevo a dizer que este indivíduo aparentemente inofensivo, é um tipo muito pouco confiável, e perigoso.
Não é pois de admirar, que escreva drogas como as do artigo aqui plasmado. À imagem da clã centralista, cá o temos a dar corda ao filme de terror protagonizado [por quem havia de ser] pelos sempre eternos vândalos adeptos portistas. Cá está ele, a moralizar, pregando-nos o mesmo sermão moralista dos seus pares das estações privadas.
Este cretino [é o adjectivo mais suave que lhe posso aplicar], faz de todos nós um público imbecil, incapaz de discorrer que já percebemos há muito o trabalho sujo e obsessivo que anda a produzir contra o FCPorto e os seus simpatizantes. Não o vemos, nem ouvimos, a ele,e aos seus correlegionários igualmente empenhado em criticar o vandalismo, quando os seus intérpretes são outros, e bem mais perigosos. Cala-se, ou aborda muito en passant as barbaridades e o terror que espalham pelos Estádios deste país. Eu vou recordar apenas a MORTE de um adepto sportinguista, a agressão bárbara de um atleta portista - que o deixou em estado de coma -, o incêndio total de um autocarro de adeptos portistas, e mais recentemente as provocações exercidas sobre os atletas do FCPorto no túnel do seu clube. Preocupou-se ele com isso? É, o preocupas!
Se fosse seu patrão, já estava há muito no olho da rua. Mandava-o embora com este recado: se queres um dia vir a ser um grande jornalista e singrar na carreira, tens de procurar ser sempre honesto, imparcial. Se demonstrares facciosismo, o público nunca mais irá perdoar-te.
O problema, é que os patrões do Carlos Daniel ainda são piores do que ele. Por isso o promovem, em vez de o despedirem. Tal cachorro, ele é a voz do dono.Os patrões do Carlos Daniel, estão para o jornalismo de sarjeta, como a Tia-Mãe para as casas de putas.
O problema, é que os patrões do Carlos Daniel ainda são piores do que ele. Por isso o promovem, em vez de o despedirem. Tal cachorro, ele é a voz do dono.Os patrões do Carlos Daniel, estão para o jornalismo de sarjeta, como a Tia-Mãe para as casas de putas.
03 maio, 2010
SOBRE A REGIONALIZAÇÃO
Se bem compreendo, os que querem a regionalização pretendem a criação dum órgão político-administrativo entre o governo central e o governo dos concelhos.
Esses órgãos serão, naturalmente, uma Assembleia Regional e um executivo, Governo Regional.
A primeira definição que julgo necessária é a das competências desses órgãos. Não se vislumbrando o aparecimento de novas competências, as atribuições dos órgãos regionais terão de ser retiradas do governo central, ou do governo dos concelhos (municípios) ou de ambos.
Enquanto não houver propostas concretas sobre as competências dos órgãos regionais, discutir a regionalização é um exercício vago. Não é aceitável pensar em criá-las e deixar para depois a definição das suas competências.
Não me surpreenderia se essa fosse a ideia de alguns dos nossos políticos profissionais ou candidatos a sê-lo, aqueles que consideram os seus interesses e não os do país. No que estão interessados é em ter à sua disposição mais algumas dezenas de lugares políticos.
Temos ouvido grandes elogios ao poder local, nalguns casos justificados. Mas também se ouvem as mais severas críticas à sua actuação, como nos casos de urbanismo, de que alguns pontos do Algarve ou o centro de Cascais são bons exemplos.
Também há que evitar que, se houver regiões, elas sejam mais um passo burocrático a acrescentar à vergonha da situação actual e a sobrecarregar os cidadãos com custos e demoras ainda maiores que os actuais. E lembro que qualquer excesso de burocracia é sempre da responsabilidade dos chefes ao mais alto nível, do governo e das Câmaras Municipais.
Um outro ponto a tratar é o do número e limites das regiões.
Com excepção do Algarve, a única região bem definida pela cadeia montanhosa que o separa do resto do Continente, é matéria de grande controvérsia. E se se fizer regionalização é para durar muitas décadas e não para depois obrigar a constantes alterações.
Há, talvez, mais pontos a exigirem ponderação. Mas, pelo menos estes que indico parecem-me que devem ser tratados por todos aqueles que querem a regionalização.
|Professor.Miguel Mota|
(Extraído do blogue Regionalização)
Será que NEGÓCIO do título vai ser rearberto?
O Dragão não congelou o título, porque o título já está há muito negociado com a arbitragem e o Presidente do Conselho de Disciplina da Liga.
O que o Dragão fez, mesmo com árbitros encomendados e cobardes [como bem disse Jesualdo Ferreira] foi dizer categoricamente, que em nossa casa só os portistas festejam!
02 maio, 2010
A representatividade dos deputados
Os deputados representam todo o país e não os círculos por que são eleitos.
Artigo 152, nº 2, da Constituição Portuguesa
Isto quer dizer que legalmente não há vínculos nenhuns, nem formais nem informais, entre os deputados e os eleitores que votaram neles. Por outras palavras, quando os eleitores de por exemplo Porto, Matosinhos ,Baião,Póvoa, etc, etc. votam em determinada lista, segundo a Constituição não votaram realmente nas pessoas que integram essa lista, mas apenas no partido político a que pertencem, com toda a vacuidade que isso significa. Do ponto de vista prático o eleitor não tem controle sobre quem vai representá-lo no seio do Poder Legislativo. Primeiro, porque os nomes dos candidatos lhe foram impostos, com a agravante de que neles constam invariavelmente os execraveis "paraquedistas" que não têm nada a ver com o respectivo distrito. Depois, porque a disposição legal acima citada proibe a representatividade regional. É verdade que a palavra "proibir" não aparece no texto, mas o efeito prático é o mesmo. Esta perversidade da lei fundamental é tão escondida dos eleitores (certamente pouquíssimas pessoas se deram ao trabalho de dar uma olhadela à Constituição ) que a maioria dos portugueses se queixa dos "seus" deputados se eles não se opuseram a tal ou tal medida que seja considerada desfavorável à sua região. Se alguém lhes disser que não há deputados que representem formalmente o seu distrito, a reacção é de incredulidade.
Pessoalmente considero que um sistema eleitoral em que se vota exclusivamente em partidos,minimizando as pessoas, é partidocracia bem longe duma desejável democracia representativa, e que só perdura porque é uma das formas que os partidos políticos em Portugal criaram para preservar o seu domínio sobre a acção política, evitando a entrada de "intrusos". É significativo que nenhum deles fale em revogar esta disposição legal.
A minha convicção pessoal - e se estiver errado, por favor corrijam-me - é de que uma das disposições que também necessita expurgo da Constituição é o nº 2 do art.152.
O barril de pólvora fabricado pelos media
Autocarro de adeptos do FCPorto incendiado por benfiquistas
É Domingo, dia de descanso. Habitualmente, aos fins de semana, limito-me a colocar música para purgar a alma das intoxicações quotidianas. Hoje, vou ter de abrir uma excepção. Estou indignado, revoltado.
É Domingo, dia de descanso. Habitualmente, aos fins de semana, limito-me a colocar música para purgar a alma das intoxicações quotidianas. Hoje, vou ter de abrir uma excepção. Estou indignado, revoltado.
Na véspera de um jogo de futebol, assiste-se pela parte da comunicação social a uma campanha de coacção e pressão sobre os agentes de autoridade que excede todos os limites da tolerância. É uma provocação vergonhosa, uma autêntica declaração de guerra exercida sobre os adeptos de um clube. Os adeptos dos clubes, são cidadãos como quaisquer outros que merecem o devido respeito. Quero enganar-me, mas palpita-me que logo à noite o jogo entre o FCPorto e o Benfica vai acabar mal, e a comunicação social , com a RTP à cabeça, será, indubitavelmente, a grande responsável por tudo o que de grave vier a acontecer. Eu não tenho dúvidas em afirmá-lo e estarei disponível para servir de testemunha disso em Tribunal, se necessário for.
Antes mesmo de acontecerem incidentes, a RTP e todas as televisões privadas, têm tratado [impunemente] de fomentar um ambiente de crispação propício à instauração da revolta e da violência. Já não é a primeira vez que o fazem, mas desta, os métodos usados são intoleráveis. Foi um chorrilho de entrevistas à Polícia completamente absurdo e exagerado. Foi um interrogatório digno da antiga PIDE, só faltou mesmo perguntar: prometam-nos que vão mesmo intimidar os portistas, que vão prender e bater! Foi um trabalho de mercenário.
Os eternos convidados para debater "futebol", sectários homens do regime, destilaram previamente o seu veneno em cima dos portistas para completarem a estratégia de intimidação. Energúmenos foi um dos piropos com que nos brindaram, foi apenas das coisas mais simpáticas que pudemos ouvir, antes do jôgo!!! E ainda nenhum autocarro foi incendiado, imaginem se fosse!
A violência gera a violência, e essa espécie de répteis humanóides eternos candidatos a jornalistas, conhece o realismo do provérbio. Contudo, não se coíbem de lançar essas sementes. A violência não se fica por uns vidros partidos, vai mais longe. Mata. E as palavras, o discurso da intoxicação pública, também. Os primeiros criminosos já são conhecidos, chamam-se: media.
Mas, há outros co-responsáveis, ainda mais poderosos. O Governo. As mais altas autoridades do país, não revelaram a menor sensibilidade para a gravidade da situação, para o barril de pólvora que os media estão a montar. Limitam-se a ser cúmplices de uma palhaçada altamente perigosa convencidos que enviar batalhões de polícia para o Porto é uma medida preventiva de segurança.
Se necessário fora, aqui temos outro sólido testemunho da incompetência dos dirigentes da nação no exercício das suas funções.
Se o pior acontecer, serão eles, antes mesmo da comunicação social, os maiores responsáveis. Por negligência.
Se necessário fora, aqui temos outro sólido testemunho da incompetência dos dirigentes da nação no exercício das suas funções.
Se o pior acontecer, serão eles, antes mesmo da comunicação social, os maiores responsáveis. Por negligência.
30 abril, 2010
Ainda a contradição da Revisão Constitucional
Não há uma consciência padronizada, mas há o senso comum. Mais popular e vertical do que todos os códigos jurídicos do Mundo, o senso comum é uma mistura universal de bondade/inteligência com sentido de justiça. Antes da manipulação das Leis a que o Direito por regra ou interesse obedece, estará sempre o bom senso.
Senão, voltemos de novo à ridícula alínea 1) do Artº 51º da Constituição. Se por um lado a alínea 1) diz que «a Liberdade de associação compreende o direito de constituir ou participar em associações e partidos políticos, concorrendo democraticamente para a formação da vontade popular e organização do poder político», por outro, a alínea 4) do mesmo artigo contradi-la, porque «impede os cidadãos do exercício da Liberdade proibindo a constituição de partidos com designação e objectivos de índole e carácter regional»!
Não podendo opinar, por incompetência jurídico-constitucional, no entanto, o bom senso diz -me que estas duas alíneas [1 e 4] se anulam reciprocamente, dado que discriminam o exercício da Liberdade da constituição de partidos políticos, se forem de cariz regional. E penso que discrimina mesmo, porque a Constituição defende a descentralização [embora, o(s) Governo(s) não a pratique(m)].
Artigo 6.º
(Estado unitário)
(Estado unitário)
1. O Estado é unitário e respeita na sua organização e funcionamento o regime autonómico insular e os princípios da subsidiariedade, da autonomia das autarquias locais e da descentralização democrática da Administração Pública.
Artigos constitucionais para ler e deitar fora
Artigo 51.º
(Associações e partidos políticos)
(Associações e partidos políticos)
1. A liberdade de associação compreende o direito de constituir ou participar em associações e partidos políticos e de através deles concorrer democraticamente para a formação da vontade popular e a organização do poder político.
2. Ninguém pode estar inscrito simultaneamente em mais de um partido político nem ser privado do exercício de qualquer direito por estar ou deixar de estar inscrito em algum partido legalmente constituído.
3. Os partidos políticos não podem, sem prejuízo da filosofia ou ideologia inspiradora do seu programa, usar denominação que contenha expressões directamente relacionadas com quaisquer religiões ou igrejas, bem como emblemas confundíveis com símbolos nacionais ou religiosos.
4. Não podem constituir-se partidos que, pela sua designação ou pelos seus objectivos programáticos, tenham índole ou âmbito regional.
5. Os partidos políticos devem reger-se pelos princípios da transparência, da organização e da gestão democráticas e da participação de todos os seus membros.
6. A lei estabelece as regras de financiamento dos partidos políticos, nomeadamente quanto aos requisitos e limites do financiamento público, bem como às exigências de publicidade do seu património e das suas contas.
Nota de RoP:
A primeira Constituição democrática da República foi elaborada no ano de 1976. De então para cá, em 29 anos foi revista 7 vezes [1982, 1989, 1992, 1997, 2001, 2004 e 2005].
A avaliar pela frequência com que se mexe na Constituição da República [que chegou a ser considerada uma das mais avançadas da Europa], faz-nos pensar que nem o documento legal mais importante do país é para levar muito a sério. Ressalvando o articulado mais revolucionário que justificou algumas adaptações, tem sido completamente excessiva a frequência em alterá-lo. Até o recém eleito Presidente do PSD quer repetir a gracinha para recolocar na Constituição o que já lá estava, e entretanto foi levianamente retirado. No ponto nº 1 do Artº 256º da Constituição de 1976 [Capítulo IV] constava o seguinte:
-As regiões s-e-r-ã-o instituídas simultaneamente, podendo o estatuto regional estabelecer diferenciações quanto ao regime aplicável a cada uma.
Este artigo foi, entretanto, alterado, arbitrariamente, e sem nenhuma razão soberana, para o salazarento ponto 4 do Artº 51º [Associações e Partidos Políticos]:
não podem constituir-se partidos que, pela sua designação ou pelos seus objectivos programáticos, tenham índole ou âmbito regional.
Nota de RoP:
A primeira Constituição democrática da República foi elaborada no ano de 1976. De então para cá, em 29 anos foi revista 7 vezes [1982, 1989, 1992, 1997, 2001, 2004 e 2005].
A avaliar pela frequência com que se mexe na Constituição da República [que chegou a ser considerada uma das mais avançadas da Europa], faz-nos pensar que nem o documento legal mais importante do país é para levar muito a sério. Ressalvando o articulado mais revolucionário que justificou algumas adaptações, tem sido completamente excessiva a frequência em alterá-lo. Até o recém eleito Presidente do PSD quer repetir a gracinha para recolocar na Constituição o que já lá estava, e entretanto foi levianamente retirado. No ponto nº 1 do Artº 256º da Constituição de 1976 [Capítulo IV] constava o seguinte:
-As regiões s-e-r-ã-o instituídas simultaneamente, podendo o estatuto regional estabelecer diferenciações quanto ao regime aplicável a cada uma.
Este artigo foi, entretanto, alterado, arbitrariamente, e sem nenhuma razão soberana, para o salazarento ponto 4 do Artº 51º [Associações e Partidos Políticos]:
não podem constituir-se partidos que, pela sua designação ou pelos seus objectivos programáticos, tenham índole ou âmbito regional.
Não será esta absurda "alteração", ela sim, ilegal e profundamente anti-democrática? Se agora o PSD a quer alterar novamente é porque reconhece implicitamente o erro anterior. Então, para quê perder tempo? Por que é que não ousa avançar com o Processo da Regionalização? A mim, palpita-me que é porque não quer, ou então, porque lhe falta coragem.
Movimento Norte Global*. A acompanhar
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Obs. - Nunca serão demais estas iniciativas. O importante é dar-lhes apoio e coesão. Igualmente importante é que os objectivos não sejam atropelados por aderentes ocasionais.
29 abril, 2010
Preciosismo centralista
Por acaso, quando a equipa do FClube do Porto vai a Lisboa [vulgo, capital do Império], verifica-se este preciosismo mediático?
Enganam-se sempre na porta. A toca dos vândalos está localizada lá mesmo, no Estádio da EPUL, não era preciso percorrer 300 kms para fazerem estas fitas.
Ps-A foto é do JN e suponho ser repescada de outros momentos. A minha crítica incide precisamente neste oportunismo mediático. As televisões tratam os adeptos benfiquistas como meninos de côro, só falta mesmo é fardarem os agentes de segurança com o equipamento vermelho.
Enganam-se sempre na porta. A toca dos vândalos está localizada lá mesmo, no Estádio da EPUL, não era preciso percorrer 300 kms para fazerem estas fitas.
Ps-A foto é do JN e suponho ser repescada de outros momentos. A minha crítica incide precisamente neste oportunismo mediático. As televisões tratam os adeptos benfiquistas como meninos de côro, só falta mesmo é fardarem os agentes de segurança com o equipamento vermelho.
28 abril, 2010
Populismo de classe
Já repararam que a palavra "populismo", ou populista, é a arma de arremesso mais usada por políticos e alguns empresários para se atacarem uns aos outros? No entanto, se forem ver ao dicionário, populista, significa amigo do Povo. Então, se empresários e políticos andam, há séculos, a tentar convencer o Povo que são muito seus amigos, por que é que argumentam com este adjectivo? Só pode haver uma resposta: na realidade, não gostam do Povo. Quando estão a acusar o outro de ser populista, não estão mais que a dizer: ó pá, tu sabes que eu sei que estás a mentir. E na primeira oportunidade, fazem o mesmo. Mentem . Mentem ao Povo de que dizem gostar, sem gostar de populismos... É giro.
Isto, vem a propósito de um fórum na SIC sobre a eventual alteração ao subsídio de desemprego que tinha como convidado o economista Pedro Duque, aquele senhor que costuma participar no programa da SIC Notícias com o polémico Medina Carreira. Tenho uma ideia bastante positiva do Dr. Pedro Duque. Parece-me uma pessoa competente e bastante ponderada. Mas, isto, vale o que vale, porque hoje em dia as questões de carácter foram completamente secundarizadas pela ditadura dos números. E a Economia não passa de um jogo de números. Acho, no entanto exagerado que os senhores economistas tomem a Economia como uma espécie de poção mágica para os males da Humanidade. Há mais vida, para além da Economia.
A dado passo do fórum, Pedro Duque começou a falar sobre a crise económico-financeira, sobre o desemprego e sobre uma questão muito em moda agora, que são as baixas qualificações da mão de obra portuguesa, para justificar os baixos salários. Deu como exemplo, a empregada de caixa de supermercado, que sendo uma actividade fácil de desempenhar por qualquer pessoa [foi assim mesmo que se exprimiu], não podia almejar ganhar mais do que o salário mínimo. Ouvi isto, e disse cá para mim: também tu, Duque? Será que ainda não percebeste que não há sangue azul? Azul e branco é a Lua, o Mundo e o FCPorto. Perto do sangue, só as veias!
É claro que, pôs-se a jeito, e teve de ouvir umas respostas desagradáveis da parte de pessoas que não gostaram do paradigma. Porque, pela sua ordem de ideias, as pessoas menos qualificadas estariam condenadas a viver para sempre na miséria. As pessoas menos qualificadas terão sempre de existir, quanto mais não seja para servir as mais qualificadas, mas esse serviço para ser socialmente sustentável tem de compensar quem serve, caso contrário regressámos à idade Média. E não quero pensar que seja esse o ideal-social do Dr. Pedro Duque.
Mais grave, é percebermos que certas pessoas tidas como especialistas em determinadas matérias quando convidadas para as explicar se fiquem pelo meio caminho, nunca vão até ao fim. Ficam-se pelo tal populismo de classe ou pelo corporativamente correcto. Nestes casos, caberia aos apresentadores "puxar" pelos convidados, fazê-los falar, coisa que raramente fazem. Confrontá-los, por exemplo, com os milhares de jovens licenciados no desemprego que têm de recorrer a actividades básicas para arranjar trabalho, se o arranjarem. Essas pessoas são qualificadas, estudaram para isso, e no entanto, não têm mercado, ou no caso de arranjarem trabalho têm de se contentar com os tais ordenados minimalistas. Se o problema está nas licenciaturas, ou no tipo de formação, anuncie-se de uma vez o que se pretende, de que tipo de formação carece mais o mercado. A velha história da cana e do pescador é muito engraçada, mas não funciona se o mandarem pescar no Saara. O discurso da formação técnica virou moda, mas não pega, porque o mercado é pobre de mais para a absorver. Além disso, as agências de emprego nem sempre são transparentes. Começa mesmo a constar-se que algumas delas direccionam de forma altamente suspeita as verbas que lhes são concedidas para o efeito. Há pequenas máfias instaladas nessas agências.
É chegada a hora de arejar as mentes das Associações Patronais [CIP's] de as obrigar a fazer jogo limpo, de deixarem de sonhar com o regresso ao passado, com o Salazar. Acabou. Está cada vez mais difícil meter a cabeça na areia, as populações aceitam bem os deveres se os direitos forem respeitados. Não adianta puxar a carroça para trás. O futuro tem de falar verdade.
A dado passo do fórum, Pedro Duque começou a falar sobre a crise económico-financeira, sobre o desemprego e sobre uma questão muito em moda agora, que são as baixas qualificações da mão de obra portuguesa, para justificar os baixos salários. Deu como exemplo, a empregada de caixa de supermercado, que sendo uma actividade fácil de desempenhar por qualquer pessoa [foi assim mesmo que se exprimiu], não podia almejar ganhar mais do que o salário mínimo. Ouvi isto, e disse cá para mim: também tu, Duque? Será que ainda não percebeste que não há sangue azul? Azul e branco é a Lua, o Mundo e o FCPorto. Perto do sangue, só as veias!
É claro que, pôs-se a jeito, e teve de ouvir umas respostas desagradáveis da parte de pessoas que não gostaram do paradigma. Porque, pela sua ordem de ideias, as pessoas menos qualificadas estariam condenadas a viver para sempre na miséria. As pessoas menos qualificadas terão sempre de existir, quanto mais não seja para servir as mais qualificadas, mas esse serviço para ser socialmente sustentável tem de compensar quem serve, caso contrário regressámos à idade Média. E não quero pensar que seja esse o ideal-social do Dr. Pedro Duque.
Mais grave, é percebermos que certas pessoas tidas como especialistas em determinadas matérias quando convidadas para as explicar se fiquem pelo meio caminho, nunca vão até ao fim. Ficam-se pelo tal populismo de classe ou pelo corporativamente correcto. Nestes casos, caberia aos apresentadores "puxar" pelos convidados, fazê-los falar, coisa que raramente fazem. Confrontá-los, por exemplo, com os milhares de jovens licenciados no desemprego que têm de recorrer a actividades básicas para arranjar trabalho, se o arranjarem. Essas pessoas são qualificadas, estudaram para isso, e no entanto, não têm mercado, ou no caso de arranjarem trabalho têm de se contentar com os tais ordenados minimalistas. Se o problema está nas licenciaturas, ou no tipo de formação, anuncie-se de uma vez o que se pretende, de que tipo de formação carece mais o mercado. A velha história da cana e do pescador é muito engraçada, mas não funciona se o mandarem pescar no Saara. O discurso da formação técnica virou moda, mas não pega, porque o mercado é pobre de mais para a absorver. Além disso, as agências de emprego nem sempre são transparentes. Começa mesmo a constar-se que algumas delas direccionam de forma altamente suspeita as verbas que lhes são concedidas para o efeito. Há pequenas máfias instaladas nessas agências.
É chegada a hora de arejar as mentes das Associações Patronais [CIP's] de as obrigar a fazer jogo limpo, de deixarem de sonhar com o regresso ao passado, com o Salazar. Acabou. Está cada vez mais difícil meter a cabeça na areia, as populações aceitam bem os deveres se os direitos forem respeitados. Não adianta puxar a carroça para trás. O futuro tem de falar verdade.
Névoas e novelos na Justiça
Por que será que sem ter bem a certeza de nada, filtrando questiúnculas de poder entre clãs, ressabiamentos mal resolvidos, etc., tudo aponta para que o teor
deste artigo de Paulo Morais corresponda à realidade?
Imagino que casos destes nas Câmaras sejam tantos e tão pouco transparentes que para os descobrir seria precisa uma vida, e no fim, poucos escapariam com as mãos limpas.
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Nota: o sublinhado no artigo do JN é meu.
27 abril, 2010
A dor de corno
O benfica é um lídimo representante da Lisboa a que pertence. Tanto benfiquistas como lisboetas têm a mais alta opinião deles próprios, na medida em que têm a mania que são os melhores em tudo,e nada vêem para além do próprio umbigo. Acham que não lhes prestar vassalagem é crime de lesa-majestade.
Um jogador nuclear do FCP é retirado da equipa por suspensão preventiva que se prolonga por vários meses? O melhor marcador do clube vê injustamente um cartão vermelho mostrado a preceito para não jogar o encontro com o benfica? O presidente do clube é inundado por processos atrás de processos que originam castigos sucessivos , na vã intenção de "arrumar" com ele? Que querem, dizem eles, é a lei! Só não dizem que é a lei na versão deles. Afinal tanto a instância superior da justiça desportiva, como a justiça civil que eles ainda não conseguiram corromper ( pelo menos de forma visível) decidiram que as sentenças originais estavam eivadas de partidarismo iníquo, e em consequência foram rectificadas ou mesmo totalmente anuladas.
Mas se a podridão campeia no futebol, a atmosfera no hoquei em patins continua límpida. E assim, quando os encornados perdem uma causa na justiça - que eles ainda não conseguiram controlar - como aconteceu agora, já não encolhem os ombros dizendo "é a lei"! Amuam como meninos birrentos habituados a que lhes satisfaçam todos os caprichos. Dizem que "foram vítimas de uma enorme falta de respeito". E vão mais longe. Ameaçam abandonar a modalidade! Essa gente adaptou o velho princípio que diz que "se não consegues vencê-los, alia-te a eles". No evangelho benfiquista-vieirista, passou a ser " se não consegues vencê-los dentro das quatro linhas, tenta vencê-los por fora fazendo as coisa por outro lado, mas se mesmo assim não conseguires, então desiste e foge do combate". Ver o FCP ganhar nove campeonatos seguidos dá uma "dor de corno" insuportável!
Uma última nota para aplaudir o que escreveu o Rui Valente num post de ontem. A desonesta comunicação social que temos, em especial as TV 's, colaboram nesta vergonha , negando visibilidade ao hóquei e ao feito ímpar do FCP. Quem não aparece, esquece, pensam eles.E é verdade! Para salvar a face dos benfiquistas, estão dispostos a matar esta modalidade em Portugal. Grande gajada!
Clássico obriga a mobilização geral da PSP
Já agora, recrutem a família benfiquista, entreguem-lhe metralhadoras, mobilizem os tanques, os blindados, os canhões, a força aérea, os submarinos do vosso contentamento...
Que viva o ultraje! Que viva a cobardia! Que viva a bandalheira! Que vivam os Vasconcelos [Miguéis e Antónios]!
Força senhor José Sócrates, mostre o que vale, que não é apenas um impostor, um desqualificado assinante de projectos urbanísticos.
Força senhor Presidente da República, continue a afirmar a sua veia teatral, aliste-se à causa. Faça mais um discurso, veja se nos comove!
Estas decisões, tomadas em momentos explosivos como o actual, parecem-se mais com uma declaração de guerra do que com prevenção. Biltres!
Ps- «O cenário que envolve o jogo é de elevada tensão, face ao acontecido no encontro da primeira volta, particularmente na zona dos túneis, que tanta polémica provocou. Por isso, nesta área vão existir as maiores precauções, com os representantes da Liga a redobrarem a atenção.» (JN)
Ou seja, transferem-se os meios de segurança do local do crime [que não existiram,] para outro que nada tem a ver com ele. Excepto o túnel. Agora sim, é que é preciso cuidado! Brilhante!
Estas decisões, tomadas em momentos explosivos como o actual, parecem-se mais com uma declaração de guerra do que com prevenção. Biltres!
Ps- «O cenário que envolve o jogo é de elevada tensão, face ao acontecido no encontro da primeira volta, particularmente na zona dos túneis, que tanta polémica provocou. Por isso, nesta área vão existir as maiores precauções, com os representantes da Liga a redobrarem a atenção.» (JN)
Ou seja, transferem-se os meios de segurança do local do crime [que não existiram,] para outro que nada tem a ver com ele. Excepto o túnel. Agora sim, é que é preciso cuidado! Brilhante!
26 abril, 2010
A prostituição dos media e o futebol
Qualquer dia não se admirem se ouvirem falar mal de mim. É uma questão de tempo, e de visibilidade. Se começar a incomodar demais esses tipos que por aí andam fazendo-se passar por jornalistas, podem estar certos de uma coisa: vai sobrar para mim[também para eles, podem crer...].
Salvando e respeitando raríssimas excepções, o nível do jornalismo em Portugal anda pelas ruas da amargura. Por vezes, custa-me ser tão implacável para com uma actividade profissional de que gosto e que é da maior importância para os cidadãos. Sem o trabalho dos jornalistas teríamos mais dificuldades em saber o que se passa no Mundo. Não me esqueço, especialmente, daqueles que para nos manterem ao corrente das situações se arriscam a trabalhar em pleno teatro de guerras com risco da própria vida. Só que, nenhuma virtude, por mais nobre que ela seja, justifica o crime. Nem no jornalismo, nem em coisa nenhuma da vida. E há jornalistas cujo comportamento ultrapassa o dos malfeitores.
Já falei vezes sem conta sobre o défice democrático do jornalismo nacional, e vou continuar a falar. A prova dos nove do que afirmo já os leitores detectaram. É isso mesmo, acabei de escrever "jornalismo nacional", e vocês sabem que o erro está no "nacional". Em Portugal, não há jornalismo nacional, há jornalismo local. Aonde? Onde haveria de ser: em Lisboa, pois claro! E como Lisboa "é" o centro do Mundo, o que é local passa a ser nacional. É a filosofia do tal efeito difusor, atrás do qual nos tentam convencer que o que é bom para Lisboa é óptimo para o país...
Se não houvesse défice democrático na informação seria impensável assistirmos, com revolta incontida, aos sucessivos atentados à ética deontológica jornalística praticada pelos próprios jornalistas, como efectivamente assistimos. E é assim em todas as estações, nas públicas, pagas por todos nós, e nas privadas [abençoado liberalismo!]. Nos jornais e nas rádios, passa-se o mesmo. Todos rezam a mesma missa, só variam as vozes e as caras. Todos fazem batota! Todos! Em nome do grande capital - que se instalou com armas e bagagens em Lisboa - a Banca, em tempo de Liberdade, voltou as costas ao Porto. Salazar foi mais "generoso", em tempos de Ditadura, imaginem só! Dá para aceitar uma aberração destas?
Os nossos adversários clubísticos, jamais serão capazes de reconhecer esses factos. Tudo o que possamos dizer, não conta, é defeito. Por isso, jamais podemos esperar seriedade daquelas bandas, que se incomodem com o facto de o FCPorto se ter sagrado Campeão Nacional de Hóquei em Patins pela 9ª vez consecutiva e não ter merecido de toda a comunicação social o destaque merecido. As televisões, já sabemos, quando é o FCPorto que domina uma certa modalidade, deixam de se interessar por ela e praticamente não a promovem nem divulgam. Raramente transmitem os jogos, ou se transmitem, remetem-nos estrategicamente para horários e canais secundários de modo a que ninguém os veja. Já com o futsal, passa-se exactamente o contrário. Uma modalidade sem o historial e a tradição do Hóquei em Patins, passa a ser importante apenas porque o campeão é o clube dos regimes, e então, aí já toda a gente vê e toda a gente fica a saber, até no Burkina Faso, que o Benfica foi Campeão [sem o FCPorto, que como se sabe ainda não tem esta modalidade].
É assim, usando e abusando de processos publicitários impúdicos que a comunicação social vai construindo os seus ídolos tentando destruir os ídolos de outros. Eles sabem [e nós também], que se ao longo dos últimos 20/30 anos tivessem prestado a atenção devida ao FCPorto, às tantas, aquele número risível dos 6 milhões de adeptos seria uma séria imagem de marca, sim, mas do FCPorto! Conhecedores da força promocional das televisões, os seus acólitos fazem o trabalho sujo, inventam apitos, produzem filmes, forjam imagens comprometedoras para os adversários, agridem impunemente, ateam fogos, aliciam autoridades judiciais, viciam dados, minam a "justiça desportiva", colocam nos organismos federativos gente de confiança, e no fim, fazem a festa...Sem sombra nem pecado. Virgens!
O que atrás está escrito, não é novidade para todos os portistas. Até as crianças o percebem. Como o filho de um amigo meu de 8 anos, que ao ver a expulsão do Falcão se virou quase a chorar revoltado para o pai: tu viste pai? O Falcão foi carregado em falta por dois jogadores do Setúbal e ele é que foi expulso? Viste? Sabiamente, o pai da criança ordenou-lhe para desligar a televisão, porque de facto, agora tudo está a ser ultrapassado em matéria de desonestidade.
Apesar dos factos, tudo irá continuar assim, como está. As autoridades competentes não têm quem lhes faça chegar com o merecido cuidado , a descrição correcta destas ocorrências, isto, admitindo que elas próprias não disponham de tempo para observar directamente o fenómeno. Mas, palpita-me que, caso no próximo fim de semana as coisas descambem para o torto, para a violência, não faltarão voluntários mediáticos para apontar, sem reservas, o dedo aos culpados: Pinto da Costa, os adeptos e, esse grande embaraço chamado Futebol Clube do Porto.
Individualmente, pouco posso fazer, mas enquanto dispuser deste espaço em Liberdade, tudo farei para denunciar estes abusos e envergonhar esta classe de jornalistas. Uma prostituta merece mais respeito.
25 abril, 2010
Dedicado aos portistas de todo o Mundo, em dia de Liberdade...

Estes versos da autoria do meu falecido pai foram publicados num dos jornais portuenses da época, não sei bem em qual.
O colunista Moreira de Castro chamou-lhe poeta, mas não era essa a sua actividade profissional.
Dedicou-se a brincar com as palavras depois de reformado. É tudo.Como o seu grande amor ao melhor e mais simbólico clube de futebol da cidade era imenso, descomplexado, autêntico, e liberto de amarras centralistas, a brincadeira deu nisto.
Espero que gostem.
PS-Os meus familiares e amigos mais íntimos dizem que me pareço com o meu pai, em forma e feitio. Concordo, em parte, porque nem na árvore genealógica é possível encontrar duas pessoas exactamente iguais. Por isso, atrevo-me a adiantar que, à luz do estado mafioso a que chegou o futebol português, hoje, meu pai jamais citaria o nome do Benfica em qualquer escrito.
Perdoem-lhe esta gafe, mas os tempos mudaram. Paradoxalmente, "democraticamente", para pior.
Perdoem-lhe esta gafe, mas os tempos mudaram. Paradoxalmente, "democraticamente", para pior.
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25 de Abril de 1974, 36 anos de faz que anda mas não anda...
...ou anda sempre para os mesmos.Comemoram-se hoje 36 anos da revolução dos cravos.
Paulatinamente, toda a euforia vivida por aqueles que como eu viveram esses tempos de esperança de um melhor futuro para o país, foi-se esvaziando com a sobreposição persistente dos valores económicos aos valores sociais. Esse vazio ideológico foi iniciado com as sucessivas revisões da Constituição, retirando-lhe o articulado de cariz revolucionário que garantia os direitos elementares da população, como sejam: a Saúde, o Pão e a Educação, tendo a Liberdade a servir-lhes de charneira.
Paulatinamente, toda a euforia vivida por aqueles que como eu viveram esses tempos de esperança de um melhor futuro para o país, foi-se esvaziando com a sobreposição persistente dos valores económicos aos valores sociais. Esse vazio ideológico foi iniciado com as sucessivas revisões da Constituição, retirando-lhe o articulado de cariz revolucionário que garantia os direitos elementares da população, como sejam: a Saúde, o Pão e a Educação, tendo a Liberdade a servir-lhes de charneira.
Como a única maneira de preservar os benefícios das elites só era possível em Democracia, «consolidou-se» a Liberdade. No entanto, como a Democracia não se alimenta apenas de Liberdade nem a Liberdade sobrevive ao respeito pela Lei e pela Justiça, todas os 3 restantes desígnios ficaram por realizar. As estruturas da Saúde e da Educação continuam por cimentar, ora «estagiando» na iniciativa privada, ora passando para as mãos do Estado, e o desemprego nunca atingiu patamares tão elevados. Acresce salientar, que não só hoje há mais portugueses no desemprego como a qualidade do emprego desceu. Ideologicamente, as elites trataram de inverter o espírito revolucionário da 1ª. Constituição, procurando «normalizar» a precariedade do trabalho, com a difusão de discursos ignóbeis do ponto de vista social.
Nunca como agora se notou tanta ausência de escrúpulos na relação do patronato com os seus funcionários. Tornou-se vulgar para muitos empresários e até para certos políticos [alguns, tidos como figuras ilustres...], a pretexto das eternas crises que eles próprios fomentam, ameaçar os seus funcionários e concidadãos com coisas do género: não sei se vou ter dinheiro para lhe pagar este mês. Ou então, isto: no futuro, as pessoas terão de se mentalizar que não vão ter um emprego para toda a vida. Há uma arrogância insuportável nestes profetas da desgraça, porque não são capazes de propor para a sociedade soluções sérias, bem elaboradas, onde o factor humano e de justiça social esteja em 1º. lugar. Os remédios que apontam para os problemas do Povo, já se sabe, nunca a eles se aplicam, a menos que tal implique uma grande negociata, como aliás, tem acontecido.
O polémico PREC [Processo Revolucionário em Curso] que se seguiu aos dias quentes do 25 de Abril de 1974, foi uma aventura revolucionária que afectou injustamente a vida de muitos portugueses e teve obrigatoriamente de ser travado. E bem. Mas, é sempre assim. As revoluções arrastam sempre consigo algumas injustiças, oportunismos e excessos populares, mas esse é sempre o preço de qualquer revolução. E não sei mesmo, se os erros da nossa revolução não pecaram por generosos. Não houve praticamente vítimas. Dos canos das espingardas saíram mais cravos do que balas. Foi uma revolução sui generis, a mais ideal das revoluções. Resta-nos saber se foi por não ter feito vítimas que a Revolução de Abril de 1974 não foi levada a sério, e que, conduziu a nossa classe política a tratar a Constituição como um rolo de papel higiénico que se usa e deita na sanita.
O Povo diz que «quem tem cu, tem medo»... E que medo podem ter os novos candidatos a ditadores se o Povo nunca lhes deu motivos para se preocuparem com as balas nos canos das espingardas?
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